Entrances

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Canção do tempo


Canção do tempo

Entoa tão suave sobre meus ouvidos,
Quem me viu passar tantos anos
Observa tão frio as mutilações e danos
Este que ecoa qual mortal rugido.

Que alma ousou olhar a linha tênue
Do tempo que engole-me qual serpente,
Víbora, mortuária, frívola e paciente
Tão serena mas tem um brutal ataque.

Quão frio há de ser a mão da morte?
Onde há paz? Nesse infame orbe
A serpente engole o passado torpe
O futuro será meretriz de minha sorte?

Exausto de pensamentos fúnebres
Minha 'lma fraqueja sobre o relento
Quem ouviu a temível melodia do tempo?
Hoje adormece na parede do casebre.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Santos homens do fim do mundo


Santos homens do fim do mundo

Eras em que um infindo mal,
Encobria o mundo por inteiro
A morte avida desde janeiro
Vinda da ignorância racional.

Quem pode explicar essa cousa,
Que rasga o ventre da vida
Qual lâmina do homicida
Que sob a inocência pousa.

Tão benignas e ardilosas palavras
Manipulam desde eras ancestrais,
Onde reis vem de tronos celestiais
Nada é permitido nem semi palavras.

Temo o poder das bestas abissais
Expelidas pelo ventre da ignorância
Residem em vis eras de arrogância,
Santos oriundos dos tronos infernais.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Majora's Mask




Majora's Mask

Pouco percebe-se o desdém a vida
Sobre aquele irrelevante sorriso puro,
Que apenas reflete o preço do ouro
É notável a estima tão abatida.

Defronte à pobre criança amaldiçoada,
Pela vil praga da máscara de Majora's
Essa imunda serpente que a alma devora
Consome toda vida vil e lamuriada.

Quem irá perceber a angústia viva,
Entre o sorriso louco do mal antigo,
Nessa infinda obscuridade o perigo
Provém de mil e uma perspectivas.

Observo pelo reflexo do umbral
A máscara que cobre o rosto frio,
Traz o aconchego do mundo sombrio
Mas a mente fraca o medo infernal.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Decomposição de minha alma


Decomposição de minha alma

Era frio numa madrugada de janeiro
Eu, vagando entre portas universais
Essas de meus contos e versos infernais
Mentiras, onde nada era verdadeiro.

Eu, que na imundice total da vida,
Desenterro segredos tão inúteis
Engolindo-me qual serpentes fúteis,
Tão vis quanto minha 'lma esquecida.

Observo tão vivo a catástrofe humana,
Essa que as consequências são chagas
São minhas chagas infindas pragas,
Que ecoam qual morte soberana.

Eu sendo a cousa que trouxe o fim,
Temo a morte por medo e nada mais
Nos desencantos das hordas celestiais
Encanto-me com a gélida mão de marfim.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pensamentos livres

Pensamentos livres

Eu escrevo de forma louca, porque se não o fizer viro nada nessa imensidão de minha amada, talvez minha mente role oca entre as horas despercebidas mas toda minha vida contorna-se no sorriso de sua alma morna onde todas as dores são esquecidas e todo o silêncio que transita da vida transforma a vida em morte essa que urde na nossa má sorte finalizando as fantasia prometidas.

Relíquia de minha vida


Relíquia de minha vida

Defronte a essa frívola lápide,
Que absorve o desgosto da vida
As injúrias ditas em tua partida,
Debruço sem o apoio de uma égide.

Essa sinfonia tocada pelo céu,
Toca-me de uma forma melódica,
Em minha psique que jaz caótica,
Destruída pelo rosto frio sob o véu

Um desgosto que me consome
Por inteiro de forma misteriosa e vil
Que adentra-me em meu frio covil,
Minha massa que morre de fome.

Eu, que vago ermo entre a dor primordial,
Aprisionado na minha dor secular
Minha 'lma predestinada a crepuscular,
Clamando e orando pela pela horda celestial.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A peça da morte o último ato Fecham-se as cortinas a morte aparece


A peça da morte o último ato

Fecham-se as cortinas a morte aparece

Estava envolto num vazio de eras ancestrais,
Repleto de tomo e e infindos livros de magias,
Primordiais, não sei se era vis fantasias
Mas o breu trazia-me a sensação das fossas infernais.

