Eu já fui poeta (Bahugera a morte dos deus em forma de fera parte 1)
Há longos anos de minh' alma,
Eu já fui aquele amante da arte
Apaixonado, por cada bela parte,
A mente era quente e calma.
Fora nas eras em que a massa,
Cerebral respondia de forma consciente
Eu chorava por amores inocentes,
Antes da maldição da vil raça.
A loucura que hoje na mente aflora,
Nas virtudes de minhas vis criações,
Onde surge um mundo de aberrações
Reina a besta na sua forma de fera.
Fora na própria escuridão primordial,
Que a besta em forma de quimera,
A maldição da minha mente "Bahugera"
Atingiu-me qual fogo da fossa infernal.
Eu a muito fui a alma infantil,
Que foi abandonada a vil morte,
E a trevosa fúria pôs me a sorte
Minha 'lma tornara-se algo mercantil.
Nas sombras da massa que assombra,
E jazi sob um deus de forma infernal
No calor de toda e vil ordem natural,
E o fogo-fátuo da alma queima em sombras,
Ah! Eu a muito fui um pobre humano,
Antes da tétrica e vil bestial quimera
Que atende pelo nome de bahugera,
Ah! Eu pobre poeta agora sou insano.
"Não está morto o que eternamente jaz inanimado, e em estranhas realidades até a morte pode morrer." H.P LoveCraft
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Inânia Verba 3
Inânia verba 3
No timbre do simplório relógio
As horas passam qual morte,
A espera torna-se certa a sorte
Palavras ríspidas de vil ódio.
Oculto o que na alma sinto,
Talvez seja mera falácia,
De minha voz e a ineficácia
As palavras vazias a um labirinto.
Nessa agonia intermitente,
Que vem do relógio fúnebre,
A memória miserável e insalubre
Morre de forma vil e inconsciente
Que morta alma a de expressar
A voz amara e o sangue morto,
Corroendo o ferro qual água do porto
Corroí-me agora, um dia tudo vá cessar.
No timbre do simplório relógio
As horas passam qual morte,
A espera torna-se certa a sorte
Palavras ríspidas de vil ódio.
Oculto o que na alma sinto,
Talvez seja mera falácia,
De minha voz e a ineficácia
As palavras vazias a um labirinto.
Nessa agonia intermitente,
Que vem do relógio fúnebre,
A memória miserável e insalubre
Morre de forma vil e inconsciente
Que morta alma a de expressar
A voz amara e o sangue morto,
Corroendo o ferro qual água do porto
Corroí-me agora, um dia tudo vá cessar.
A marcha dos mortos
Faces da morte (A marcha dos mortos)
Que alma vil a de expressar,
A dor primordial das trevas
Essa que engole o mundo a eras,
E alma alguma há de saciar.
É no início de novembro
Que a quimera vil a urrar,
Põe todas almas a marchar,
É com desgosto que relembro.
A face vil na multidão espectral,
Que marchava firme qual coronel
Que punha um chicote frio e cruel,
Com um sorriso seco e surreal
Aquém há de exprimir a agonia,
Que pulsa em meu peito,
E no desterro de meu leito
Marcho firme sob tamanha ironia.
Que alma vil a de expressar,
A dor primordial das trevas
Essa que engole o mundo a eras,
E alma alguma há de saciar.
É no início de novembro
Que a quimera vil a urrar,
Põe todas almas a marchar,
É com desgosto que relembro.
A face vil na multidão espectral,
Que marchava firme qual coronel
Que punha um chicote frio e cruel,
Com um sorriso seco e surreal
Aquém há de exprimir a agonia,
Que pulsa em meu peito,
E no desterro de meu leito
Marcho firme sob tamanha ironia.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Aflição
Aflição
Pobre alma é aquela que aflita,
Procura esconder-se entre sepulturas,
Duma certa e horrenda criatura
Essa que nasce de fontes eruditas.
Que ciência ou espiritismo,
Provou a loucura da massa humana,
Que provém de regiões insanas
Jazendo o corpo em vil pessimismo.
Tudo explode num turbilhão de lava,
Quem diga que corroí a própria alma
Encharca o corpo numa odiosa calma,
A inania que transforma a mão em escrava.
Quem sou? Pergunto-me a dias tais,
A cousas duma distinta era infernal,
Ocultas no próprio córtex cerebral
Ecoando a voz que sussurra nunca mais.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Meses
Meses
Vão se as estações do ano e a brisa
Que perfuma o dia e suaviza a alma,
As palavras possuem a essência calma,
Meu peito esvaído de dor poetisa.
Sobre o rarefeito da minha respiração,
Da noite fria porém aconchegante,
Dos mistérios diante e extravagante
Donde o destino é mera desilusão.
O relógio badala exatamente a meia-noite,
Era setembro e agora torna-se outubro
Réstia da paixão, da dor em tons rubros,
Castiga o corpo com um vil açoite.
Assombra-me os anseios duma vida,
Perduro em meu peito a dor infinda,
A esperança corri-o a mente corrompida
Ouço de longe a voz de minha prometida.
Vão se as estações do ano e a brisa
Que perfuma o dia e suaviza a alma,
As palavras possuem a essência calma,
Meu peito esvaído de dor poetisa.
Sobre o rarefeito da minha respiração,
Da noite fria porém aconchegante,
Dos mistérios diante e extravagante
Donde o destino é mera desilusão.
