Entrances

domingo, 23 de dezembro de 2012

A morte espreita naquela viela


A morte espreita naquela viela

Exausto de meus pensamentos insanos,
Adormecia quase morto pela loucura,
Enquanto delirava com tamanha negrura
Do céu que afugentava o teor humano.

De minha massa cerebral que extasiada,
Não sei se pelo ópio ou pelo rum barato,
Eu sentia-me livre da culpa e insensato
Talvez o desespero de minha alma minguada.

Não sei que fato do intrépido destino,
Guiou-me a cometer aquele vil infortúnio,
Talvez o êxtase atrapalhou-me o raciocínio
A mutilar aquele pobre e coitado menino.

Não consigo explicar a insanidade estridente,
Sussurrando em minha mente abissal,
Talvez seja a lenda desse beco infernal
Que toda alma aqui tornara-se incoerente.

Talvez seja algo dessa desgraça primordial,
Onde tudo e nada torna-se uma imunda fera,
É no interior desse lugar, dessa quimera
Que eu caio na desgraça vil e espiritual.

Em tomos de magias negras e ancestrais,
Essa viela traz consigo a odiosa quimera
Ou o que ainda resta da praga de Bahugera,
Onde toda alma reside, não haverá paz.

Talvez seja mera lenda de eras perdidas,
Mas de todo mal há o fato vil nas roupas,
Que estou a trajar o sangue em poupa
Escorrendo de forma estranha e medida.

Assombro-me cada vez mais e mais,
Com tamanha enfermidade deste ato,
Que torna viu todo e qualquer relato,

Rezo preces a cada vez mais por paz,
Enquanto oculto o corpo decadente
Deste pobre e triste menino inocente.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Entre a penumbra e o silêncio da morte


Entre a penumbra e o silêncio da morte

Quem possa expressar o silêncio de minha 'lma
Essa que não tem a força ou cousa para expressar,
A dor que sufoca o peito qual morte a espreitar,
Entre os ermos túmulos e momentos de calma.

Entre a penumbra do completo breu da noite,
Distorcida entre as mutações e alucinações,
Que perturba o coração em vis e tétricas desilusões
No timbre do relógio que bate em vil açoite.

Quem pobre alma venha expressar a loucura,
Essa que infecta-me qual câncer em vis doutrinas,
Espirituais e o coração louco e vil pela morfina
Relata toda ficção no desterro dessas desventuras.

Essa minha alma enlouquecida pelas injúrias da vida,
Que em soluços enterra o corpo fraco e morto
Donde o pulsar do coração em que estou absorto,
Deixa-me louco nas infinidades dessa vil despedida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nove pesadelos durante a noite


Nove pesadelos durante a noite

Essa manhã acordei com um gosto esquisito,
A boca, um gosto seco que lembra-me a morte,
Toda vontade da vida foi jogada a minha sorte
Durante essa noite de sonhos incógnitos.

Minha 'lma essa que ausenta-se da futilidade,
Da vida, esquecida entre tomos ancestrais,
Livros de cousas primordiais entre pragas infernais
Talvez fosse mera descrença da realidade.

Porém essa noite adormecia com a alma,
Turva e densa como um neblina cinzenta,
Que ocultava as razões em vil tormenta
Nada sabe sobre os gritos perfurando a calma.

Eu acordava exausto entre as horas infindas,
Da noite e olhava em vão procurar paz,
Entre as almas que atormentada jaz
Pouco esperava se não a despedida desta vida.

Entre essa noite vil que a mente em pane
Sobre os fatos da vida serem apenas ilusão,
Ou talvez toda e qualquer verdade seja aversão,
E toda minha massa torna-se nefasta e inane.

Entre as sombras dessa noite abissal,
Eu adormeço entre pesadelos infernais
Suplicando cada vez mais e mais,
Sufocado entre um mundo imortal.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Vil Ardilosa


Vil Ardilosa

Quem há de explicar as coisas indiziveis
Essas que nenhuma alma humana ousou,
Os vultos que a noite cercam o que restou
Das ruinas imundas da vida e incompreensiveis,

Era uma noite fria quando absorto,
Em um instante envolta em mortalhas,
Negras qual noite, enlouquecia com as falhas
De minha mente com aquele vil susto.