Nessa infinda escuridão deparei-me com um velho,
Senhor que havia um estranho espirito juvenil,
Esse nem mesmo notado na inocência pueril
Apontou-me a direção de um único espelho.

Confuso eu tremia por um estranho pavor,
Que consumia o meu corpo e me assombrava,
Ao ver o reflexo de minha 'lma ou sombra
Eu absorvia em um infundado temor.

O velho olhou-me fixamente e disse,
- Sou o princípio da vida e o seu fim
-Toda pobre alma temem somente a mim,
Partiu na erma escuridão como se fugisse

Não sei se era apenas a vil fantasia,
Que de minha enfraquecia massa cerebral,
Essa que jaz sobre uma cama em estado fatal
Mas nessa treva a escuridão fria e vazia emergia.

Talvez fosse o ancestral anjo da morte,
Que oculto em infinitas eras,
Vagando na sabedoria entre trevas
Relatou-me o fim da minha sorte.

Não sei se foi o mundo que não despertou,
Nessa estranha manhã de janeiro,
Que o sol já raiva quase que por inteiro
Talvez o juvenil velho a minha psique acalmou.

Eu fúnebre no chão imerso em infida escuridão,
Clama a o santo deus o fim da loucura e paz,
Sob a fria estátua que observa-me cada vez mais
Trêmulo onde não há de pulsar o coração.

A peça da morte o quarto ato Apocalipse ou loucura?


A peça da morte o quarto ato

Apocalipse ou loucura?

A terra ardia de forma vil em janeiro,
Mas um leve sopro místico trouxe a brisa fria,
Uma alma erma e frívola na escuridão sorria
Foi quando deparei-me o céu negro por inteiro.

Não era a escuridão normal daquela noite,
Havia um traço ritualístico no céu obscuro,
Algo imparcial que trazia na mão o futuro
Congelei-me ao vê-la saindo de seu açoite.

A morte trajando sua mortalha de tantas eras,
Interrompeu os gritos estridentes de janeiro,
Essa que já estava devorando o mundo inteiro
Veio emancipar o fim do mundo em trevas.

Eu tremia com sentimentos de fins espectrais,
Os amplos braços da morte que envolvia o orbe,
Observei a mortalha que envolvia-me num vislumbre
Senti um calor que parecia vir das fornalhas infernais.

A peça da morte - terceiro ato O genocídio


A peça da morte - terceiro ato

O genocídio

Na mesma madrugada trevosa de janeiro
Ocorreu um fato vil em terras esquecidas,
Pelo amor de deus entre mil almas perdidas,
Uma única alma matou quase o mundo inteiro.

Quem há de expressar o sentimento ou ausência
De tal, que faça uma única alma destruir a vida,
Não sei se entre as sombras da alma infinda,
Haja tamanha escuridão ou o mal em sua essência.

Fazia quase quatro da manhã quando um alarde,
Feito de gritos de dor que ecoavam ao absoluto nada
A morte retirando a vida de tantas vidas amadas,
Onde o resto do mundo demonstrou-se covarde.

Eu temia em vil escala as profecias a muito esquecidas,
Não pela bíblia em questão mas pela ausência da paz
Observei que toda pobre alma no frio chão jaz,
Todo o mundo bradou guerra aos céus, almas perdidas.

Ah! Quem há de expressar um único e vil ser
Que possui toda a maldade qual anticristo,
Isso fora algo antes que nunca fora previsto,
Um único ser fez meio mundo adormecer.

A peça da morte - segundo ato O suicídio na rua principal


A peça da morte - segundo ato

O suicídio na rua principal

A terra parecia ter invocado o inferno,
A noite escaldante qual vil fornalha,
A morte sorrateira entre suas frias mortalhas,
Cortejava pobres alma com seu abraço materno

Não sei nada sobre as vozes lamuriantes,
Que ecoavam na noite silenciosa
Podendo ser um teatro da mente fantasiosa,
Por escorrer prantos pelas vestes sangrentas.

A morte a muito espreitava-me nas trevas,
Doce e voluptuosa em suas negras mortalhas,
Talvez fosse eu que a deseja-se com suas falhas
Nada de anjo exilado como contado a eras.

Essa morte que passa vazia no mundo,
Talvez seja notada pelo excessivo fracasso,
Essa carta é feita entre escarros do maço
De cigarro, talvez seja tudo mais profundo.

