Entrances

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nunca mais ore aos anjos

Nunca mais ore aos anjos

Nessa noite, nessa imensidão celeste
Meu corpo respira dolorosamente,
Enquanto a lágrima rola docemente,
Pela minha face até as suas vestes.

Praguejo ao céu aos deuses ancestrais
Aos contos de fadas glorificadas por mortais,
Enquanto a lâmina das labaredas infernais,
Aumenta a agonia qual dos anjos imortais.

Não oro mais para o céu, agora vil e escarlate,
Não tenho preces que possam ser atendidas,
Lamento por minha alma tão querida
Suportar a dor destes vis infartes.

Parte-me o coração tamanha dor maldita,
Emergente a mentira em forma de santa,
O sufoco que agrilhoa-me a garganta
E minhas confissões de amor nunca ditas.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Transgressão da humanidade - Bahugera

Transgressão da humanidade - Bahugera

Defronte ao espelho estilhaçado em plenas trevas
A forma humana que habita esse plano já não existe
Pobre alma que assombrada pelo caos, emergente
Observa sua inocência atormentada por tantas eras

Aos poucos que viram passar o sepultamento
De minha pobre alma, não há de escutar
Uma única palavra tão pouco há de comentar
Logo cedo excruciou-me com mil julgamentos

Essa quimera que emerge da fossa abissal
É o deus Bahugera a besta de meus vis medos
Que assombram-me com o medo dos medos
Essa que há de ver-me queimando no fogo infernal

Como há de acalmar a besta fera que ruge
Adentro de minha mente e o maldito bradar
Dessa infernal quimera tão cedo irá me matar
Transgredindo a minha alma o deus logo ressurge

Quem há de compreender o epitáfio da besta fera
Sendo nada mais que mitos e contos ancestrais
Que gritam na cabeça oca de formas vis e infernais
Quem há de curar a alma louca da sua vil quimera

Essa quimera que emerge da fossa abissal
Há de conjecturar o fim deste infindo mundo
Essa alusão de minha mente. O frio é imundo
Isso irá ver tudo queimar no fogo infernal

Adentro dessa massa cinzenta fadigada
Há de compreender a loucura quase exata
Há de compreender o mundo de forma inexata
E toda pobre alma que morre assombrada

Adentro dos sonhos mais profundos
Há de compreender os medos ancestrais
Há de compreender os sonhos primordiais
Os anseios da vida não são mais meu mundo

Porta do abismo - Lago Umbral

Porta do abismo - Lago Umbral

Na parte vital de minha profunda calma
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Que no calar da noite destrói-me a alma

Adentro desse tenebroso e vil portal
Que alma alguma mortal ou imortal
Ousou fitar os vultos do vazio infernal
Estes carregam o peso do fim universal

Quem há de explicar o que chamo de vida?
Quando tão pouco se sabe sobre a morte
Essa que no bailar da noite vem a sorte
Quem há de explicar as dores infindas?

Na câmara onde pulsa os mistérios da vida
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Transtornando tudo a eterna e vil despedida

Adentro desse tenebroso e vil portal
Temo a imensa e gigantesca besta fera
Que a muito conheço por Bahugera
Esta que carrega o peso do fim universal

Esta cruz que carrego vil tortura
Reside na parte abissal do lago umbral
Este tão próximo a meu córtex cerebral
Atormenta a imanente loucura

Que alma há de aliviar a dor imanente
Que pulsa ainda forte em meu peito
Esta fera que ainda leva-me ao leito
Aos poucos transforma-me em doente

Na parte vital de minha racionalidade
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Esta outra face de minha identidade

Incontestável dimensão - Abismo do consciente (Bahugera)

Incontestável dimensão - Abismo do consciente (Bahugera)

Pouco a pouco esvaiu-se a minha compreensão
Sobre a física e a ciência tão complexa do universo
Transgredindo minha massa cinzenta ao inverso
Tão inútil qual ameba é agora a podre visão

Esta edema que dissolve cada dia mais e mais
De minha massa cerebral até restar nada e nada
Dissolvendo aos poucos as lembranças amadas
Até ouvir o velho corvo de Poe anunciar nunca mais

Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Tão agressivo que mais parece minha besta fera
O deus que dei vida e persegue-me chamado Bahugera
Mais do que cedo a de ceder a infame e letal calma

Incomensuráveis formas vis e nefastas urram
Na infida e imanente calmaria desta tenebrosa noite
Em que até a acerva morte há de estar no calar da noite
Entre tantas vozes que no córtex sussurram

Que forma vil minha besta fera conjecturou
Entre tantas tenebrosas torturas mentais
Maldita quimera escolheu as primordiais
Está em que meio mundo já naufragou

Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Veio no calar da noite atormentando a boca
Está tão seca que deixou a mente quase louca
Deu-me o gosto tão cedo da infame e letal calma

Alucinações malditas que nunca se extinguem
Que há de perturbar-me por toda vil eternidade
Não havendo réstia ou traço de humanidade
Por toda minha alma, há de sumir qual fuligem


Tenho esse gosto amaro em minha boca morna
Intragável qual a terra que há de sepultar-me
Essa loucura que aos poucos há de matar-me
Esse veneno que a minha espinha entorta

Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Foi criado a combater meus medos, essa quimera
Que transmutou-se a minha personalidade, Bahugera
Há de extasiar-me cedo com a infame e letal calma

Abismo do consciente - Ainda há vida (Bahugera)

Abismo do consciente - Ainda há vida (Bahugera)

Possa haver vida ainda naquela odiosa quimera
Está que nas trevas da noite infernal
Possa conjecturar ainda praga vil e abissal
Que persegue-me a tenebrosas eras

Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me com formas vis e desiguais
Com suas sombras tétricas e infernais
Até o momento de meu infortúnio padecimento

Possa uma alma imortal mas humana
Livrar-se dos medos que na psique assombra
Onde o anoitecer é um bailar de sombras
Sendo o fervor de minha mente insana

Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me até restar a funesta face rosada
Onde os olhos absorto na voz tão amargurada
Vai até o momento do infortúnio padecimento

Está quimera que de minha alma faz parte
Entre o raiar quase invisível de meus medos
Perturba a minha pobre alma com vis medos
Fazendo de toda essa agonia uma cruel arte

Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me a todo tempo até restar nada
Onde toda ebulição de lógica torna-se nada
Está que vai até o momento do infortúnio padecimento.

sábado, 22 de junho de 2013

Ao último feixe de luz

Ao último feixe de luz

É quase tarde da noite e já se esvai a alegria
De minha face tão ingênua,  Sombras
Oriundas de portais infernais me assombram
Com vozes infernais, trazem uma infinda agonia

É nessa noite que traz um estranho misticismo
Que ressurge sobre o meu peito os medos
Estes tão desconhecidos, estes patéticos medos
Não possuem de base nenhum ceticismo

Quem há de ouvir a minha alma tão sozinha
No calar dessa noite tão serena, tão terna
Onde as chagas são cruéis e eternas
Estas chagas que ainda atormenta-me a espinha

Tenho por mim o último feixe da luz
Que penetra esta infinda treva
Minha alma que anseia a eras
Por esta morte que de perto me seduz

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pensamentos livres

Pensamentos livres

Eu, sou a erma sombra
De minha fraca existência
Minha 'lma carece da essência
Principal, pôs a realidade assombra

Qual mil lampiões de luminosidade
Um profundo olhar do vazio infernal
Perfura-me a alma, meu umbral
Dissipa a minha funesta realidade

O crescimento desta vida vil e prematura
No espelho a reflexo do fracasso vitalicio
Toda essa época tornara-se um vício
E a ausência de meu caráter perduro

As infidas mãos que açoitam-me
Tantas vozes que castigaram-me
Em inúmeras dores afogaram-se
Nenhum semelhante a aceitar-me

Sou dessa praga um fruto
Refletindo o fracasso e o sucesso
Da onírica vida que somos imersos
Nessa realidade a psique é tão oculto

Abdicai de vossa alma poeta

Abdicai de vossa alma poeta

Abdico de minha pobre, vil alma
Sonhadora, essa que nesta noite jaz
Entre a frívola realidade e nunca mais
Há de jazer nos deleites da paz