Ousei pensar que seria uma ilusão da mente,
Essa que vaga em uma obscura aura distante,
Ou talvez um sonho do corpo já fatigado
Pelo cansaço excessivo do dia intensificado.

Mas de outrora no breu daquela noite ressurgia,
Oculta na penumbra daquele comodo nefasto
Onde ouvira o pulsar do coração já exausto
Ecoou estridente na madrugada :- vil sabedoria.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mito do apocalipse


Mito do apocalipse

Que toda e pobre alma temente a deus
Obscureceu o fogo-fátuo da vida,
Toda vida temente e já esquecida,
Abraçou a morte como um irmão seu.

Enferma maldição e profecias ancestrais
Que tormenta vidas desde eras primordiais,
Os anjos estes seres das hordas celestiais,
Conhecem o fim desde eras infernais.

Pobre humanidade que a muitas eras,
Encontra-se perdida em contos de fadas,
E entrega a algo a vida de mão atadas
Imergindo em vis guerras e trevas.

Que toda e pobre alma nesse dia vil,
Mergulhara em toda maldita crença,
Qual fanatismo torna-se uma doença
Onde toda fraca alma morre já febril.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A última maldição de Bahugera (A morte do deus em forma de fera)


A última maldição de Bahugera (A morte do deus em forma de fera)


Fazia um frio que a espinha estremece,
Porém o corpo já quase falecido do cansaço
Absorto estava no prazer daquele maço,
De cigarro, que o corpo vazio aquece.

Imanente e ritualístico show de portas infernais,
Pairou sobre mim qual nuvem de vis trevas,
A alma inane que da quimera foge a eras
Sentiu o vazio de tempos vis e primordiais.

Tudo tornou-se negro qual a própria vida,
Conjecturo o deus em forma de fera,
Com suas mil faces e tentáculos era Bahugera
O tempo morreu nessa besta esquecida.

Eu ouvia no silêncio cada vez mais,
A voz que berrava algo quase humano
Ecoou a maldição vil, Praguejou o profano:
-Igneus is exuro vita inanis!

Eu tremia de medo com a chama obscura,
Que ardia na cortina, a morte vil e prematura,
Cercava-me qual pobre e faminto lobo
Rodeia a presa, e tudo agora virava lodo.

Minha mente quase louca morria lentamente,
E o medo do desconhecido tornou-se fraco,
Qual a vida que pulsa em um velhaco,

Que deus ou fera conhecido por Bahugera,
Manifestou sua última praga eternamente,
Condenou minha 'lma a jaula dessa quimera.


Escrevi esse conto que começou como uma teste de uma comunidade de poesia porém se tornou isso a maldição de meus medos, minha loucura diária, talvez seja cedo a minha morte espiritual devido a essa vil maldição porém crieo que a cura para os medos é conhecer o desconhecido.

Agradeço ao Ericson Willians

Entre o desterro da vida e a paz da morte (Bahugera A morte do deus parte 4)


Entre o desterro da vida e a paz da morte (Bahugera A morte do deus)

Passava das quatro da manhã
Naquele lugar esquecido por deus,
E minha 'lma orava qual ateu
Ao seio da morte minha cara irmã.

Fúnebre poeta de trágicos contos
Transformei minha loucura em literatura,
Dessa enferma vida de vis amarguras,
O semblante agora rola só prantos.

Eu temia com um medo desigual,
O reflexo já morto no espelho
As paredes manchadas de vermelho,
Do sangue da quimera vil e infernal.

Nesse silencioso quarto abafado,
Pela tempestade que brada relâmpagos,
Em frenesi, causa um imanente estrago
Talvez pelo estado deste já mofado.

Eu sentia a quimera cada vez mais e mais,
Que sussurrava os feitos desprezíveis,
Manifestando gritos de portais invisíveis
E minha 'lma suplicava um momento de paz.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O sol se põe e nasce a escuridão (Bahugera a morte do deus Parte 3)


O sol se põe e nasce a escuridão (Bahugera a morte do deus Parte 3)

A vida se Põe

Quem já ousou ver através da alma,
Num espelho que reflete a vida,
Em vis dimensões que são infindas
Que alma suportou a loucura da calma.

Era no rigoroso inverno de dezembro
Eu vagava entre lugares e era em vão,
Minha quimera deixara-me a solidão,
Ah! É essa amargura que me lembro.