Eu que prefiro meu nome aqui não citar,
Entre esses versos de loucura infinda,
Prefiro jazer antes de toda agonia prometida
Essa que o santo livro anda a profetizar.

A peça da morte - primeiro ato Homicídio no Centro

A peça da morte - primeiro ato

Homicídio no Centro

Numa noite quente em janeiro,
Vagando ermo entre a escuridão,
Absorto entre as trevas na imensidão
Que engolia-me a visão por inteiro.

Não sei o que mantinha vil beleza,
Um lugar nefasto, só havia antigos museus,
Estremecia-me a espinha a falta de deus,
Aterrorizava-me qual corte da realeza

Absorvia-me apenas na obscura arquitetura,
Onde magnificas estatuas esculpia os santos,
Português, essa derramava-me em prantos
Mas em toda beleza há uma morte prematura.

Essa que vagava junto a mim ardilosa,
Esgueirava-se entre as minhas sombras
A minha psique ela vilmente assombra,
E entre a penumbra desta há uma rosa.

Fazia quase uma ou duas da manhã,
Não sei ao certo quando o grito estridente,
Interrompeu o silêncio da noite imanente
Então debrucei-me sobre minha irmã.

Petrifiquei-me com a voz e sentia um vil temor,
Aquela beleza que engava os olhos, a morte.
Onde toda o destino abandona a própria sorte,
Ninguém até hoje há de escutar meu clamor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Penumbra do córtex cerebral


Penumbra do córtex cerebral

Fazia frio no começo do mês de janeiro,
Passava-se o tempo com vis expectativas,
Mas toda praga tornara-se sensitiva
A minha 'lma ou melhor ao mundo inteiro.

Não sei como explicar essa impetuosidade,
Que pulsara de minha mente qual praga,
Que a pobre alma causou fatídica chaga
Mas de todo mal sentia uma vil humanidade.

Absorto no sangue que escorria negro,
Mas de todo mal voltei a minha 'lma,
Foi quando esvaiu-se a tétrica calma
Que despertou-me o sentimento íntegro.

Eu estremecia diante a voluptuosa morte,
Essa prontificada e ereta em posição silenciosa,
Adentrou-me com olhar vil e vergonhosa
Observando-me qual nobre em seu digno porte.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A morte espreita naquela viela


A morte espreita naquela viela

Exausto de meus pensamentos insanos,
Adormecia quase morto pela loucura,
Enquanto delirava com tamanha negrura
Do céu que afugentava o teor humano.

De minha massa cerebral que extasiada,
Não sei se pelo ópio ou pelo rum barato,
Eu sentia-me livre da culpa e insensato
Talvez o desespero de minha alma minguada.

Não sei que fato do intrépido destino,
Guiou-me a cometer aquele vil infortúnio,
Talvez o êxtase atrapalhou-me o raciocínio
A mutilar aquele pobre e coitado menino.

Não consigo explicar a insanidade estridente,
Sussurrando em minha mente abissal,
Talvez seja a lenda desse beco infernal
Que toda alma aqui tornara-se incoerente.

Talvez seja algo dessa desgraça primordial,
Onde tudo e nada torna-se uma imunda fera,
É no interior desse lugar, dessa quimera
Que eu caio na desgraça vil e espiritual.

Em tomos de magias negras e ancestrais,
Essa viela traz consigo a odiosa quimera
Ou o que ainda resta da praga de Bahugera,
Onde toda alma reside, não haverá paz.

Talvez seja mera lenda de eras perdidas,
Mas de todo mal há o fato vil nas roupas,
Que estou a trajar o sangue em poupa
Escorrendo de forma estranha e medida.

Assombro-me cada vez mais e mais,
Com tamanha enfermidade deste ato,
Que torna viu todo e qualquer relato,

Rezo preces a cada vez mais por paz,
Enquanto oculto o corpo decadente
Deste pobre e triste menino inocente.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Entre a penumbra e o silêncio da morte


Entre a penumbra e o silêncio da morte

Quem possa expressar o silêncio de minha 'lma
Essa que não tem a força ou cousa para expressar,
A dor que sufoca o peito qual morte a espreitar,
Entre os ermos túmulos e momentos de calma.

Entre a penumbra do completo breu da noite,
Distorcida entre as mutações e alucinações,
Que perturba o coração em vis e tétricas desilusões
No timbre do relógio que bate em vil açoite.