O relógio badala exatamente a meia-noite,
Era setembro e agora torna-se outubro
Réstia da paixão, da dor em tons rubros,
Castiga o corpo com um vil açoite.
Assombra-me os anseios duma vida,
Perduro em meu peito a dor infinda,
A esperança corri-o a mente corrompida
Ouço de longe a voz de minha prometida.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Tempo corrente
Tempo corrente
Fazia frio nesse dia de mal agouro
Os sinos dum tempo distante,
Soavam tristes melodias sufocantes
Qual chifre dum mitológico touro.
O raiar do sol era vil e tortuoso,
Ocultava-se em uma mística praga,
Que excrucia-me com suas chagas
Rolando prantos dolorosos.
Ah! Que desgraça essa vil calma,
Materializou-se na massa cinzenta,
Corroeu o córtex de forma sedenta
Qual quimera multou-se a minh’ alma.
Corre o tempo em horas ou dias,
Voa a juventude e permanece a inânia
Da vida dos prazeres da essência,
Quem dirá que tudo é vil ironia.
Fazia frio nesse dia de mal agouro
Os sinos dum tempo distante,
Soavam tristes melodias sufocantes
Qual chifre dum mitológico touro.
O raiar do sol era vil e tortuoso,
Ocultava-se em uma mística praga,
Que excrucia-me com suas chagas
Rolando prantos dolorosos.
Ah! Que desgraça essa vil calma,
Materializou-se na massa cinzenta,
Corroeu o córtex de forma sedenta
Qual quimera multou-se a minh’ alma.
Corre o tempo em horas ou dias,
Voa a juventude e permanece a inânia
Da vida dos prazeres da essência,
Quem dirá que tudo é vil ironia.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Desespero da alma
Desespero da alma
Arde em meu peito vil maldição,
Enlouquece a mente leve e oca,
Vestígio duma alma já louca
Desespero oculto entre o coração.
Que onírica e maldita sina,
Perdura entre a estrelas celeste,
Qual vultos perdidos no agreste
Onde a respiração é escassa e fina.
Lembro-me bem do frio de dezembro,
Da abissal praga de primeiro de janeiro,
Donde essa persegue o mundo inteiro
E o que resta? Um culto em novembro.
O desespero que arde em minha mente,
Talvez seja um mero e desconhecido medo,
Que acoita o mundo desde muito cedo
Será a loucura uma mente ciente?
A inania das palavras da alma morta,
Entope o peito de infindo sofrimento,
Donde o choro só expressa lamentos
Talvez não haja saídas ou portas.
Não sei e o calor da massa cinzenta
Desafogue a alma de seus martírios,
Onde só há fúnebres e únicos lírios
Venha interromper a loucura virulenta.
Espero que essa tamanha enfermidade,
A cura seja descoberta, e a alma repouse,
Talvez até lá a morte sobre mim se ouse
Rogo prece, pois não suportarei a eternidade.
Haste da morte
Haste da morte
Reza e roda a sua praga ou prece,
Nas infindas vielas de minha vida
Absorvo-me de fatalidades merecidas,
O corpo é vil e fraqueja perante a febre.
Delírios e forma de vultos assombram,
O vazio que fita-me ecoante,
Rasga o córtex fúnebre e delirante
Branda a morte oculta das sombras.
Que cousa ou manifesto espectral,
Repousa nas sombras em meus umbral,
Aterroriza-me com a chama infernal
Seria este um ser vil e primordial?
Enlouquece a mente enfraquecida,
A mesma que sonha com o nirvana,
E clama por uma paz humana
O que resta da psique falecida?
Sou uma mistura química,
Na casca a psique enxertada
Que definha em hora marcada,
E o que resta? A marca calcificada.
Que cousa ou manifesto espectral,
Arde nas trevas em negror infernal,
Espreita-me em meu umbral
O que é esse medo primordial?
Reza e roda a sua praga ou prece,
Nas infindas vielas de minha vida
Absorvo-me de fatalidades merecidas,
O corpo é vil e fraqueja perante a febre.
Delírios e forma de vultos assombram,
O vazio que fita-me ecoante,
Rasga o córtex fúnebre e delirante
Branda a morte oculta das sombras.
Que cousa ou manifesto espectral,
Repousa nas sombras em meus umbral,
Aterroriza-me com a chama infernal
Seria este um ser vil e primordial?
Enlouquece a mente enfraquecida,
A mesma que sonha com o nirvana,
E clama por uma paz humana
O que resta da psique falecida?
Sou uma mistura química,
Na casca a psique enxertada
Que definha em hora marcada,
E o que resta? A marca calcificada.
Que cousa ou manifesto espectral,
Arde nas trevas em negror infernal,
Espreita-me em meu umbral
O que é esse medo primordial?
O que resta?
O que resta?
Eu filho pródigo da desgraça,
Componho onírica e vil praga
Que afoga-me a tantas mágoas,
Nada resta-me. Somente farsas.
Sou do berço das trevas concebido,
Duma profunda e abissal tragédia
Minha 'lma falece perante a sepsia,
O que resta-me? O coração partido.
Absorvo-me em outras alucinações,
Donde foge-me a percepção,
Sendo nada mas que a imensidão
Desfaleço em fúnebres canções.
