Entrances

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vil teatro de meus sonhos

Vil teatro de meus sonhos

Vejo airoso o sol em estado poente,
Num espiritual e vil estado de transe
Almejo aquilo que não tenho alcance,
A dor que arde em meu cérebro doente.

Um fatídico e cruel teatro de sonhos
Donde me ilude com façanhas ilusórias,
Clamo pelo fim deste horrendo suplício
Refletindo um semblante tristonho.

Colossal manifesto de esperanças,
Brincando com a mente de mil formas,
Estabelecendo um contexto de normas
Como um jogo de perversas crianças.

Imanente e abissal ser com aspecto medonho,
Urge a noite com um teatro fúnebre de sonhos
Donde vejo os mortos em suas frias covas
E o desterro de meus sentimentos em rosas.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A carta (Inania Verba)

A carta (Inania verba)

Escrevo sobre essa vil encruzilhada,
Que persegue-me desde o nascimento
Crucificando-me em fúnebres momentos,
Trago um fato, uma carta amaldiçoada.

Soturna e de mansinho invade a noite,
Dita com sabedoria um sono profundo
Dispersa a dor dum corpo moribundo,
Imanente deus que vive no açoite.

Deixo simples e únicos versos melancólicos,
Esses que nessas cartas são eternos,
Onde o corpo não padece perante o inverno
Túmulos erguidos são apenas simbólicos.

Deixo essa carta que fere meu coração,
Com palavras que não tenho força a expressar,
A psique que foge a fim de se completar
E o corpo deixado em um sepulcral caixão.

sábado, 12 de maio de 2012

Aos meus entes que partiram

Aos meus entes que partiram

Nessa noite de luar minguado,
As memórias trazem a dor
E o que fora deixado? O amor.
A saudade do que fora no passado.

Escrevo não por simplesmente arte,
Ou esse amor que eu tanto tenho
Mas pelos martírios que mantenho,
No meu coração que morre em partes!

Aqueles que partiram sem prévio aviso,
Sem que minha mente se preparasse
A lamuriar pela vida que não restasse,
E ver pela última vez o teu sorriso.

Nessa noite de luar frio e branco,
As memórias despertam a dor,
Saudades d'um pai sonhador
Ai! Pudera ele agora ser um santo

Escrevo por ter essa dor profunda,
Que sufoca-me garganta e pulmões
A prisão nesse fortes grilhões,
Num coração em frias catacumbas.

Conto com a manhã vil e profana,
Aquela que lhe tirou a vida
Com voraz fome vil e imunda,
Consumindo a essência humana.

Dói ver o seu corpo no enterro,
E a face do pai, em seu leito
Chorar sobre seu frio peito,
Observa a alma em seu desterro.

Espero que no seu paraíso sepulcral,
Em coberto de tantas mil flores,
Jazendo com seus próprios valores
Pois em meu peito será essencial!


Uma pequena homenagem a meu pai. Egberto Mayrinck Azevedo de Castro

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Libertar-me d'um, eu.

Libertar-me d'um, eu.

Em uma noite fria de um denso nevoeiro,
Dúbio em melancólicos pensamentos
O corpo fraco pelos olhos sonolentos,
Fitei um vulto que se formava por inteiro.

Como que em um sonho airoso e espiritual,
Embalei-me a uma dança de imortais
Acompanhando as almas de ancestrais,
Brilhando quais estrelas do céu universal.

Calei-me a majestosa orquestra de um todo,
Sem dúvidas sobre o mundo ou cousas tais,
Delirando em fendas que perfuravam portais
Donde tudo que se esvai virava lodo.

Na noite fria onde houve um trágico ato,
Corrompendo a mente de forma inconsciente
Perdurando-me a um futuro vil e dependente,
Foi nessa noite em que assinei maldito contrato.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bahugera (O Reino Parte 3-4) O cavaleiro



Bahugera (O Reino Parte 3-4)

O cavaleiro



Trago-lhes vil e tétrica maldição
Aquela que assombra um coração,
Perdurando-se sobre uma armadura
Obscura, vinda da abissal loucura.

Ser infame que vaga pelas geleiras,
Qual morte em seu corcel se esgueira
Vindo de um conto ou de lugar sepulcral,
Porta uma lâmina de aspecto espectral.

Brada para a noite e o que vê?
Nada além do vazio e das chamas
Inimaginável nada que olhos vão crê,
Além da odiosa maldição e sua fama.