Quem pobre alma venha expressar a loucura,
Essa que infecta-me qual câncer em vis doutrinas,
Espirituais e o coração louco e vil pela morfina
Relata toda ficção no desterro dessas desventuras.

Essa minha alma enlouquecida pelas injúrias da vida,
Que em soluços enterra o corpo fraco e morto
Donde o pulsar do coração em que estou absorto,
Deixa-me louco nas infinidades dessa vil despedida.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nove pesadelos durante a noite


Nove pesadelos durante a noite

Essa manhã acordei com um gosto esquisito,
A boca, um gosto seco que lembra-me a morte,
Toda vontade da vida foi jogada a minha sorte
Durante essa noite de sonhos incógnitos.

Minha 'lma essa que ausenta-se da futilidade,
Da vida, esquecida entre tomos ancestrais,
Livros de cousas primordiais entre pragas infernais
Talvez fosse mera descrença da realidade.

Porém essa noite adormecia com a alma,
Turva e densa como um neblina cinzenta,
Que ocultava as razões em vil tormenta
Nada sabe sobre os gritos perfurando a calma.

Eu acordava exausto entre as horas infindas,
Da noite e olhava em vão procurar paz,
Entre as almas que atormentada jaz
Pouco esperava se não a despedida desta vida.

Entre essa noite vil que a mente em pane
Sobre os fatos da vida serem apenas ilusão,
Ou talvez toda e qualquer verdade seja aversão,
E toda minha massa torna-se nefasta e inane.

Entre as sombras dessa noite abissal,
Eu adormeço entre pesadelos infernais
Suplicando cada vez mais e mais,
Sufocado entre um mundo imortal.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Vil Ardilosa


Vil Ardilosa

Quem há de explicar as coisas indiziveis
Essas que nenhuma alma humana ousou,
Os vultos que a noite cercam o que restou
Das ruinas imundas da vida e incompreensiveis,

Era uma noite fria quando absorto,
Em um instante envolta em mortalhas,
Negras qual noite, enlouquecia com as falhas
De minha mente com aquele vil susto.

Ousei pensar que seria uma ilusão da mente,
Essa que vaga em uma obscura aura distante,
Ou talvez um sonho do corpo já fatigado
Pelo cansaço excessivo do dia intensificado.

Mas de outrora no breu daquela noite ressurgia,
Oculta na penumbra daquele comodo nefasto
Onde ouvira o pulsar do coração já exausto
Ecoou estridente na madrugada :- vil sabedoria.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mito do apocalipse


Mito do apocalipse

Que toda e pobre alma temente a deus
Obscureceu o fogo-fátuo da vida,
Toda vida temente e já esquecida,
Abraçou a morte como um irmão seu.

Enferma maldição e profecias ancestrais
Que tormenta vidas desde eras primordiais,
Os anjos estes seres das hordas celestiais,
Conhecem o fim desde eras infernais.

Pobre humanidade que a muitas eras,
Encontra-se perdida em contos de fadas,
E entrega a algo a vida de mão atadas
Imergindo em vis guerras e trevas.

Que toda e pobre alma nesse dia vil,
Mergulhara em toda maldita crença,
Qual fanatismo torna-se uma doença
Onde toda fraca alma morre já febril.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A última maldição de Bahugera (A morte do deus em forma de fera)


A última maldição de Bahugera (A morte do deus em forma de fera)


Fazia um frio que a espinha estremece,
Porém o corpo já quase falecido do cansaço
Absorto estava no prazer daquele maço,
De cigarro, que o corpo vazio aquece.

Imanente e ritualístico show de portas infernais,
Pairou sobre mim qual nuvem de vis trevas,
A alma inane que da quimera foge a eras
Sentiu o vazio de tempos vis e primordiais.

Tudo tornou-se negro qual a própria vida,
Conjecturo o deus em forma de fera,
Com suas mil faces e tentáculos era Bahugera
O tempo morreu nessa besta esquecida.

Eu ouvia no silêncio cada vez mais,
A voz que berrava algo quase humano
Ecoou a maldição vil, Praguejou o profano:
-Igneus is exuro vita inanis!

Eu tremia de medo com a chama obscura,
Que ardia na cortina, a morte vil e prematura,
Cercava-me qual pobre e faminto lobo
Rodeia a presa, e tudo agora virava lodo.