Que minha pobre alma que pranteia,
A secos ventos e grita inane a loucura,
Tem essa maldição que a alma perdura,
E morro mais e mais nessa vida que receia,

E anseia o momento do milagre do nascimento,
Como receia ter nascido em vil esfera torpe
Que contamina a alma com a vida deste orbe,
E toda alma já sem esperança aguarda o julgamento.

Nasce a escuridão oriunda da quimera

Minha 'lma vil que desfalece cada vez mais,
Nesse funesto seio de toda e vil demência,
Em que a alma sofre com a própria essência
Do ser consciente que urra de fossas infernais.

Quem já observou o reflexo da própria alma,
Talvez, seja só a minha que possua vil criatura
Que ser algum vil igual e traz tamanha amargura,
Por onde anda aquela que na solidão me acalma.

Quem muito conhece de minha infame quimera,
Essa besta ou deus que provem de vis era,
Que pobre alma além de mim ouviu a besta fera
Essa que atende pelo nome de Bahugera.

Eu que na penumbra da noite chuvosa,
Absorto de enferma dor pela mutação da fera
Pude finalmente ver a real forma de Bahugera,
Eu absorto naquele mal vil da noite umbrosa.

A transformação (O começo da queda)

Que alma há de suportar imanente loucura,
Qual corpo há de suportar essa mutação,
De todos os contos essa não é atuação
Todo o segundo torna-se vil qual tortura.

Eu nesse quarto nessa noite chuvosa,
Oculto na penumbra, só um lampejo,
De luz atravessa o quarto pelo azulejo
Rajado que há na parede, o céu furioso.

E o céu que anuncia o nascimento em água,
Uma chuva nunca antes presenciada,
Essa noite a muito fora profetizada
O santo céu castigara a vida qual praga.

Nesse fúnebre e pequeno quarta a alma jaz
Nessa vil inania da vida entre as trevas,
Há minha 'lma quase morto no chão a eras
Agrilhoada a quimera cada vez mais e mais.

sábado, 17 de novembro de 2012

Depois das três


Depois das três

Fazia um frio em meados,
De dezembro e a lareira,
Queimava lembranças rotineiras
Acalmando o corpo vil e irado,

Tremia de frio quase falecido
Não o corpo mas a pobre alma,
Está que não suporta a calma,
E as palavras no silêncio, esquecido!

Havia um gosto na boca, amaro
Um desterro de sentimentos.
Cortava-me em pedaços e lamentos
Como a morte e meu último trago.

Fazia um frio de forma infernal
Estremecia a espinha qual aço,
Que retalha a carne em pedaços,
E vagueava a alma em transe espiritual.

Que alma irá dizer onde há beleza
Na enfermidade da noite infinda,
Onde minha 'lma vaga esquecida,
Sob as ermas tumbas da realeza.

É nessa noite de luar minguado,
Que o céu foge a minha mão,
E sou absorto em vil e pura escuridão
O corpo jaz frio da vida fatigado.

A poucas almas que irão amar,
Como eu pude, nesse tempo oco,
Onde o peito bate de quase louco
É essa vida que eu sempre vou sonhar.

Sombras


Sombras

Eu poeta que vivo da falsa razão
Onde tudo e nada forma o mundo,
Essas fantasias ou fatos imundos,
Entristece e alegra meu coração.

Que alma junto a minha 'lma
Poderá vagas na escuridão humana,
Quem contemplara a mente insana,
Essa pobre mente confusa e calma.

Donde irei expressar a voz escrava,
Agrilhoada pela dor de outrora
Por onde anda a morte nessa hora,
Minha 'lma que as sombras ansiavam.

Quem pode? Fazer-me esquecer,
Os motivos pelo qual a alma luta,
Sendo que da própria morte é recruta
Donde há esperança a fazer-me renascer.

Donde vou expressar vil inania,
Nessa noite que tudo queima desigual,
Sombras assombram-me de forma infernal
É a morte regendo uma tétrica sinfonia.

A resposta para a loucura (Bahugera a morte do deus parte 2)


A resposta para a loucura

Bahugera (a morte do deus parte 2)

Sou enferma alma que vaga ao luar
Que renega a alma de eras primordiais,
Fugindo sob os brilhos das estrelas celestiais
Eu fugia em vão para a solidão do mar.