Sou pobre poeta da minha desgraça,
O peito carrega primordial praga,
Onde o amor só lhe traz mágoas
Nada resta, apenas cartas as traças.
Sou a psique que no fim clama
E a alma ainda lhe ama!
Em meu peito já enfraquecido,
Compartilho poemas e rosas,
A mesma jogada a cova rasa
Onde a alma vai em fim esquecido.
Bahugera parte 6-5 (O templo)
Bahugera parte 6-5 (O templo)
Percepção
Horrível praga que persegue-me a era,
Que espreita-me qual morte,
Apodrece a vida a própria sorte
Meu deus. Sou essa vil quimera.
O reflexo que se distorce no espelho,
Enfurece os olhos que se assombram
Maldição que persegue-me qual sombra,
Enquanto enlouqueço já de joelhos.
Maldita massa que a realidade distorce
Mente louca, perversa e cruel
Da qual sou um pobre e eterno réu,
Destino transparece a vil enfermidade.
Ferve o corpo e arde o coração,
Um espetáculo de pragas infernais
Diversão da loucura em formas desiguais,
Absorvendo-me em infinda escuridão.
Quimera que atenda por Bahugera,
Réplica distorcida de um maldito eu
Minha mente templo de um vil deus,
Maldito temor pela minha fera.
Enfurece a inania da minh' alma
Enlouquece-me cada vez mais,
Distorce-me em fatos surreais,
Assombra-me de profunda calma.
Escrevo de fim sobre o deus Bahugera,
Que de fracasso da própria mente,
Criou um vida que a muito é ciente
Essa maldita fera que persegue-me a eras.
Temo essa loucura já sem cura,
Absorve-me em medos espirituais,
A loucura que já é primordial
Fujo com a morte em vão, desventuras.
Percepção
Horrível praga que persegue-me a era,
Que espreita-me qual morte,
Apodrece a vida a própria sorte
Meu deus. Sou essa vil quimera.
O reflexo que se distorce no espelho,
Enfurece os olhos que se assombram
Maldição que persegue-me qual sombra,
Enquanto enlouqueço já de joelhos.
Maldita massa que a realidade distorce
Mente louca, perversa e cruel
Da qual sou um pobre e eterno réu,
Destino transparece a vil enfermidade.
Ferve o corpo e arde o coração,
Um espetáculo de pragas infernais
Diversão da loucura em formas desiguais,
Absorvendo-me em infinda escuridão.
Quimera que atenda por Bahugera,
Réplica distorcida de um maldito eu
Minha mente templo de um vil deus,
Maldito temor pela minha fera.
Enfurece a inania da minh' alma
Enlouquece-me cada vez mais,
Distorce-me em fatos surreais,
Assombra-me de profunda calma.
Escrevo de fim sobre o deus Bahugera,
Que de fracasso da própria mente,
Criou um vida que a muito é ciente
Essa maldita fera que persegue-me a eras.
Temo essa loucura já sem cura,
Absorve-me em medos espirituais,
A loucura que já é primordial
Fujo com a morte em vão, desventuras.
Bahugera parte 6-4 (O templo)
Bahugera parte 6-4 (O templo)
Relatório da loucura
A massa ferve de tantas alucinações
Já não corresponde aos pensamentos,
Enquanto a mente se parte de lamentos
Arde vil a inania duma solução.
Relato a forma vil de meus delírios,
O corpo vazio porém acordado
Onde só há pensamentos inválidos,
Donde só há a dor e martírios.
A mente eufórica berra qual louca,
Incessantes gritos ecoam nas trevas
Urram e bradam qual Bahugera,
A voz ruida e a cabeça é oca.
Relato meu mais puro sentimento,
Onde a alma logo se esvai
O corpo procura réstias de paz,
Um simples momento de descanso.
Essa mente agitada que rola oca
Berra em minha escuridão cerebral,
Assombra-me vil ausência espiritual,
Meu deus será que a alma é louca?
Relatório da loucura
A massa ferve de tantas alucinações
Já não corresponde aos pensamentos,
Enquanto a mente se parte de lamentos
Arde vil a inania duma solução.
Relato a forma vil de meus delírios,
O corpo vazio porém acordado
Onde só há pensamentos inválidos,
Donde só há a dor e martírios.
A mente eufórica berra qual louca,
Incessantes gritos ecoam nas trevas
Urram e bradam qual Bahugera,
A voz ruida e a cabeça é oca.
Relato meu mais puro sentimento,
Onde a alma logo se esvai
O corpo procura réstias de paz,
Um simples momento de descanso.
Essa mente agitada que rola oca
Berra em minha escuridão cerebral,
Assombra-me vil ausência espiritual,
Meu deus será que a alma é louca?
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Bahugera parte 6-3 (O Templo)
Bahugera parte 6-3 (O Templo)
Nas entranhas da caverna da fera
Que espreita minha 'lma ferida,
Moribundo, clamo pela morte prometida,
Enquanto agonizo aos pés de Bahugera.
Que espreita minha 'lma ferida,
Moribundo, clamo pela morte prometida,
Enquanto agonizo aos pés de Bahugera.
Pelo colossal e grotesco horror,
De portais indizíveis e incomensuráveis
Conjecturava maldições inimagináveis.
Bahugera, urrando meu vil temor
De portais indizíveis e incomensuráveis
Conjecturava maldições inimagináveis.