Minha mente quase louca morria lentamente,
E o medo do desconhecido tornou-se fraco,
Qual a vida que pulsa em um velhaco,

Que deus ou fera conhecido por Bahugera,
Manifestou sua última praga eternamente,
Condenou minha 'lma a jaula dessa quimera.


Escrevi esse conto que começou como uma teste de uma comunidade de poesia porém se tornou isso a maldição de meus medos, minha loucura diária, talvez seja cedo a minha morte espiritual devido a essa vil maldição porém crieo que a cura para os medos é conhecer o desconhecido.

Agradeço ao Ericson Willians

Entre o desterro da vida e a paz da morte (Bahugera A morte do deus parte 4)


Entre o desterro da vida e a paz da morte (Bahugera A morte do deus)

Passava das quatro da manhã
Naquele lugar esquecido por deus,
E minha 'lma orava qual ateu
Ao seio da morte minha cara irmã.

Fúnebre poeta de trágicos contos
Transformei minha loucura em literatura,
Dessa enferma vida de vis amarguras,
O semblante agora rola só prantos.

Eu temia com um medo desigual,
O reflexo já morto no espelho
As paredes manchadas de vermelho,
Do sangue da quimera vil e infernal.

Nesse silencioso quarto abafado,
Pela tempestade que brada relâmpagos,
Em frenesi, causa um imanente estrago
Talvez pelo estado deste já mofado.

Eu sentia a quimera cada vez mais e mais,
Que sussurrava os feitos desprezíveis,
Manifestando gritos de portais invisíveis
E minha 'lma suplicava um momento de paz.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O sol se põe e nasce a escuridão (Bahugera a morte do deus Parte 3)


O sol se põe e nasce a escuridão (Bahugera a morte do deus Parte 3)

A vida se Põe

Quem já ousou ver através da alma,
Num espelho que reflete a vida,
Em vis dimensões que são infindas
Que alma suportou a loucura da calma.

Era no rigoroso inverno de dezembro
Eu vagava entre lugares e era em vão,
Minha quimera deixara-me a solidão,
Ah! É essa amargura que me lembro.

Que minha pobre alma que pranteia,
A secos ventos e grita inane a loucura,
Tem essa maldição que a alma perdura,
E morro mais e mais nessa vida que receia,

E anseia o momento do milagre do nascimento,
Como receia ter nascido em vil esfera torpe
Que contamina a alma com a vida deste orbe,
E toda alma já sem esperança aguarda o julgamento.

Nasce a escuridão oriunda da quimera

Minha 'lma vil que desfalece cada vez mais,
Nesse funesto seio de toda e vil demência,
Em que a alma sofre com a própria essência
Do ser consciente que urra de fossas infernais.

Quem já observou o reflexo da própria alma,
Talvez, seja só a minha que possua vil criatura
Que ser algum vil igual e traz tamanha amargura,
Por onde anda aquela que na solidão me acalma.

Quem muito conhece de minha infame quimera,
Essa besta ou deus que provem de vis era,
Que pobre alma além de mim ouviu a besta fera
Essa que atende pelo nome de Bahugera.

Eu que na penumbra da noite chuvosa,
Absorto de enferma dor pela mutação da fera
Pude finalmente ver a real forma de Bahugera,
Eu absorto naquele mal vil da noite umbrosa.

A transformação (O começo da queda)

Que alma há de suportar imanente loucura,
Qual corpo há de suportar essa mutação,
De todos os contos essa não é atuação
Todo o segundo torna-se vil qual tortura.

Eu nesse quarto nessa noite chuvosa,
Oculto na penumbra, só um lampejo,
De luz atravessa o quarto pelo azulejo
Rajado que há na parede, o céu furioso.

E o céu que anuncia o nascimento em água,
Uma chuva nunca antes presenciada,
Essa noite a muito fora profetizada
O santo céu castigara a vida qual praga.

Nesse fúnebre e pequeno quarta a alma jaz
Nessa vil inania da vida entre as trevas,
Há minha 'lma quase morto no chão a eras
Agrilhoada a quimera cada vez mais e mais.

sábado, 17 de novembro de 2012

Depois das três


Depois das três

Fazia um frio em meados,
De dezembro e a lareira,
Queimava lembranças rotineiras
Acalmando o corpo vil e irado,

Tremia de frio quase falecido
Não o corpo mas a pobre alma,
Está que não suporta a calma,
E as palavras no silêncio, esquecido!