Eu que a muito sofro em vil silêncio,
Com cousas ou fatos anormais a mente
Com algo que berra pragas infernais,
E transforma toda a vida em escárnio.

Eu que agora reconheço-me a eras,
Uma odiosa e vil maldição ou praga,
Que corroí-me com enfermas chagas
Eu que a muito sou a mutação Bahugera,

Agora lembro-me do mês de agosto,
Eu absorto na forma do semblante já morta
Que se refletia no espelho perto da porta
Tudo tornara-se tétrico e decomposto.

Lembro-me bem daquela vil madrugada,
Que o fogo queima de uma forma desigual
E eu observava apenas o tempo ancestral,
Enquanto emergia uma fera da alvorada.

Eu pobre alma que jaz em transe espiritual,
Onde a alma escassa berra gritos de pavor,
O corpo já vazio mas a mente vive vil temor
Esse mesmo que provém da inania infernal.

Eu, enferma alma sou essa vil quimera
Na escuridão da noite a forma humana jaz,
A alma no chão morre cada vez mais e mais,
E no espelho nada resta se não Bahugera.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Contos de Poesia

Contos de Poesia

De ermos túmulos que a minh' alma
Certamente receia as quimeras,
Que habitam na escuridão das trevas
O desespero é afogado pela palma.

Na imensidão quase infinda e obscura,
Onde o corpo rasteja por catacumbas,
Em vão procurando o leito e sua tumba
Racionalizando a loucura quase pura.

Naquele tétrico lugar eu temia de pavor,
Um pavor mortal que enlouquecia-me
Gritando e gritando: mate-me, mate-me!
Preces em vão um mero e fraco louvor.

Que transtornava o organismo quase morto,
Esse enfraquecido e num triste olhar cadavérico
Sonhava com coisas de mil faces, era tétrico,
O barulho do vento na noite e o corpo absorto.

Conjecturando-me a maldição das hordas infernais,
Sustentava meu corpo em tremenda inânia,
E sofria com o entoar das fúnebres melodias
E minha 'lma morria no chão cada vez mais!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Eu já fui poeta (Bahugera - Final) (A morte do deus parte 1)

Eu já fui poeta (Bahugera a morte dos deus em forma de fera parte 1)

Há longos anos de minh' alma,
Eu já fui aquele amante da arte
Apaixonado, por cada bela parte,
A mente era quente e calma.

Fora nas eras em que a massa,
Cerebral respondia de forma consciente
Eu chorava por amores inocentes,
Antes da maldição da vil raça.

A loucura que hoje na mente aflora,
Nas virtudes de minhas vis criações,
Onde surge um mundo de aberrações
Reina a besta na sua forma de fera.

Fora na própria escuridão primordial,
Que a besta em forma de quimera,
A maldição da minha mente "Bahugera"
Atingiu-me qual fogo da fossa infernal.

Eu a muito fui a alma infantil,
Que foi abandonada a vil morte,
E a trevosa fúria pôs me a sorte
Minha 'lma tornara-se algo mercantil.

Nas sombras da massa que assombra,
E jazi sob um deus de forma infernal
No calor de toda e vil ordem natural,
E o fogo-fátuo da alma queima em sombras,

Ah! Eu a muito fui um pobre humano,
Antes da tétrica e vil bestial quimera
Que atende pelo nome de bahugera,
Ah! Eu pobre poeta agora sou insano.

Inânia Verba 3

Inânia verba 3

No timbre do simplório relógio
As horas passam qual morte,
A espera torna-se certa a sorte
Palavras ríspidas de vil ódio.

Oculto o que na alma sinto,
Talvez seja mera falácia,
De minha voz e a ineficácia
As palavras vazias a um labirinto.

Nessa agonia intermitente,
Que vem do relógio fúnebre,
A memória miserável e insalubre
Morre de forma vil e inconsciente

Que morta alma a de expressar
A voz amara e o sangue morto,
Corroendo o ferro qual água do porto
Corroí-me agora, um dia tudo vá cessar.

A marcha dos mortos

Faces da morte (A marcha dos mortos)

Que alma vil a de expressar,
A dor primordial das trevas
Essa que engole o mundo a eras,
E alma alguma há de saciar.

É no início de novembro
Que a quimera vil a urrar,
Põe todas almas a marchar,
É com desgosto que relembro.