Quem viu cavalgar a infame morte,
Desse mundo já não faz parte
Um golpe de azar ou pura má sorte?
Sendo decapitado com tamanha arte.

Trago-lhes nobre conto do horror
O mesmo que nasceu com a dor,
Perdurando-se sobre uma armadura
Obscura, vinda da abissal loucura.

O corcel de olhos vis e flamejantes,
Trazendo consigo a morte triunfante
Encoberta em um perverso negror,
Revela um imenso e abissal terror.

Gritos estridentes atravessam a noite,
O tinir da espada e restos da batalha
Fora a morte que esperou no açoite,
Com seus trapos e réstias de mortalha.

Cavaleiro infame do vazio das eras,
Traz consigo de comparsa a morte
Servo leal do deus Bahugera.
A desgraça é um dom e seu porte!

Trago-lhes vil e tétrica maldição
Aquela que assombra um coração,
Trazida de um portal vil e sepulcral
O cavaleiro da lâmina espectral.

Bahugera (O Reino parte 3-3) Diálogo de um todo

Bahugera (O Reino parte 3-3)

Diálogo de um todo

Adormecido a tantas horas
A forma espectral. Liberta
Da face d'um mundo, acoberta!
Em uma realidade, doirada.

Nesse lugar mágico e natural,
Encontrei-me com deus do horror
Que atormentava um outro, eu com ardor
Fugia-me da garganta palavras. Infernal!

Era eu naquele teatro de sangue
Absorto na loucura anormal,
Queria diferenciar o real do surreal
Fora em universos vis e distantes.

Que dialoguei com Bahugera
E naquele dialogo éramos deuses,
Temente a descrença dos ateus.

Era eu com a sabedoria vil e humana
Com a compreensão ilimitada,
Do contexto do tempo, eras passada
Que consumia a verdade insana.

Lembro-me do que disse a fera
-Sou incumbido da desgraça imanente,
D'um mundo que padece impotente.

Lírios

Lírios

No silêncio da noite lânguida
Em que escrevia sobre tudo,
Eu, sendo um poeta de luto
Delirando sobre a morte prometida.

Como uma alma sem rumo,
Fui vagar pela penumbra
Voar qual leve pluma,
Defronte a ermos túmulos.

Era tão belos qual vida,
Narravam belas histórias
Outras infortunas e trágicas
Dos que jazeram em inglórias.

Espero eu ter a paz prometida,
Onde os lamentos e martírios
Tocados em triste músicas,
São belos como os lírios.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Composição Orgânica

Composição Orgânica

Adentro desse corpo quase padecido,
Trago-lhe um composto místico,
Dos corpos em seu estado físico
Revelo o que a muito foi esquecido.

A força que jorra dos vasos sanguíneos,
Corrompida pela psique existente
A inércia do raciocínio torna-se presente
O intrépido futuro torna-se lânguido.

 Qual? A fórmula desta complexa composição.
Que enlouquece a mente forte e sã
Ofuscando o brilho da estrela da manhã,
Corroendo as artérias d’um fraco coração!

Qual? Os mistérios dessas desventuras,
Que completam uma vil forma doente
Em que a vida engole-me qual serpente,
Mal digo desta vida! – Triste literatura.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bahugera (O Reino parte 2- Caos)


Bahugera (O Reino parte 2- Caos)

Venho de incomensuráveis dimensões
Trazer mil e uma faces distintas,
Embalar-te a uma ira nazista
Resgatar temores e vis alucinações

Traga-me o corpo vil e funesto
No próprio leito de extrema dor,
Jaz quase padecido exímio pecador,
Porém reflete o bom e honesto.

A abatida carcaça mortuária,
Aquela que alimenta corvos infernais
Virando nada, nas grandezas universais
Defronte as verdades. Imaginarias?

-Paralítico com a monumental quimera,
Que vinha corromper corpo e mente
Da réstia da humanidade vil e doente,
Naufragando em trevas a torpe esfera.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A mensagem




A mensagem

Inferno, esse maldito e vil agouro
Que persegue-me nas viagens imortais,
Atormenta-me com sonhos infernais
Em visões de enlouquecer o couro.

Aquele ser maldito, de porte erudito
Ardiloso a espreitar-me nas sombras,
Por onde temores vis me assombram
Trouxe todo o fim que foi-me dito.

Na escuridão que calava e rugia
Onde a mãe natureza era morta,
A morte veio bater a minha porta,
A realidade vil me perseguia.