Bahugera, urrando meu vil temor
Infectava-me qual câncer de vil mortalidade,
Absorvendo-me nas entranhas do inferno
Era tão solitário qual alma ao inverno,
Eu suplicava a deus ou fera: Piedade!
Absorvendo-me nas entranhas do inferno
Era tão solitário qual alma ao inverno,
Eu suplicava a deus ou fera: Piedade!
Adormeci em minhas viagens espirituais,
Enquanto apodrecia a massa cinzenta,
Restando apenas a fúria da fera violenta
O semblante congelado em medos desiguais.
Enquanto apodrecia a massa cinzenta,
Restando apenas a fúria da fera violenta
O semblante congelado em medos desiguais.
Vis maldições
Vis maldições
Donde anda a besta que atende por morte,
Meus temores brandão um mal agouro
Corroendo-me com intragável gosto amaro
Excruciando-me defronte a enfermo porte.
Melancolia atormenta esse fúnebre pesar,
Procuro a estrela obscura em dimensões tais,
Ousou algum mortal? Enfrentar coisas infernais
Donde a própria morte está vil a urrar.
Destruição arde em meu peito inflamado,
Sufocado no abismo de meus pulmões
Conjecturando oníricas e vis maldições
E o que resta disso? A lama e o lodo?
Trago um gosto sufocante e amaro,
Onde o meu ódio vai em escarros,
Traga a morte com um único cigarro
O caixão ilude-me com brilhos doirados!
Alma sem cura
Alma sem cura
Atordoado procuro alma igual a minha
Procurando a cura para essa dor,
A mesma que a mente tem pavor,
Morrer aqui no frio vil e sozinha.
Procurando a cura para essa dor,
A mesma que a mente tem pavor,
Morrer aqui no frio vil e sozinha.
Pensamentos inundam-me com martírios
Enquanto meus medos expressos aos olhos,
Rolam pelo rosto de meus enfermos filhos
Machucando as frágeis pétalas de lírios.
Enquanto meus medos expressos aos olhos,
Rolam pelo rosto de meus enfermos filhos
Machucando as frágeis pétalas de lírios.
Destrói-me a mente essa fossa abissal,
E o que resta? O cálcio dos ossos
Esvaídos no esforço de meus poços,
Profundo qual um medo vil e imortal.
E o que resta? O cálcio dos ossos
Esvaídos no esforço de meus poços,
Profundo qual um medo vil e imortal.
-Pobre, o que tanto aqui procura?
O alívio para mil e tantos prantos?
Sussurrando a loucura aos cantos
Qual sua busca a morte ou a loucura?
O alívio para mil e tantos prantos?
Sussurrando a loucura aos cantos
Qual sua busca a morte ou a loucura?
Sepultado ao nada
Sepultado ao nada
Minha 'lma vaga em vazia procura
De aquém para suprir enferma dor,
Vagando em ermos túmulos com temor
Procurando réstias de uma figura.
De aquém para suprir enferma dor,
Vagando em ermos túmulos com temor
Procurando réstias de uma figura.
O corpo em um desgosto eterno,
Por inglórias e fins bastardos
Atormenta-me sentimentos pesados,
Agoniza-me qual torturado no inferno.
Por inglórias e fins bastardos
Atormenta-me sentimentos pesados,
Agoniza-me qual torturado no inferno.
Nesses diagramas do universo
Vago, moribundo e quase morto
O corpo abandonado em meu porto
O pesar de meus últimos versos
Vago, moribundo e quase morto
O corpo abandonado em meu porto
O pesar de meus últimos versos
Sou vil alma agrilhoada ao nada
Poemas e rosas foram sepultados
Frívolas luas serão enterradas
Tantas dores e martírios cessados.
Poemas e rosas foram sepultados
Frívolas luas serão enterradas
Tantas dores e martírios cessados.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Bahugera parte 6-2 (O templo)
Bahugera parte 6-2 (O templo)
Eu moribunda alma desfalecida,
Desgraçada e sem vida em vis eras
Oculto-me a tempos da besta fera,
Que urge do vazio de minha vida
Eu ignorante ser frio e torpe,
Que apodrece qual vis vermes,
Aglomerado sobre o cerne
Da escória deste vil orbe.
Eu moribunda alma esquecida,
Que oculta-se em minhas trevas,
Acorrentado a um deus, Bahugera
Donde nada são almas falecidas.
O ás de minhas dores e temores,
Um ser de vis e tétricas maldições
Donde a morte são boas alucinações
Um horrendo templo de horrores.
Eu moribunda alma desfalecida,
Desgraçada e sem vida em vis eras
Oculto-me a tempos da besta fera,
Que urge do vazio de minha vida
Eu ignorante ser frio e torpe,
Que apodrece qual vis vermes,
Aglomerado sobre o cerne
Da escória deste vil orbe.
Eu moribunda alma esquecida,
Que oculta-se em minhas trevas,
Acorrentado a um deus, Bahugera
Donde nada são almas falecidas.
O ás de minhas dores e temores,
Um ser de vis e tétricas maldições
Donde a morte são boas alucinações
Um horrendo templo de horrores.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Sombras entre tumbas
Sombras entre tumbas
Onde meu corpo se encontra a horas tais,
A mente nesse enfermo frio adormece
Reveste-me em sombras e vultos do agreste,
Urde e berra a secos ventos, medos desiguais.