A face vil na multidão espectral,
Que marchava firme qual coronel
Que punha um chicote frio e cruel,
Com um sorriso seco e surreal

Aquém há de exprimir a agonia,
Que pulsa em meu peito,
E no desterro de meu leito
Marcho firme sob tamanha ironia.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aflição


Aflição

Pobre alma é aquela que aflita,
Procura esconder-se entre sepulturas,
Duma certa e horrenda criatura
Essa que nasce de fontes eruditas.

Que ciência ou espiritismo,
Provou a loucura da massa humana,
Que provém de regiões insanas
Jazendo o corpo em vil pessimismo.

Tudo explode num turbilhão de lava,
Quem diga que corroí a própria alma
Encharca o corpo numa odiosa calma,
A inania que transforma a mão em escrava.

Quem sou? Pergunto-me a dias tais,
A cousas duma distinta era infernal,
Ocultas no próprio córtex cerebral
Ecoando a voz que sussurra nunca mais.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Meses

Meses
Vão se as estações do ano e a brisa
Que perfuma o dia e suaviza a alma,
As palavras possuem a essência calma,
Meu peito esvaído de dor poetisa.

Sobre o rarefeito da minha respiração,
Da noite fria porém aconchegante,
Dos mistérios diante e extravagante
Donde o destino é mera desilusão.

O relógio badala exatamente a meia-noite,
Era setembro e agora torna-se outubro
Réstia da paixão, da dor em tons rubros,
Castiga o corpo com um vil açoite.

Assombra-me os anseios duma vida,
Perduro em meu peito a dor infinda,
A esperança corri-o a mente corrompida
Ouço de longe a voz de minha prometida.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tempo corrente

Tempo corrente

Fazia frio nesse dia de mal agouro
Os sinos dum tempo distante,
Soavam tristes melodias sufocantes
Qual chifre dum mitológico touro.

O raiar do sol era vil e tortuoso,
Ocultava-se em uma mística praga,
Que excrucia-me com suas chagas
Rolando prantos dolorosos.

Ah! Que desgraça essa vil calma,
Materializou-se na massa cinzenta,
Corroeu o córtex de forma sedenta
Qual quimera multou-se a minh’ alma.

Corre o tempo em horas ou dias,
Voa a juventude e permanece a inânia
Da vida dos prazeres da essência,
Quem dirá que tudo é vil ironia.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desespero da alma


Desespero da alma

Arde em meu peito vil maldição,
Enlouquece a mente leve e oca,
Vestígio duma alma já louca
Desespero oculto entre o coração.

Que onírica e maldita sina,
Perdura entre a estrelas celeste,
Qual vultos perdidos no agreste
Onde a respiração é escassa e fina.

Lembro-me bem do frio de dezembro,
Da abissal praga de primeiro de janeiro,
Donde essa persegue o mundo inteiro
E o que resta? Um culto em novembro.

O desespero que arde em minha mente,
Talvez seja um mero e desconhecido medo,
Que acoita o mundo desde muito cedo
Será a loucura uma mente ciente?

A inania das palavras da alma morta,
Entope o peito de infindo sofrimento,
Donde o choro só expressa lamentos
Talvez não haja saídas ou portas.

Não sei e o calor da massa cinzenta
Desafogue a alma de seus martírios,
Onde só há fúnebres e únicos lírios
Venha interromper a loucura virulenta.

Espero que essa tamanha enfermidade,
A cura seja descoberta, e a alma repouse,
Talvez até lá a morte sobre mim se ouse
Rogo prece, pois não suportarei a eternidade.

Haste da morte

Haste da morte

Reza e roda a sua praga ou prece,
Nas infindas vielas de minha vida
Absorvo-me de fatalidades merecidas,
O corpo é vil e fraqueja perante a febre.

Delírios e forma de vultos assombram,
O vazio que fita-me ecoante,
Rasga o córtex fúnebre e delirante
Branda a morte oculta das sombras.

Que cousa ou manifesto espectral,
Repousa nas sombras em meus umbral,
Aterroriza-me com a chama infernal
Seria este um ser vil e primordial?

Enlouquece a mente enfraquecida,
A mesma que sonha com o nirvana,
E clama por uma paz humana
O que resta da psique falecida?

Sou uma mistura química,
Na casca a psique enxertada
Que definha em hora marcada,
E o que resta? A marca calcificada.