Foi aquele estranho e pequeno
Ser, de vil e singular porte
Que trouxe a própria má sorte,
Aliviando o corpo com seu veneno.

Bahugera (O Reino parte 1 - Caos)


Bahugera (O Reino parte 1 - Caos)

Sombria e vil imortal quimera
Que urgiu do vácuo espectral,
Trazendo a desgraça universal,
Perdurando trevas por eras.

Ser de desgraça estridente,
Onde a morte é fria e ausente,
Traz consigo a mente experiente
Na falência do corpo temente.

A besta fera que voraz rugiu,
Liberta das trevas infernais
Assombrando as horas celestiais
Foi o medo do medo que surgiu!

Donde a vida já não vale,
A terra de paz não é prometida,
Sob o olhar tétrico da fera homicida
Deus ou fera de tantos males.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Fillius Mortis


Fillius Mortis

Corrente do destino lava-me o sangue,
Corrói-me, com a encruzilha vindoura
Réstias da morte, ardil e agoura.
Lobotomia distorce a realidade doravante.

Crucifixos ungindo em água santa,
Arde e enfurece um mundo sem deus
Horizonte, oculta filhos ateus.
Assombrados por batinas e mantas.

Geração amedrontada por mentiras,
Existência em fatos fictícios
Abissal fossa de humanos primitivos,
Manipulados, palhaços de sátiras.

Ceitas religiosas, loucos e obsessivos
Santas inquisições ofuscam a realidade,
Morte, pura ou vil excentricidade!
Vítimas da imortalidade? Relativo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uivando a um muro de concreto


Uivando a um muro de concreto

Falando a noturnas horas,
Sobre milhões de coisas tais
Onde não havia nada mais
Eu pranteava a tantas horas.

Não havia alma alguma,
Que pudesse ouvir meus martírios
Ai! Tão serenos qual lírios
Eram palavras melódicas, em suma.

Tão solitária vida de agouro,
Assombrada pelas sombras infernais
E tantas cousas vis e tais,
Agonizantes como arrancar-me o couro.

Era eu que observava o abissal,
Aquele reflexo de nada mais
Sem almas e cousas vis e tais,
Era eu em diálogo espectral.

Ai, naquelas facetas do destino
Falando além de mundanos portais
Sobre temores horrendos e imortais
Era eu, aquele padecido menino!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Resposta ao meu ermo túmulo

Resposta ao meu ermo túmulo

Na solidão nefasta em plena escuridão,
Ouvi sussurrar meu nome nas trevas,
Era gentil anciã vinda de tantas eras
Convocar-me a questionável imensidão.

Discreta com força vil e imanente,
Desperta de seu jazigo do fogo infernal
Além de portais de aspecto sobre natural,
Trazer-me a mensagem pontualmente.

Quem me dera que aquele calafrio,
Que tremeu a espinha de mil medos
Fosse o frio incisivo de tão cedo
E não os grilhões daquele silêncio.

Absorto nas estrelas azuis universais
Contemplando as hastes celestiais
Consumia-me o temor das hordas infernais,
Disse a mim: -Pobre que não jaz em paz!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

De outras eras

De outras eras

Foram belo doirados anos,
Isento de qualquer preocupação
Corpo não fraquejava pós imensidão
Virtuoso era viver sem planos.

Aquela imagem empoeirada,
As rodas de cirandas cantadas
Alegremente, ouvia-se gargalhadas,
Vejo ali o reflexo de águas passadas

Ai, em outras eras. Eu nasci
Com infortuno destino em mãos,
Perfurei a artéria dum coração,
Em mil e um devaneios eu padeci.

Diálogos de vozes espectrais,
Rondam a imagem empoeirada,
Ouve-se versos e cousas passadas
Atormentando-me em meus umbrais.

Como espero ver o brilho da aurora,
Sorrir com ênfase para a criança
Ungida de vil e desgraçada esperança
Aquela que a morte conta as horas.

Saudades de minha casa tenho,
Não aquele punhado de concreto,
Mas daquele amor vil e incerto
Lembranças dali eu mantenho!

Em diálogos de vozes espectrais,
Ouço sussurrar em minha mente
Perturbando o corpo fraco e doente,
Adormecido em outras eras celestiais!

sábado, 7 de abril de 2012

A minha morte

A minha morte

Eu, alma solitária, na natureza morta
Agrilhoada em ruínas de ermos túmulos
Onde observava o feixe do crepúsculo,
Pelo ferrolho da envelhecida porta.