Não sou nada mais nesse momento
Que um mero joguete do vil destino
Não tenho mais meus sonhos diurnos
E a escuridão envolve meus lamentos

Aos santos anjos lá do céu celeste
Resguardem a alma tão doente
Que padece qual sol poente
Até que essência alguma me reste

Não sou mais poeta pois não sonho
Nessa carcaça operária das trevas
Sou agora qual vermes das eras,
Da terra, desse mundo já não sou filho

Existência

Existência

O questionamento é interminável
As verdades aparentam mil falhas
Os amores parecem trapos e mortalhas
Todo o universo é fraco e questionável

Tenho a existência dos anjos celestes
Tão perfeita e bela fora a minha amada
Mas por curtos momentos a alma separada
Causa-me as chagas de uma temível peste

Minha verdade absoluta não é nada
Perco-me no egocentrismo desta beleza
Embriago-me com falsas certezas
E o gosto amaro de bebidas estragadas

Tenho os motivos de minha existência
Mas sinto o fardo deste fracasso
O homem devem viver com sorriso falso
Não sou nada em sua funesta ausência.

A morte e o poeta

A morte e o poeta

Numa noite de ermos pensamentos
Adormeci e quanto mais profundo
Meu sono, mas adoecia neste mundo
Não havia nenhum misero lamento

O calar da noite fria e intrépida
Pôs se poucos depois sobre minha alma
A morte envolta em soturna e vil calma
Nenhum gesto fez essa besta avida


Nesse momento respirar tornou-se denso
Os batimentos a cessar rígidos e duros
Toda a verdade que no peito perduro

Nesta noite tão solitária e íntima eu penso
Defronte aos medos que antes me agrilhoava
O sumiço dos que antes me observavam


terça-feira, 11 de junho de 2013

Não espero mais nada

Não espero mais nada

Tão pouco há de dizer nesta noite fria
Em que as folhas morrem pouco a pouco
E o correr do tempo me deixa louco
Como uma tormentosa e vil sinfonia

Este tempo que ainda corre de forma vil
Há de deixar-me nesta maldita terra
As memórias envelhecidas desta guerra
da vida, a minha amada jaz tão pueril

Tenho por mim as lembranças deste amor
Das folhas de outono que ainda morrem
Dos anjos a cantar um triste requiem
Tenho por mim lembranças deste amor

Sim desta terra fria e louca não quero nada
Apenas minhas lembranças de minha amada.

domingo, 21 de abril de 2013

Realidade do diabo


Realidade do diabo

No anoitecer desse tristonho e tormentoso
Dia, ouvia quase desfalecido em minha alma
Uma antiga besta que todo moribundo acalma
O sussurro de um ser vil e de aspecto misterioso

Quem há de violar os conceitos estabelecidos
Pela massa populacional, ou o que há de fazer?
Se não pela própria força que agora vem obter
Mas o corpo já atrofiado não tem qualquer pedido

Eu, tenho total compreensão de minha realidade
Fantasiosa, e o mesmo conceito que afunda sanidade
Suplica o anseio da morte por motivos de futilidade
Quando a vida ou o amor parecem carecer de verdades

É nessa minha cova, existente no córtex cerebral
Os únicos anjos do céu celeste lembram-me
O nome dela em meus tempos vis e sepulcrais
O nome da bela que até na morte encanta-me

Nesse anoitecer de sombras e seres vis e desiguais
Não há remédio ou cura livrar-me do próprio diabo
Que atormenta-me em velhos temores vis e ancestrais
Do tempo mal amado, da mentira ou deste mal reencarnado.



sábado, 16 de março de 2013

Bahugera- Maldições antigas (Introdução Abismo do consciente)


Bahugera – Maldições antigas

Trevas e apenas trevas é este desfecho infortúnio da vida
Quem há de expressar toda a loucura de minha ‘lma
Partida entre tantos pedaços desta estranha e vil calma
Abissal que cresce no meu córtex cerebral de forma infida

O frio queima a carne quase morta mas a alma inane
Absolutamente nada sente, entre as trevas de minha mente
Que grita de forma louca o nome da quimera imanente,
Habitando minha mente que jaz em tremendo pane

-Toda alma há de temer a maldição da loucura
Mas aquele que deve ainda mais temer é o artista
Que neste mundo é um poderoso alquimista
A transmutar em si sua quimera vil e impura

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Canção do tempo


Canção do tempo

Entoa tão suave sobre meus ouvidos,
Quem me viu passar tantos anos
Observa tão frio as mutilações e danos
Este que ecoa qual mortal rugido.