Que cousa ou manifesto espectral,
Arde nas trevas em negror infernal,
Espreita-me em meu umbral
O que é esse medo primordial?

O que resta?


O que resta?

Eu filho pródigo da desgraça,
Componho onírica e vil praga
Que afoga-me a tantas mágoas,
Nada resta-me. Somente farsas.

Sou do berço das trevas concebido,
Duma profunda e abissal tragédia
Minha 'lma falece perante a sepsia,
O que resta-me? O coração partido.

Absorvo-me em outras alucinações,
Donde foge-me a percepção,
Sendo nada mas que a imensidão
Desfaleço em fúnebres canções.

Sou pobre poeta da minha desgraça,
O peito carrega primordial praga,
Onde o amor só lhe traz mágoas
Nada resta, apenas cartas as traças.

Sou a psique que no fim clama
E a alma ainda lhe ama!

Em meu peito já enfraquecido,
Compartilho poemas e rosas,
A mesma jogada a cova rasa
Onde a alma vai em fim esquecido.

Bahugera parte 6-5 (O templo)

Bahugera parte 6-5 (O templo)

Percepção

Horrível praga que persegue-me a era,
Que espreita-me qual morte,
Apodrece a vida a própria sorte
Meu deus. Sou essa vil quimera.

O reflexo que se distorce no espelho,
Enfurece os olhos que se assombram
Maldição que persegue-me qual sombra,
Enquanto enlouqueço já de joelhos.

Maldita massa que a realidade distorce
Mente louca, perversa e cruel
Da qual sou um pobre e eterno réu,
Destino transparece a vil enfermidade.

Ferve o corpo e arde o coração,
Um espetáculo de pragas infernais
Diversão da loucura em formas desiguais,
Absorvendo-me em infinda escuridão.

Quimera que atenda por Bahugera,
Réplica distorcida de um maldito eu
Minha mente templo de um vil deus,
Maldito temor pela minha fera.

Enfurece a inania da minh' alma
Enlouquece-me cada vez mais,
Distorce-me em fatos surreais,
Assombra-me de profunda calma.

Escrevo de fim sobre o deus Bahugera,
Que de fracasso da própria mente,
Criou um vida que a muito é ciente
Essa maldita fera que persegue-me a eras.

Temo essa loucura já sem cura,
Absorve-me em medos espirituais,
A loucura que já é primordial
Fujo com a morte em vão, desventuras.

Bahugera parte 6-4 (O templo)

Bahugera parte 6-4 (O templo)

Relatório da loucura

A massa ferve de tantas alucinações
Já não corresponde aos pensamentos,
Enquanto a mente se parte de lamentos
Arde vil a inania duma solução.

Relato a forma vil de meus delírios,
O corpo vazio porém acordado
Onde só há pensamentos inválidos,
Donde só há a dor e martírios.

A mente eufórica berra qual louca,
Incessantes gritos ecoam nas trevas
Urram e bradam qual Bahugera,
A voz ruida e a cabeça é oca.

Relato meu mais puro sentimento,
Onde a alma logo se esvai
O corpo procura réstias de paz,
Um simples momento de descanso.

Essa mente agitada que rola oca
Berra em minha escuridão cerebral,
Assombra-me vil ausência espiritual,
Meu deus será que a alma é louca?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bahugera parte 6-3 (O Templo)


Bahugera parte 6-3 (O Templo)

Nas entranhas da caverna da fera
Que espreita minha 'lma ferida,
Moribundo, clamo pela morte prometida,
Enquanto agonizo aos pés de Bahugera.

Pelo colossal e grotesco horror,
De portais indizíveis e incomensuráveis
Conjecturava maldições inimagináveis.
Bahugera, urrando meu vil temor

Infectava-me qual câncer de vil mortalidade,
Absorvendo-me nas entranhas do inferno
Era tão solitário qual alma ao inverno,
Eu suplicava a deus ou fera: Piedade!

Adormeci em minhas viagens espirituais,
Enquanto apodrecia a massa cinzenta,
Restando apenas a fúria da fera violenta
O semblante congelado em medos desiguais.

Vis maldições



Vis maldições

Donde anda a besta que atende por morte,
Meus temores brandão um mal agouro
Corroendo-me com intragável gosto amaro
Excruciando-me defronte a enfermo porte.