Quem sabe a palavra a ela concebidas
A morte, aquela que espero ansioso.
Observando me em fardos penosos,
Desprender-me de dores esquecidas
Quem sabe onde as andam as sombras,
Aquelas que em ermos túmulos rastejam
Suas chagas a meu corpo praguejam,
Excruciando-me a um nirvana em penumbra.
Vivo de um mal agouro espiritual,
Ou talvez cousas da mente irracional.
Que arde a massa em forma demencial
Carbonizando-me a um leito universal!
Quem pode-me dizer nessa noite,
Onde vejo trevas e escuridão rugindo
Vozes fragmentadas culpam-me infindo,
Espero o porte de meu pai a vulgar morte.
Onde meu corpo se encontra a horas tais,
A mente nesse enfermo frio adormece
Reveste-me em sombras e vultos do agreste,
Urde e berra a secos ventos, medos desiguais.
Quem sabe a palavra a ela concebidas
A morte, aquela que espero ansioso.
Observando me em fardos penosos,
Desprender-me de dores esquecidas
Quem sabe onde as andam as sombras,
Aquelas que em ermos túmulos rastejam
Suas chagas a meu corpo praguejam,
Excruciando-me a um nirvana em penumbra.
Vivo de um mal agouro espiritual,
Ou talvez cousas da mente irracional.
Que arde a massa em forma demencial
Carbonizando-me a um leito universal!
Quem pode-me dizer nessa noite,
Onde vejo trevas e escuridão rugindo
Vozes fragmentadas culpam-me infindo,
Espero o porte de meu pai a vulgar morte.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Manifestação do povo
Manifestação do povo
Trago, sinto invadir meus pulmões
Intoxicante gritos assolam a mente,
Perdura o corpo pálido e a alma doente
Excrucia-me com ódio e vis maldições.
Onde o ventos que vem da morte,
Sendo mais árido que o reino do inferno
Trazem consigo um desterro eterno,
Ocultam no peito os ases da má sorte!
Vozes incessantes estão bradando,
Essas que percorrem com o árido vento,
Vem repercutir um passado cinzento
Essas vozes brandão sangue de meu bando.
Viagens podres de meu subconsciente
Ouve vozes de um mal agouro e sedento,
Povo que esperem o corpo a vermes nojentos
Crucificando um réu como culpado e impotente.
Trago, sinto invadir meus pulmões
Intoxicante gritos assolam a mente,
Perdura o corpo pálido e a alma doente
Excrucia-me com ódio e vis maldições.
Onde o ventos que vem da morte,
Sendo mais árido que o reino do inferno
Trazem consigo um desterro eterno,
Ocultam no peito os ases da má sorte!
Vozes incessantes estão bradando,
Essas que percorrem com o árido vento,
Vem repercutir um passado cinzento
Essas vozes brandão sangue de meu bando.
Viagens podres de meu subconsciente
Ouve vozes de um mal agouro e sedento,
Povo que esperem o corpo a vermes nojentos
Crucificando um réu como culpado e impotente.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Bahugera (O templo) 6-1
Bahugera (O templo) 6-1
Observava templo vil e monumental,
Que violava a santidade do céu
Perfurava um infernal mausoléu
Donde um deus nada mais era que mortal.
Assombrou-me o templo de louvores,
Onde vi deuses e mais deuses,
Temente ao que na penumbra ruge
Um mestre na área de meus temores
Embalava-me de tão vil e sobrenatural,
O templo que abrangia dimensões
Paraísos apenas vis e meras ilusões.
Absorto no templo vil e monumental,
Onde vive um medonho deus ou fera
E anjos morrem ao ouvir Bahugera.
prosopopeia em busca da morte
Sonhando com a morte
Delirando sob um céu escuro,
Buscando um boato do futuro
Fito a escuridão e o que eu vejo
O vazio, aquele que não almejo.
Adormeço em fúnebres pesadelos,
Sonhos contorcem a massa doente
Em busca de exprimir o inconsciente,
Onde a psique busca um pouco de zelo
-Venha nessa noite minguada
Sobre o peito daquela cova rasa,
Exprimir palavras agora passadas
Venha exprimir tudo com rosas.
Um diálogo
Embriago-me em busca de conforto,
Procuro nesse copo quase vazio
Envolver-me com algo fictício
Tentar esquecer o semblante morto.
-Amigo, o que procura? A própria morte?
Esperando o fim de interminável lamento
Ou busca reconfortar o sentimento?
-Procuro quem atenda por maldito porte.
Encontro com a morte
Propriamente digno é o corpo moribundo,
Aquele entorpecido pelo efeito de toxinas
Que procura olhar cedo a própria sina,
Acaba em um abismo vil e profundo.
Anjo que porta em suas mãos a vida,
Venha até mim nessa hora de minguado
Encontrar-me sobre um leito fatigado,
Aqui onde sou um poeta de partida.
Frívolo por severas mutilações,
Maldisseram tantas vazias emoções,
Após a vida agonizante e silenciosa
Reconforto-me num caixão de rosas.
Delirando sob um céu escuro,
Buscando um boato do futuro
Fito a escuridão e o que eu vejo
O vazio, aquele que não almejo.