Compreendi os fatos da vida,
Os deveres incumbidos a morte
A certeza em singular corte,
Uma bênção ungida e prometida!

Não procuro vislumbrar a dor,
Em mim ou fatos do divino
Quero exprimir o frio incisivo.

Atormentado pelo tic-tac decisivo.
Réu, entre portais benignos e malignos
Quero alienar-me em tal esplendor.

Minha ausência

Minha ausência

Deixo-lhes breve e poético relato,
Para poucos que pranteiam
O casulo que as moiras teia,
Concretizando um céptico fato.

Formo essas poesias em vida,
Enquanto sou massa física,
Possuidor de essência química
Um conjunto marcado de feridas.

Aguardo o meu leito natural,
Partir em uma jornada espectral
Sendo o nada do azul celestial.

Deixo-lhes o amor pela vida universal.
Com questões sobre tudo e nada.
Vivendo em cousas mal solucionadas!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A ilusória (Bahugera epitáfio parte 5)

A ilusória (Bahugera epitáfio parte 5)

No calar dos eternos anos,
Observei a praga concebida
Fera imanente, ali renascida
Arquiteta de esplêndido plano.

Procuro exprimir ritualístico véu,
Inconsciente e artístico ilusionista
Louco contemplando astuta maldita.
Com negros olhos engolira o céu!

Absorto no brilho do céu noturno,
Que ofuscou a pálpebra negra.
Sucumbindo-me a primordial regra
Fui jazer com o pensamento soturno.

Praga, do vago fogo infernal.
Que não notei naqueles epitáfios
Fora nas ruínas do lugar nefasto,
Que a fera rugiu de forma espectral.

Ousaria? Sonhar com trevas imperiais
Como saberia? A finita vida universal
O romper do infindo azul celestial
Como? Renascer de medos ancestrais!

-Airosos relatos de vidas superficiais
Humanos já mortos em seus rituais
Na penumbra da odiosa aurora
Subjugarei a morte nessa hora!

Os mistérios (Bahugera epitáfio parte 4)

Os mistérios (Bahugera epitáfio parte 4)


Donde mortal algum contemplou,
A vida em primogênitos escritos
Ermos túmulos que ocultam ritos,
Despertou fera que nunca se calou.

Infinda sabedoria daqueles grimórios,
Onde a morte de um outro plano
Vinha alertar fracos humanos,
Logo acolhe ria-os sobre seus auspícios!

Quem diria que nos segundos restantes,
Atormentava-me fera vil e secular,
Conjecturando praga em destino singular
Urgia, a quimera de terror andante.

Quisera eu em meus receios,
Viver entre fatídicos temores
Sem corroer por cépticos horrores
Ai! Pudera eu, jazer sem rodeios!

Saudades e vis tramas do amor

Saudades e vis tramas do amor

Pouco tenho para expressar.
Toda agonia desse peito batente,
O curto espaço-tempo é diluente
Agoniza-me, lembranças do seu olhar.

Falta-me palavras para tudo
As vis tramas que cercam a loucura,
Cruéis mas de outrora linda e pura,
Quero sustentar-me sem mundo.

O que tenho para-lhe confessar,
Palavras já não são suficientes
Onde seu reflexo brilha imanente.

Quero arduamente suspirar,
Infinitas noites que não a vejo,
Jazer com esse maldito desejo!

Poesia subliminar

Poesia Subliminar

Brilhante noite supersticiosa,
Ritmava uma valsa universal
Uma dama com leveza celestial,
Nitidamente a estrela mais virtuosa,
Agoniza-me o prazer sobre natural.

Eu, mero adorador de sua beleza
Um servo desta mais nobre realeza.

Traga a mim a loucura humana
Eu espero a paixão suburbana.

Admirável a escuridão castanha,
Misticismo em qual me apanha
Ousadia? Aprofundar-me no imortal!

Conto desesperado sete, oito e nove,
Haja sobriedade? Nesse seio ardente
Apaixonar-me tão cegamente toda vez.
Traga-me todas as infindas certezas
Pois jazer-lhe amando não é incerteza!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sonhador do nada

Sonhador do nada

Donde e quando essa praga começou?
Lembro-me d'um distante um sonhador!
Planos realizados em completo esplendor
Procuro palavras para o que me naufragou

Repito das células, da massa cerebral
Aquele imanente e vicioso nada,
Que vem sorrateiro destruir a vida amada,
Lembro-me bem daquela sombra espectral.