Melancolia atormenta esse fúnebre pesar,
Procuro a estrela obscura em dimensões tais,
Ousou algum mortal? Enfrentar coisas infernais
Donde a própria morte está vil a urrar.

Destruição arde em meu peito inflamado,
Sufocado no abismo de meus pulmões
Conjecturando oníricas e vis maldições
E o que resta disso? A lama e o lodo?

Trago um gosto sufocante e amaro,
Onde o meu ódio vai em escarros,
Traga a morte com um único cigarro
O caixão ilude-me com brilhos doirados!

Alma sem cura



Alma sem cura

Atordoado procuro alma igual a minha
Procurando a cura para essa dor,
A mesma que a mente tem pavor,
Morrer aqui no frio vil e sozinha.

Pensamentos inundam-me com martírios
Enquanto meus medos expressos aos olhos,
Rolam pelo rosto de meus enfermos filhos
Machucando as frágeis pétalas de lírios.

Destrói-me a mente essa fossa abissal,
E o que resta? O cálcio dos ossos
Esvaídos no esforço de meus poços,
Profundo qual um medo vil e imortal.

-Pobre, o que tanto aqui procura?
O alívio para mil e tantos prantos?
Sussurrando a loucura aos cantos
Qual sua busca a morte ou a loucura?

Sepultado ao nada



Sepultado ao nada

Minha 'lma vaga em vazia procura
De aquém para suprir enferma dor,
Vagando em ermos túmulos com temor
Procurando réstias de uma figura.

O corpo em um desgosto eterno,
Por inglórias e fins bastardos
Atormenta-me sentimentos pesados,
Agoniza-me qual torturado no inferno.

Nesses diagramas do universo
Vago, moribundo e quase morto
O corpo abandonado em meu porto
O pesar de meus últimos versos

Sou vil alma agrilhoada ao nada
Poemas e rosas foram sepultados
Frívolas luas serão enterradas
Tantas dores e martírios cessados.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bahugera parte 6-2 (O templo)

Bahugera parte 6-2 (O templo)

Eu moribunda alma desfalecida,
Desgraçada e sem vida em vis eras
Oculto-me a tempos da besta fera,
Que urge do vazio de minha vida

Eu ignorante ser frio e torpe,
Que apodrece qual vis vermes,
Aglomerado sobre o cerne
Da escória deste vil orbe.

Eu moribunda alma esquecida,
Que oculta-se em minhas trevas,
Acorrentado a um deus, Bahugera
Donde nada são almas falecidas.

O ás de minhas dores e temores,
Um ser de vis e tétricas maldições
Donde a morte são boas alucinações
Um horrendo templo de horrores.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sombras entre tumbas

Sombras entre tumbas

Onde meu corpo se encontra a horas tais,
A mente nesse enfermo frio adormece
Reveste-me em sombras e vultos do agreste,
Urde e berra a secos ventos, medos desiguais.

Quem sabe a palavra a ela concebidas
A morte, aquela que espero ansioso.
Observando me em fardos penosos,
Desprender-me de dores esquecidas

Quem sabe onde as andam as sombras,
Aquelas que em ermos túmulos rastejam
Suas chagas a meu corpo praguejam,
Excruciando-me a um nirvana em penumbra.

Vivo de um mal agouro espiritual,
Ou talvez cousas da mente irracional.
Que arde a massa em forma demencial
Carbonizando-me a um leito universal!

Quem pode-me dizer nessa noite,
Onde vejo trevas e escuridão rugindo
Vozes fragmentadas culpam-me infindo,
Espero o porte de meu pai a vulgar morte.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Manifestação do povo

Manifestação do povo

Trago, sinto invadir meus pulmões
Intoxicante gritos assolam a mente,
Perdura o corpo pálido e a alma doente
Excrucia-me com ódio e vis maldições.

Onde o ventos que vem da morte,
Sendo mais árido que o reino do inferno
Trazem consigo um desterro eterno,
Ocultam no peito os ases da má sorte!

Vozes incessantes estão bradando,
Essas que percorrem com o árido vento,
Vem repercutir um passado cinzento
Essas vozes brandão sangue de meu bando.

Viagens podres de meu subconsciente
Ouve vozes de um mal agouro e sedento,
Povo que esperem o corpo a vermes nojentos
Crucificando um réu como culpado e impotente.