Adormeço em fúnebres pesadelos,
Sonhos contorcem a massa doente
Em busca de exprimir o inconsciente,
Onde a psique busca um pouco de zelo
-Venha nessa noite minguada
Sobre o peito daquela cova rasa,
Exprimir palavras agora passadas
Venha exprimir tudo com rosas.
Um diálogo
Embriago-me em busca de conforto,
Procuro nesse copo quase vazio
Envolver-me com algo fictício
Tentar esquecer o semblante morto.
-Amigo, o que procura? A própria morte?
Esperando o fim de interminável lamento
Ou busca reconfortar o sentimento?
-Procuro quem atenda por maldito porte.
Encontro com a morte
Propriamente digno é o corpo moribundo,
Aquele entorpecido pelo efeito de toxinas
Que procura olhar cedo a própria sina,
Acaba em um abismo vil e profundo.
Anjo que porta em suas mãos a vida,
Venha até mim nessa hora de minguado
Encontrar-me sobre um leito fatigado,
Aqui onde sou um poeta de partida.
Frívolo por severas mutilações,
Maldisseram tantas vazias emoções,
Após a vida agonizante e silenciosa
Reconforto-me num caixão de rosas.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Bahugera - A grande besta primordial (O reino parte 5)
Bahugera - A grande besta primordial (O reino parte 5)
A grande besta primordial
Em meus fúnebres pensamentos, eu padeci
O mundo não passava de nada mais frio,
Qual morte que estende a mão além do rio
Onde os frutos das árvores, já não crescem.
Fitei meus duvidosos pensamentos,
Atormentando a mente sobre a morte
Uma fábula? Ou jogo de vil e pura sorte?
E nas entranhas daquele eu, vis lamentos.
Pudera que eu tivesse percorrido o mundo antes,
Presenciar tudo em uma era mágica e primordial
Feita de misticismos e mil cousas do ser essencial,
Era naquela réstia d’um passado feito em sangue.
Era tarde quando deparei-me com pergaminhos,
Que ocultavam coisas d’um ser vil e colossal
Onde até a morte era uma vil e mera mortal
Eu compunha meus pensamentos sozinhos.
A fora naqueles devaneios perto da morte,
Em que a fera urgiu das trevas de forma tétrica
E apenas se ouvia as trombetas angélicas
Era Bahugera. O digno deste maldito porte.
Lembro-me da grande besta vil e primordial
Que urgiu das criptas de meus entes,
Rugindo os medos qual sou temente,
Agrilhoados ali diante de meu umbral
Era a réplica de meus vis e cépticos horrores,
Um ser de tamanho colossal e forma desigual
Obter-me até a última réstia de tecido visceral
E naqueles tentáculos o centro de mil dores.
Um macabro teatro banhado em sangue,
Onde a morte disse-me tremendo diante
A uma criatura vil e de aspecto primordial:
-Esse deus imortal é a desgraça universal.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Vil teatro de meus sonhos
Vil teatro de meus sonhos
Vejo airoso o sol em estado poente,
Num espiritual e vil estado de transe
Almejo aquilo que não tenho alcance,
A dor que arde em meu cérebro doente.
Um fatídico e cruel teatro de sonhos
Donde me ilude com façanhas ilusórias,
Clamo pelo fim deste horrendo suplício
Refletindo um semblante tristonho.
Colossal manifesto de esperanças,
Brincando com a mente de mil formas,
Estabelecendo um contexto de normas
Como um jogo de perversas crianças.
Imanente e abissal ser com aspecto medonho,
Urge a noite com um teatro fúnebre de sonhos
Donde vejo os mortos em suas frias covas
E o desterro de meus sentimentos em rosas.
Vejo airoso o sol em estado poente,
Num espiritual e vil estado de transe
Almejo aquilo que não tenho alcance,
A dor que arde em meu cérebro doente.
Um fatídico e cruel teatro de sonhos
Donde me ilude com façanhas ilusórias,
Clamo pelo fim deste horrendo suplício
Refletindo um semblante tristonho.
Colossal manifesto de esperanças,
Brincando com a mente de mil formas,
Estabelecendo um contexto de normas
Como um jogo de perversas crianças.
Imanente e abissal ser com aspecto medonho,
Urge a noite com um teatro fúnebre de sonhos
Donde vejo os mortos em suas frias covas
E o desterro de meus sentimentos em rosas.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A carta (Inania Verba)
A carta (Inania verba)
Escrevo sobre essa vil encruzilhada,
Que persegue-me desde o nascimento
Crucificando-me em fúnebres momentos,
Trago um fato, uma carta amaldiçoada.
Soturna e de mansinho invade a noite,
Dita com sabedoria um sono profundo
Dispersa a dor dum corpo moribundo,
Imanente deus que vive no açoite.
Deixo simples e únicos versos melancólicos,
Esses que nessas cartas são eternos,
Onde o corpo não padece perante o inverno
Túmulos erguidos são apenas simbólicos.
Deixo essa carta que fere meu coração,
Com palavras que não tenho força a expressar,
A psique que foge a fim de se completar
E o corpo deixado em um sepulcral caixão.
Escrevo sobre essa vil encruzilhada,
Que persegue-me desde o nascimento
Crucificando-me em fúnebres momentos,
Trago um fato, uma carta amaldiçoada.