Que alma ousou olhar a linha tênue
Do tempo que engole-me qual serpente,
Víbora, mortuária, frívola e paciente
Tão serena mas tem um brutal ataque.

Quão frio há de ser a mão da morte?
Onde há paz? Nesse infame orbe
A serpente engole o passado torpe
O futuro será meretriz de minha sorte?

Exausto de pensamentos fúnebres
Minha 'lma fraqueja sobre o relento
Quem ouviu a temível melodia do tempo?
Hoje adormece na parede do casebre.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Santos homens do fim do mundo


Santos homens do fim do mundo

Eras em que um infindo mal,
Encobria o mundo por inteiro
A morte avida desde janeiro
Vinda da ignorância racional.

Quem pode explicar essa cousa,
Que rasga o ventre da vida
Qual lâmina do homicida
Que sob a inocência pousa.

Tão benignas e ardilosas palavras
Manipulam desde eras ancestrais,
Onde reis vem de tronos celestiais
Nada é permitido nem semi palavras.

Temo o poder das bestas abissais
Expelidas pelo ventre da ignorância
Residem em vis eras de arrogância,
Santos oriundos dos tronos infernais.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Majora's Mask




Majora's Mask

Pouco percebe-se o desdém a vida
Sobre aquele irrelevante sorriso puro,
Que apenas reflete o preço do ouro
É notável a estima tão abatida.

Defronte à pobre criança amaldiçoada,
Pela vil praga da máscara de Majora's
Essa imunda serpente que a alma devora
Consome toda vida vil e lamuriada.

Quem irá perceber a angústia viva,
Entre o sorriso louco do mal antigo,
Nessa infinda obscuridade o perigo
Provém de mil e uma perspectivas.

Observo pelo reflexo do umbral
A máscara que cobre o rosto frio,
Traz o aconchego do mundo sombrio
Mas a mente fraca o medo infernal.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Decomposição de minha alma


Decomposição de minha alma

Era frio numa madrugada de janeiro
Eu, vagando entre portas universais
Essas de meus contos e versos infernais
Mentiras, onde nada era verdadeiro.

Eu, que na imundice total da vida,
Desenterro segredos tão inúteis
Engolindo-me qual serpentes fúteis,
Tão vis quanto minha 'lma esquecida.

Observo tão vivo a catástrofe humana,
Essa que as consequências são chagas
São minhas chagas infindas pragas,
Que ecoam qual morte soberana.

Eu sendo a cousa que trouxe o fim,
Temo a morte por medo e nada mais
Nos desencantos das hordas celestiais
Encanto-me com a gélida mão de marfim.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pensamentos livres

Pensamentos livres

Eu escrevo de forma louca, porque se não o fizer viro nada nessa imensidão de minha amada, talvez minha mente role oca entre as horas despercebidas mas toda minha vida contorna-se no sorriso de sua alma morna onde todas as dores são esquecidas e todo o silêncio que transita da vida transforma a vida em morte essa que urde na nossa má sorte finalizando as fantasia prometidas.

Relíquia de minha vida


Relíquia de minha vida

Defronte a essa frívola lápide,
Que absorve o desgosto da vida
As injúrias ditas em tua partida,
Debruço sem o apoio de uma égide.

Essa sinfonia tocada pelo céu,
Toca-me de uma forma melódica,
Em minha psique que jaz caótica,
Destruída pelo rosto frio sob o véu

Um desgosto que me consome
Por inteiro de forma misteriosa e vil
Que adentra-me em meu frio covil,
Minha massa que morre de fome.