O vago fogo que queimava ardente,
Pouco eu sei, da mente que cedo padeceu
Infectada pelo negror que em mim cresceu,
Expressando o vil e vazio nada somente.

Queria eu, explicar a praga das belas artes
Aquela que consome meu corpo e mente,
Esvaindo a alma sonhadora presente
Como posso? Suportar as dores desse enfarte?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Epitáfio da fera (Bahugera parte 3)

Epitáfio da fera (Bahugera parte 3)

No raiar do céu obscuro, frio e vazio
Onde as decadentes estrelas celestiais,
Com seus exércitos de seres infernais,
Arquitetavam contra aquele senhorio.

Foi naqueles papiros egípcios,
Que resguardava torres de babel
Onde arcanjos encarceravam, ser cruel
Ali onde estava descrito fim e principio!

Absorto nos contos dos ancestrais,
Que bradaram contras as orlas espectrais,
Vindas das infindas terras universais
Reparei tais erros dos seres primordiais!

Os pergaminhos do temido horizonte,
Onde as decadentes estrelas celestiais
Com seus exércitos de seres infernais,
Emergiam aquele inferno defronte!

terça-feira, 27 de março de 2012

Realidade universal ( Bahugera Epitáfio) Parte 2

Realidade universal (Bahugera Epitáfio) Parte 2


O conto

Grandiosa e vis trevas, onde vi nascer a fera.
Transparece a eufórica visão da morte,
Qual vem desconhecida na má sorte
Oculta na escuridão por mitológicas eras.

Foi num eclipse solar, o dia com ar soturno,
Que absorto no abissal vortex espectral
Renascer o monstro do vazio infernal,
Donde os corpos vêm de diálogos taciturnos.

Foram tantas vis e longínquas trevas
Que observava do vortex sobrenatural,
Corvos sussurrando o medo desleal,
A fera ou morte esperava-me por eras.

Naquele inóspito e horrendo mundo,
Que transparece a euforia visão da morte
Qual vem desconhecida na má sorte,
Que fui jazer em um sono profundo!

O ritual

A venho mais uma vez descrever meu medo,
Aquela agonia desconhecida e humana
Que vem atormentar a mente vil e insana,
Aquele que me faz padecer jovem e cedo.

Trágicas histórias de ritualístico embalar,
Onde corpo e alma vão se separar
Misticismo, onde a psique vem sangrar,
Deus ou fera de mil olhos a ressuscitar.

Sons emanam daquele inferno secular,
Trazendo consigo urros vis e imaculados,
Psique e corpo de um ser deformado
Verdades impossíveis vêm agora especular.

Quem ousou? Renascer o deus do horror.
Despertar toda agonia desconhecida e humana,
Que diabos atormenta a mente fraca e insana,
Os sons do tambor, louvando aquele senhor!

Renascer

Profano e vil. Distante reina o purgatório.
Prisão destinada ao deus dos horrores,
Aprisionando ser de portes vis e superiores
Indizíveis portais de verdades e sacrifícios.

Trago tamanha e horrenda verdade,
Qual foge de todas supérfluas vaidades
Desmascarando até a tola vitalidade,
Trago-lhes sem piedade a realidade.

O despertar da imanente besta fera,
Donde os corpos e almas vão se separar,
Misticismo, onde a psique vem sangrar
Donde somos nada a não ser quimeras!

-Que mortal? Ousou enxergar o universo
Contemplando o nascimento celestial,
A maldita verdade do fogo negro infernal
Qual morta observou? A vida de ponto inverso?

quarta-feira, 21 de março de 2012

Epitáfio da Fera

Epitáfio da Fera

Onde o astro rei não era presente,
O orbe envolto no vil e obscuro
Observei pelo véu do futuro,
Aquela besta fera, um "ser" imanente.

Nas entranhas das abissais cavernas,
Ouvia o rugir de uma enorme fera
Aquela que fez emergir as trevas
Consolidando em épocas eternas.

Naquele lugar que o sol não raiava,
Minha alma foi suave padecer
Esperando aquilo logo esquecer,
Os gritos que a mente não calava.

Foi naquela fria e escura terra,
Absorto no epitáfio da quimera
Aquela que travou por tantas eras
Entre a luz e trevas a eternas guerra!

A pequena criança

A pequena criança

Onde o colossal céu vem a minha mão,
Hesitei ao compreender um fato vil
O corpo de uma criança sobre o chão,
Notei o pequeno semblante tão gentil.