Havia um gosto na boca, amaro
Um desterro de sentimentos.
Cortava-me em pedaços e lamentos
Como a morte e meu último trago.

Fazia um frio de forma infernal
Estremecia a espinha qual aço,
Que retalha a carne em pedaços,
E vagueava a alma em transe espiritual.

Que alma irá dizer onde há beleza
Na enfermidade da noite infinda,
Onde minha 'lma vaga esquecida,
Sob as ermas tumbas da realeza.

É nessa noite de luar minguado,
Que o céu foge a minha mão,
E sou absorto em vil e pura escuridão
O corpo jaz frio da vida fatigado.

A poucas almas que irão amar,
Como eu pude, nesse tempo oco,
Onde o peito bate de quase louco
É essa vida que eu sempre vou sonhar.

Sombras


Sombras

Eu poeta que vivo da falsa razão
Onde tudo e nada forma o mundo,
Essas fantasias ou fatos imundos,
Entristece e alegra meu coração.

Que alma junto a minha 'lma
Poderá vagas na escuridão humana,
Quem contemplara a mente insana,
Essa pobre mente confusa e calma.

Donde irei expressar a voz escrava,
Agrilhoada pela dor de outrora
Por onde anda a morte nessa hora,
Minha 'lma que as sombras ansiavam.

Quem pode? Fazer-me esquecer,
Os motivos pelo qual a alma luta,
Sendo que da própria morte é recruta
Donde há esperança a fazer-me renascer.

Donde vou expressar vil inania,
Nessa noite que tudo queima desigual,
Sombras assombram-me de forma infernal
É a morte regendo uma tétrica sinfonia.

A resposta para a loucura (Bahugera a morte do deus parte 2)


A resposta para a loucura

Bahugera (a morte do deus parte 2)

Sou enferma alma que vaga ao luar
Que renega a alma de eras primordiais,
Fugindo sob os brilhos das estrelas celestiais
Eu fugia em vão para a solidão do mar.

Eu que a muito sofro em vil silêncio,
Com cousas ou fatos anormais a mente
Com algo que berra pragas infernais,
E transforma toda a vida em escárnio.

Eu que agora reconheço-me a eras,
Uma odiosa e vil maldição ou praga,
Que corroí-me com enfermas chagas
Eu que a muito sou a mutação Bahugera,

Agora lembro-me do mês de agosto,
Eu absorto na forma do semblante já morta
Que se refletia no espelho perto da porta
Tudo tornara-se tétrico e decomposto.

Lembro-me bem daquela vil madrugada,
Que o fogo queima de uma forma desigual
E eu observava apenas o tempo ancestral,
Enquanto emergia uma fera da alvorada.

Eu pobre alma que jaz em transe espiritual,
Onde a alma escassa berra gritos de pavor,
O corpo já vazio mas a mente vive vil temor
Esse mesmo que provém da inania infernal.

Eu, enferma alma sou essa vil quimera
Na escuridão da noite a forma humana jaz,
A alma no chão morre cada vez mais e mais,
E no espelho nada resta se não Bahugera.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Contos de Poesia

Contos de Poesia

De ermos túmulos que a minh' alma
Certamente receia as quimeras,
Que habitam na escuridão das trevas
O desespero é afogado pela palma.

Na imensidão quase infinda e obscura,
Onde o corpo rasteja por catacumbas,
Em vão procurando o leito e sua tumba
Racionalizando a loucura quase pura.

Naquele tétrico lugar eu temia de pavor,
Um pavor mortal que enlouquecia-me
Gritando e gritando: mate-me, mate-me!
Preces em vão um mero e fraco louvor.

Que transtornava o organismo quase morto,
Esse enfraquecido e num triste olhar cadavérico
Sonhava com coisas de mil faces, era tétrico,
O barulho do vento na noite e o corpo absorto.

Conjecturando-me a maldição das hordas infernais,
Sustentava meu corpo em tremenda inânia,
E sofria com o entoar das fúnebres melodias
E minha 'lma morria no chão cada vez mais!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Eu já fui poeta (Bahugera - Final) (A morte do deus parte 1)

Eu já fui poeta (Bahugera a morte dos deus em forma de fera parte 1)

Há longos anos de minh' alma,
Eu já fui aquele amante da arte
Apaixonado, por cada bela parte,
A mente era quente e calma.