Soturna e de mansinho invade a noite,
Dita com sabedoria um sono profundo
Dispersa a dor dum corpo moribundo,
Imanente deus que vive no açoite.
Deixo simples e únicos versos melancólicos,
Esses que nessas cartas são eternos,
Onde o corpo não padece perante o inverno
Túmulos erguidos são apenas simbólicos.
Deixo essa carta que fere meu coração,
Com palavras que não tenho força a expressar,
A psique que foge a fim de se completar
E o corpo deixado em um sepulcral caixão.
sábado, 12 de maio de 2012
Aos meus entes que partiram
Aos meus entes que partiram
Nessa noite de luar minguado,
As memórias trazem a dor
E o que fora deixado? O amor.
A saudade do que fora no passado.
Escrevo não por simplesmente arte,
Ou esse amor que eu tanto tenho
Mas pelos martírios que mantenho,
No meu coração que morre em partes!
Aqueles que partiram sem prévio aviso,
Sem que minha mente se preparasse
A lamuriar pela vida que não restasse,
E ver pela última vez o teu sorriso.
Nessa noite de luar frio e branco,
As memórias despertam a dor,
Saudades d'um pai sonhador
Ai! Pudera ele agora ser um santo
Escrevo por ter essa dor profunda,
Que sufoca-me garganta e pulmões
A prisão nesse fortes grilhões,
Num coração em frias catacumbas.
Conto com a manhã vil e profana,
Aquela que lhe tirou a vida
Com voraz fome vil e imunda,
Consumindo a essência humana.
Dói ver o seu corpo no enterro,
E a face do pai, em seu leito
Chorar sobre seu frio peito,
Observa a alma em seu desterro.
Espero que no seu paraíso sepulcral,
Em coberto de tantas mil flores,
Jazendo com seus próprios valores
Pois em meu peito será essencial!
Uma pequena homenagem a meu pai. Egberto Mayrinck Azevedo de Castro
Nessa noite de luar minguado,
As memórias trazem a dor
E o que fora deixado? O amor.
A saudade do que fora no passado.
Escrevo não por simplesmente arte,
Ou esse amor que eu tanto tenho
Mas pelos martírios que mantenho,
No meu coração que morre em partes!
Aqueles que partiram sem prévio aviso,
Sem que minha mente se preparasse
A lamuriar pela vida que não restasse,
E ver pela última vez o teu sorriso.
Nessa noite de luar frio e branco,
As memórias despertam a dor,
Saudades d'um pai sonhador
Ai! Pudera ele agora ser um santo
Escrevo por ter essa dor profunda,
Que sufoca-me garganta e pulmões
A prisão nesse fortes grilhões,
Num coração em frias catacumbas.
Conto com a manhã vil e profana,
Aquela que lhe tirou a vida
Com voraz fome vil e imunda,
Consumindo a essência humana.
Dói ver o seu corpo no enterro,
E a face do pai, em seu leito
Chorar sobre seu frio peito,
Observa a alma em seu desterro.
Espero que no seu paraíso sepulcral,
Em coberto de tantas mil flores,
Jazendo com seus próprios valores
Pois em meu peito será essencial!
Uma pequena homenagem a meu pai. Egberto Mayrinck Azevedo de Castro
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Libertar-me d'um, eu.
Libertar-me d'um, eu.
Em uma noite fria de um denso nevoeiro,
Dúbio em melancólicos pensamentos
O corpo fraco pelos olhos sonolentos,
Fitei um vulto que se formava por inteiro.
Como que em um sonho airoso e espiritual,
Embalei-me a uma dança de imortais
Acompanhando as almas de ancestrais,
Brilhando quais estrelas do céu universal.
Calei-me a majestosa orquestra de um todo,
Sem dúvidas sobre o mundo ou cousas tais,
Delirando em fendas que perfuravam portais
Donde tudo que se esvai virava lodo.
Na noite fria onde houve um trágico ato,
Corrompendo a mente de forma inconsciente
Perdurando-me a um futuro vil e dependente,
Foi nessa noite em que assinei maldito contrato.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Bahugera (O Reino Parte 3-4) O cavaleiro
Bahugera (O Reino Parte 3-4)
O cavaleiro
Trago-lhes vil e tétrica maldição
Aquela que assombra um coração,
Perdurando-se sobre uma armadura
Obscura, vinda da abissal loucura.
Ser infame que vaga pelas geleiras,
Qual morte em seu corcel se esgueira
Vindo de um conto ou de lugar sepulcral,
Porta uma lâmina de aspecto espectral.
Brada para a noite e o que vê?
Nada além do vazio e das chamas
Inimaginável nada que olhos vão crê,
Além da odiosa maldição e sua fama.
Quem viu cavalgar a infame morte,
Desse mundo já não faz parte
Um golpe de azar ou pura má sorte?
Sendo decapitado com tamanha arte.
Trago-lhes nobre conto do horror
O mesmo que nasceu com a dor,
Perdurando-se sobre uma armadura
Obscura, vinda da abissal loucura.
O corcel de olhos vis e flamejantes,
Trazendo consigo a morte triunfante
Encoberta em um perverso negror,
Revela um imenso e abissal terror.
Gritos estridentes atravessam a noite,
O tinir da espada e restos da batalha
Fora a morte que esperou no açoite,
Com seus trapos e réstias de mortalha.