Lembro-me daquele dia frio e desafortunado
Onde vi um ser recoberto em sua escuridão,
Brilhar aquela luz de uma profunda compaixão
Observei dois rostos pálidos e desventurados.

Tudo lembro-me desde o meu nascimento,
Sentimentos e mágoas vilmente perduradas
Virando agora qual vasto oceano simples e nada.

Lembro-me bem daquele ato de sofrimento,
O corpo no chão, aquela criança que padeceu
Não sendo nada se não o próprio, eu!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ecoando ao nada

Ecoando ao nada

Ouvi o soar daquele sino a badalar
E percebi onde a morte era tudo e nada,
Fui cortejado pela ausência em sua morada,
Ouvindo palavras vis para me acalmar.

Lembro-me bem daquele frio infernal,
Aquele que a carne não se conforta
Mas o frio daquele sussurro espectral,
Aquilo que a muito poucos importa.

Senti a desgraça e o terror vil e trevoso,
Da presença de palavras tão fúnebres
Palavras ditas de forma polidas e ilustre,
Amenizando o semblante choroso.

Foi aquele triste badalar após as três,
Trazendo o mal presságio da morte
Suave e mansinho qual vil má sorte,
Veio de forma e efeito pouco cortês.

Eu que absorto nos próprios prantos,
E não compreendia o quanto vil fora
As palavras que jaz na eterna demora,
E agora viram supérfluos louvores e cantos.

Vi que as palavras em si não eram vis,
E a morte revestida em seu manto e negror
Não era nada se não meu próprio temor,
E eu percebi o horror da fatalidade sutil.

Lembro-me bem daquele frio infernal,
Aquele que vem nesse velório
Com o embalo de um sussurro espectral,
Entoar seus desejos pueris e simplórios!

terça-feira, 6 de março de 2012

Bahugera Parte V

Bahugera parte V

Embriago a mente quase inane,
Aquela moribunda em um profundo
Transe vil e inane sobre tais mundos
Histórias e contos ali são imanes.

Onde os ventos frios e áridos,
Contemplavam o bailar espiritual
Diante da verdade vil e ancestral,
Urgiu os ermos mundos indefinidos!

Pergunto-me o mito de bahugera
Donde raios surgiram a besta fera?
De onde ouvi rugir a brava quimera
Que emergiu em Cretas numa era.

Pergunto-me absorto no reflexo
O que seria ela? Algo complexo?
Seria o horrendo monstro ou deus?
Sendo a simples definição, eu?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bahugera parte IV

Bahugera parte 4

Obscuras e vis eram as vagas memórias,
Aquelas que efervescem a massa cinzenta
Desabando a forma rude e corpulenta,
Donde só lembro-me de choro e miséria.

Expresso aquele aspecto horrendo,
Que vem das cruéis trevas infernais
Atormentar-me cedo em tramas universais,
Fazendo meu corpo vilmente se corroendo.

Vi novamente aquele deus ou fera,
Aquele em que enxergava o vil medo
Que provém de um desconhecido medo,
Aquele ser que perseguiu-me por eras.

Era cedo quando acordei com tamanho pavor,
Logo na rua eu ouvi a romaria e secos gritos
Aqueles que premeditavam o concreto e finito,
Trazendo consigo um leve e frívolo rumor.

Eu vi de tantas trevas surgir aquilo,
Donde surgiu? Do negro fogo infernal?
Um hórrido e mortífero animal,
E nada ouvia, somente um som tranquilo.

Deleitei-me ao ver os portões celestiais,
O corpo era agora frio e natural
Observei aquele horrendo animal,
Liberto em meus medos infernais!

Em sua ausência

Em sua ausência

Na noite que fui cedo deitar-me,
Com as belas estrelas noturnas
As memórias de tudo, soturnas
A brisa tão leve a embalar-me.

Eu naquele eclipse noturnal,
Da lua negra que fugia da mão
Todas as palavras ditas em vão,
A um vulto de forma espectral.

Pranteei ao tão vasto céu,
As palavras tão abomináveis,
As dores das almas incomensuráveis
E suas réstia em um mausoléu.

Eu em sua ausência venho escrever,
E aqui espero que possa ouvir
As palavras que não puderam sair,
Quando em seu leito foi padecer.

Eu com naquela agonia que perduro,
Nas infinitas noites de céu escuro,
Vejo a finita vida e o intrépido futuro
Que jaz como um feto prematuro.