Eu, que vago ermo entre a dor primordial,
Aprisionado na minha dor secular
Minha 'lma predestinada a crepuscular,
Clamando e orando pela pela horda celestial.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A peça da morte o último ato Fecham-se as cortinas a morte aparece


A peça da morte o último ato

Fecham-se as cortinas a morte aparece

Estava envolto num vazio de eras ancestrais,
Repleto de tomo e e infindos livros de magias,
Primordiais, não sei se era vis fantasias
Mas o breu trazia-me a sensação das fossas infernais.

Nessa infinda escuridão deparei-me com um velho,
Senhor que havia um estranho espirito juvenil,
Esse nem mesmo notado na inocência pueril
Apontou-me a direção de um único espelho.

Confuso eu tremia por um estranho pavor,
Que consumia o meu corpo e me assombrava,
Ao ver o reflexo de minha 'lma ou sombra
Eu absorvia em um infundado temor.

O velho olhou-me fixamente e disse,
- Sou o princípio da vida e o seu fim
-Toda pobre alma temem somente a mim,
Partiu na erma escuridão como se fugisse

Não sei se era apenas a vil fantasia,
Que de minha enfraquecia massa cerebral,
Essa que jaz sobre uma cama em estado fatal
Mas nessa treva a escuridão fria e vazia emergia.

Talvez fosse o ancestral anjo da morte,
Que oculto em infinitas eras,
Vagando na sabedoria entre trevas
Relatou-me o fim da minha sorte.

Não sei se foi o mundo que não despertou,
Nessa estranha manhã de janeiro,
Que o sol já raiva quase que por inteiro
Talvez o juvenil velho a minha psique acalmou.

Eu fúnebre no chão imerso em infida escuridão,
Clama a o santo deus o fim da loucura e paz,
Sob a fria estátua que observa-me cada vez mais
Trêmulo onde não há de pulsar o coração.

A peça da morte o quarto ato Apocalipse ou loucura?


A peça da morte o quarto ato

Apocalipse ou loucura?

A terra ardia de forma vil em janeiro,
Mas um leve sopro místico trouxe a brisa fria,
Uma alma erma e frívola na escuridão sorria
Foi quando deparei-me o céu negro por inteiro.

Não era a escuridão normal daquela noite,
Havia um traço ritualístico no céu obscuro,
Algo imparcial que trazia na mão o futuro
Congelei-me ao vê-la saindo de seu açoite.

A morte trajando sua mortalha de tantas eras,
Interrompeu os gritos estridentes de janeiro,
Essa que já estava devorando o mundo inteiro
Veio emancipar o fim do mundo em trevas.

Eu tremia com sentimentos de fins espectrais,
Os amplos braços da morte que envolvia o orbe,
Observei a mortalha que envolvia-me num vislumbre
Senti um calor que parecia vir das fornalhas infernais.

A peça da morte - terceiro ato O genocídio


A peça da morte - terceiro ato

O genocídio

Na mesma madrugada trevosa de janeiro
Ocorreu um fato vil em terras esquecidas,
Pelo amor de deus entre mil almas perdidas,
Uma única alma matou quase o mundo inteiro.

Quem há de expressar o sentimento ou ausência
De tal, que faça uma única alma destruir a vida,
Não sei se entre as sombras da alma infinda,
Haja tamanha escuridão ou o mal em sua essência.

Fazia quase quatro da manhã quando um alarde,
Feito de gritos de dor que ecoavam ao absoluto nada
A morte retirando a vida de tantas vidas amadas,
Onde o resto do mundo demonstrou-se covarde.

Eu temia em vil escala as profecias a muito esquecidas,
Não pela bíblia em questão mas pela ausência da paz
Observei que toda pobre alma no frio chão jaz,
Todo o mundo bradou guerra aos céus, almas perdidas.

Ah! Quem há de expressar um único e vil ser
Que possui toda a maldade qual anticristo,
Isso fora algo antes que nunca fora previsto,
Um único ser fez meio mundo adormecer.

A peça da morte - segundo ato O suicídio na rua principal


A peça da morte - segundo ato

O suicídio na rua principal

A terra parecia ter invocado o inferno,
A noite escaldante qual vil fornalha,
A morte sorrateira entre suas frias mortalhas,
Cortejava pobres alma com seu abraço materno

Não sei nada sobre as vozes lamuriantes,
Que ecoavam na noite silenciosa
Podendo ser um teatro da mente fantasiosa,
Por escorrer prantos pelas vestes sangrentas.