Cavaleiro infame do vazio das eras,
Traz consigo de comparsa a morte
Servo leal do deus Bahugera.
A desgraça é um dom e seu porte!
Trago-lhes vil e tétrica maldição
Aquela que assombra um coração,
Trazida de um portal vil e sepulcral
O cavaleiro da lâmina espectral.
Bahugera (O Reino parte 3-3) Diálogo de um todo
Bahugera (O Reino parte 3-3)
Diálogo de um todo
Adormecido a tantas horas
A forma espectral. Liberta
Da face d'um mundo, acoberta!
Em uma realidade, doirada.
Nesse lugar mágico e natural,
Encontrei-me com deus do horror
Que atormentava um outro, eu com ardor
Fugia-me da garganta palavras. Infernal!
Era eu naquele teatro de sangue
Absorto na loucura anormal,
Queria diferenciar o real do surreal
Fora em universos vis e distantes.
Que dialoguei com Bahugera
E naquele dialogo éramos deuses,
Temente a descrença dos ateus.
Era eu com a sabedoria vil e humana
Com a compreensão ilimitada,
Do contexto do tempo, eras passada
Que consumia a verdade insana.
Lembro-me do que disse a fera
-Sou incumbido da desgraça imanente,
D'um mundo que padece impotente.
Diálogo de um todo
Adormecido a tantas horas
A forma espectral. Liberta
Da face d'um mundo, acoberta!
Em uma realidade, doirada.
Nesse lugar mágico e natural,
Encontrei-me com deus do horror
Que atormentava um outro, eu com ardor
Fugia-me da garganta palavras. Infernal!
Era eu naquele teatro de sangue
Absorto na loucura anormal,
Queria diferenciar o real do surreal
Fora em universos vis e distantes.
Que dialoguei com Bahugera
E naquele dialogo éramos deuses,
Temente a descrença dos ateus.
Era eu com a sabedoria vil e humana
Com a compreensão ilimitada,
Do contexto do tempo, eras passada
Que consumia a verdade insana.
Lembro-me do que disse a fera
-Sou incumbido da desgraça imanente,
D'um mundo que padece impotente.
Lírios
Lírios
No silêncio da noite lânguida
Em que escrevia sobre tudo,
Eu, sendo um poeta de luto
Delirando sobre a morte prometida.
Como uma alma sem rumo,
Fui vagar pela penumbra
Voar qual leve pluma,
Defronte a ermos túmulos.
Era tão belos qual vida,
Narravam belas histórias
Outras infortunas e trágicas
Dos que jazeram em inglórias.
Espero eu ter a paz prometida,
Onde os lamentos e martírios
Tocados em triste músicas,
São belos como os lírios.
No silêncio da noite lânguida
Em que escrevia sobre tudo,
Eu, sendo um poeta de luto
Delirando sobre a morte prometida.
Como uma alma sem rumo,
Fui vagar pela penumbra
Voar qual leve pluma,
Defronte a ermos túmulos.
Era tão belos qual vida,
Narravam belas histórias
Outras infortunas e trágicas
Dos que jazeram em inglórias.
Espero eu ter a paz prometida,
Onde os lamentos e martírios
Tocados em triste músicas,
São belos como os lírios.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Composição Orgânica
Composição Orgânica
Adentro desse corpo quase padecido,
Trago-lhe um composto místico,
Dos corpos em seu estado físico
Revelo o que a muito foi esquecido.
A força que jorra dos vasos sanguíneos,
Corrompida pela psique existente
A inércia do raciocínio torna-se presente
O intrépido futuro torna-se lânguido.
Qual? A fórmula desta complexa composição.
Que enlouquece a mente forte e sã
Ofuscando o brilho da estrela da manhã,
Corroendo as artérias d’um fraco coração!
Qual? Os mistérios dessas desventuras,
Que completam uma vil forma doente
Em que a vida engole-me qual serpente,
Mal digo desta vida! – Triste literatura.
Adentro desse corpo quase padecido,
Trago-lhe um composto místico,
Dos corpos em seu estado físico
Revelo o que a muito foi esquecido.
A força que jorra dos vasos sanguíneos,
Corrompida pela psique existente
A inércia do raciocínio torna-se presente
O intrépido futuro torna-se lânguido.
Qual? A fórmula desta complexa composição.
Que enlouquece a mente forte e sã
Ofuscando o brilho da estrela da manhã,
Corroendo as artérias d’um fraco coração!
Qual? Os mistérios dessas desventuras,
Que completam uma vil forma doente
Em que a vida engole-me qual serpente,
Mal digo desta vida! – Triste literatura.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Bahugera (O Reino parte 2- Caos)
Bahugera (O Reino parte 2- Caos)
Venho de incomensuráveis dimensões
Trazer mil e uma faces distintas,
Embalar-te a uma ira nazista
Resgatar temores e vis alucinações
Traga-me o corpo vil e funesto
No próprio leito de extrema dor,
Jaz quase padecido exímio pecador,
Porém reflete o bom e honesto.
A abatida carcaça mortuária,
Aquela que alimenta corvos infernais
Virando nada, nas grandezas universais
Defronte as verdades. Imaginarias?
-Paralítico com a monumental quimera,
Que vinha corromper corpo e mente
Da réstia da humanidade vil e doente,
Naufragando em trevas a torpe esfera.
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