Fora nas eras em que a massa,
Cerebral respondia de forma consciente
Eu chorava por amores inocentes,
Antes da maldição da vil raça.

A loucura que hoje na mente aflora,
Nas virtudes de minhas vis criações,
Onde surge um mundo de aberrações
Reina a besta na sua forma de fera.

Fora na própria escuridão primordial,
Que a besta em forma de quimera,
A maldição da minha mente "Bahugera"
Atingiu-me qual fogo da fossa infernal.

Eu a muito fui a alma infantil,
Que foi abandonada a vil morte,
E a trevosa fúria pôs me a sorte
Minha 'lma tornara-se algo mercantil.

Nas sombras da massa que assombra,
E jazi sob um deus de forma infernal
No calor de toda e vil ordem natural,
E o fogo-fátuo da alma queima em sombras,

Ah! Eu a muito fui um pobre humano,
Antes da tétrica e vil bestial quimera
Que atende pelo nome de bahugera,
Ah! Eu pobre poeta agora sou insano.

Inânia Verba 3

Inânia verba 3

No timbre do simplório relógio
As horas passam qual morte,
A espera torna-se certa a sorte
Palavras ríspidas de vil ódio.

Oculto o que na alma sinto,
Talvez seja mera falácia,
De minha voz e a ineficácia
As palavras vazias a um labirinto.

Nessa agonia intermitente,
Que vem do relógio fúnebre,
A memória miserável e insalubre
Morre de forma vil e inconsciente

Que morta alma a de expressar
A voz amara e o sangue morto,
Corroendo o ferro qual água do porto
Corroí-me agora, um dia tudo vá cessar.

A marcha dos mortos

Faces da morte (A marcha dos mortos)

Que alma vil a de expressar,
A dor primordial das trevas
Essa que engole o mundo a eras,
E alma alguma há de saciar.

É no início de novembro
Que a quimera vil a urrar,
Põe todas almas a marchar,
É com desgosto que relembro.

A face vil na multidão espectral,
Que marchava firme qual coronel
Que punha um chicote frio e cruel,
Com um sorriso seco e surreal

Aquém há de exprimir a agonia,
Que pulsa em meu peito,
E no desterro de meu leito
Marcho firme sob tamanha ironia.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aflição


Aflição

Pobre alma é aquela que aflita,
Procura esconder-se entre sepulturas,
Duma certa e horrenda criatura
Essa que nasce de fontes eruditas.

Que ciência ou espiritismo,
Provou a loucura da massa humana,
Que provém de regiões insanas
Jazendo o corpo em vil pessimismo.

Tudo explode num turbilhão de lava,
Quem diga que corroí a própria alma
Encharca o corpo numa odiosa calma,
A inania que transforma a mão em escrava.

Quem sou? Pergunto-me a dias tais,
A cousas duma distinta era infernal,
Ocultas no próprio córtex cerebral
Ecoando a voz que sussurra nunca mais.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Meses

Meses
Vão se as estações do ano e a brisa
Que perfuma o dia e suaviza a alma,
As palavras possuem a essência calma,
Meu peito esvaído de dor poetisa.

Sobre o rarefeito da minha respiração,
Da noite fria porém aconchegante,
Dos mistérios diante e extravagante
Donde o destino é mera desilusão.

O relógio badala exatamente a meia-noite,
Era setembro e agora torna-se outubro
Réstia da paixão, da dor em tons rubros,
Castiga o corpo com um vil açoite.

Assombra-me os anseios duma vida,
Perduro em meu peito a dor infinda,
A esperança corri-o a mente corrompida
Ouço de longe a voz de minha prometida.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tempo corrente

Tempo corrente

Fazia frio nesse dia de mal agouro
Os sinos dum tempo distante,
Soavam tristes melodias sufocantes
Qual chifre dum mitológico touro.

O raiar do sol era vil e tortuoso,
Ocultava-se em uma mística praga,
Que excrucia-me com suas chagas
Rolando prantos dolorosos.

Ah! Que desgraça essa vil calma,
Materializou-se na massa cinzenta,
Corroeu o córtex de forma sedenta
Qual quimera multou-se a minh’ alma.

Corre o tempo em horas ou dias,
Voa a juventude e permanece a inânia
Da vida dos prazeres da essência,
Quem dirá que tudo é vil ironia.