A morte a muito espreitava-me nas trevas,
Doce e voluptuosa em suas negras mortalhas,
Talvez fosse eu que a deseja-se com suas falhas
Nada de anjo exilado como contado a eras.

Essa morte que passa vazia no mundo,
Talvez seja notada pelo excessivo fracasso,
Essa carta é feita entre escarros do maço
De cigarro, talvez seja tudo mais profundo.

Eu que prefiro meu nome aqui não citar,
Entre esses versos de loucura infinda,
Prefiro jazer antes de toda agonia prometida
Essa que o santo livro anda a profetizar.

A peça da morte - primeiro ato Homicídio no Centro

A peça da morte - primeiro ato

Homicídio no Centro

Numa noite quente em janeiro,
Vagando ermo entre a escuridão,
Absorto entre as trevas na imensidão
Que engolia-me a visão por inteiro.

Não sei o que mantinha vil beleza,
Um lugar nefasto, só havia antigos museus,
Estremecia-me a espinha a falta de deus,
Aterrorizava-me qual corte da realeza

Absorvia-me apenas na obscura arquitetura,
Onde magnificas estatuas esculpia os santos,
Português, essa derramava-me em prantos
Mas em toda beleza há uma morte prematura.

Essa que vagava junto a mim ardilosa,
Esgueirava-se entre as minhas sombras
A minha psique ela vilmente assombra,
E entre a penumbra desta há uma rosa.

Fazia quase uma ou duas da manhã,
Não sei ao certo quando o grito estridente,
Interrompeu o silêncio da noite imanente
Então debrucei-me sobre minha irmã.

Petrifiquei-me com a voz e sentia um vil temor,
Aquela beleza que engava os olhos, a morte.
Onde toda o destino abandona a própria sorte,
Ninguém até hoje há de escutar meu clamor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Penumbra do córtex cerebral


Penumbra do córtex cerebral

Fazia frio no começo do mês de janeiro,
Passava-se o tempo com vis expectativas,
Mas toda praga tornara-se sensitiva
A minha 'lma ou melhor ao mundo inteiro.

Não sei como explicar essa impetuosidade,
Que pulsara de minha mente qual praga,
Que a pobre alma causou fatídica chaga
Mas de todo mal sentia uma vil humanidade.

Absorto no sangue que escorria negro,
Mas de todo mal voltei a minha 'lma,
Foi quando esvaiu-se a tétrica calma
Que despertou-me o sentimento íntegro.

Eu estremecia diante a voluptuosa morte,
Essa prontificada e ereta em posição silenciosa,
Adentrou-me com olhar vil e vergonhosa
Observando-me qual nobre em seu digno porte.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A morte espreita naquela viela


A morte espreita naquela viela

Exausto de meus pensamentos insanos,
Adormecia quase morto pela loucura,
Enquanto delirava com tamanha negrura
Do céu que afugentava o teor humano.

De minha massa cerebral que extasiada,
Não sei se pelo ópio ou pelo rum barato,
Eu sentia-me livre da culpa e insensato
Talvez o desespero de minha alma minguada.

Não sei que fato do intrépido destino,
Guiou-me a cometer aquele vil infortúnio,
Talvez o êxtase atrapalhou-me o raciocínio
A mutilar aquele pobre e coitado menino.

Não consigo explicar a insanidade estridente,
Sussurrando em minha mente abissal,
Talvez seja a lenda desse beco infernal
Que toda alma aqui tornara-se incoerente.

Talvez seja algo dessa desgraça primordial,
Onde tudo e nada torna-se uma imunda fera,
É no interior desse lugar, dessa quimera
Que eu caio na desgraça vil e espiritual.

Em tomos de magias negras e ancestrais,
Essa viela traz consigo a odiosa quimera
Ou o que ainda resta da praga de Bahugera,
Onde toda alma reside, não haverá paz.

Talvez seja mera lenda de eras perdidas,
Mas de todo mal há o fato vil nas roupas,
Que estou a trajar o sangue em poupa
Escorrendo de forma estranha e medida.

Assombro-me cada vez mais e mais,
Com tamanha enfermidade deste ato,
Que torna viu todo e qualquer relato,

Rezo preces a cada vez mais por paz,
Enquanto oculto o corpo decadente
Deste pobre e triste menino inocente.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Entre a penumbra e o silêncio da morte


Entre a penumbra e o silêncio da morte

Quem possa expressar o silêncio de minha 'lma
Essa que não tem a força ou cousa para expressar,
A dor que sufoca o peito qual morte a espreitar,
Entre os ermos túmulos e momentos de calma.

Entre a penumbra do completo breu da noite,
Distorcida entre as mutações e alucinações,
Que perturba o coração em vis e tétricas desilusões
No timbre do relógio que bate em vil açoite.

Quem pobre alma venha expressar a loucura,
Essa que infecta-me qual câncer em vis doutrinas,
Espirituais e o coração louco e vil pela morfina
Relata toda ficção no desterro dessas desventuras.

Essa minha alma enlouquecida pelas injúrias da vida,
Que em soluços enterra o corpo fraco e morto
Donde o pulsar do coração em que estou absorto,
Deixa-me louco nas infinidades dessa vil despedida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nove pesadelos durante a noite


Nove pesadelos durante a noite

Essa manhã acordei com um gosto esquisito,
A boca, um gosto seco que lembra-me a morte,
Toda vontade da vida foi jogada a minha sorte
Durante essa noite de sonhos incógnitos.

Minha 'lma essa que ausenta-se da futilidade,
Da vida, esquecida entre tomos ancestrais,
Livros de cousas primordiais entre pragas infernais
Talvez fosse mera descrença da realidade.

Porém essa noite adormecia com a alma,
Turva e densa como um neblina cinzenta,
Que ocultava as razões em vil tormenta
Nada sabe sobre os gritos perfurando a calma.

Eu acordava exausto entre as horas infindas,
Da noite e olhava em vão procurar paz,
Entre as almas que atormentada jaz
Pouco esperava se não a despedida desta vida.

Entre essa noite vil que a mente em pane
Sobre os fatos da vida serem apenas ilusão,
Ou talvez toda e qualquer verdade seja aversão,
E toda minha massa torna-se nefasta e inane.

Entre as sombras dessa noite abissal,
Eu adormeço entre pesadelos infernais
Suplicando cada vez mais e mais,
Sufocado entre um mundo imortal.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Vil Ardilosa


Vil Ardilosa

Quem há de explicar as coisas indiziveis
Essas que nenhuma alma humana ousou,
Os vultos que a noite cercam o que restou
Das ruinas imundas da vida e incompreensiveis,

Era uma noite fria quando absorto,
Em um instante envolta em mortalhas,
Negras qual noite, enlouquecia com as falhas
De minha mente com aquele vil susto.

Ousei pensar que seria uma ilusão da mente,
Essa que vaga em uma obscura aura distante,
Ou talvez um sonho do corpo já fatigado
Pelo cansaço excessivo do dia intensificado.

Mas de outrora no breu daquela noite ressurgia,
Oculta na penumbra daquele comodo nefasto
Onde ouvira o pulsar do coração já exausto
Ecoou estridente na madrugada :- vil sabedoria.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mito do apocalipse


Mito do apocalipse

Que toda e pobre alma temente a deus
Obscureceu o fogo-fátuo da vida,
Toda vida temente e já esquecida,
Abraçou a morte como um irmão seu.

Enferma maldição e profecias ancestrais
Que tormenta vidas desde eras primordiais,
Os anjos estes seres das hordas celestiais,
Conhecem o fim desde eras infernais.

Pobre humanidade que a muitas eras,
Encontra-se perdida em contos de fadas,
E entrega a algo a vida de mão atadas
Imergindo em vis guerras e trevas.

Que toda e pobre alma nesse dia vil,
Mergulhara em toda maldita crença,
Qual fanatismo torna-se uma doença
Onde toda fraca alma morre já febril.