Desfalecido
Exausto, adormecido entre livros e doutrinações
Sonhei entre o céu rompante a invadir
Os montes firmes nesta terra à sacudir
Entre as mais vis e tolas indagações
Minha ‘lma que ainda adormece
Entre o sepulcro desta antiga biblioteca
Um festival de horrendas sombras
Ainda espreitam, ainda assombram
No fogo fátuo desta terra doente
O uivo frio da noite a sussurrar pela charneca
Memórias passageiras de outra terra
Outra vida, não sei de quais eras
Do fogo ímpeto, não resta nada, só cinzas
As vagas analogias as falsas premissas
Não é a memória que se apaga da terra
Mas a terra que aniquila a maldita fera
As labaredas do crepúsculo poente
Invadem este cômodo silenciosos
Não há vida, não há qualquer sussurro
Não há qualquer alma ou urro
Agoniado, no vácuo ocioso
Ou numa manhã antes alarmante
Exausto, Adormecido entre livros e doutrinações
Sonhei outra vez com o indizível
Um vai e vem de memórias fungíveis
Extinguindo-se no fogo ímpeto das razões
A terra que já não se expande e toda dimensão
Ou vastidão do universo invisível
São palavras falhas ao frio incisivo
Do aço frio, dos tolos repulsivos
Da verdade ou da perfeição, da ciência e razão
Lembranças tais de outrora, desta terra
Esvaísse no abissal e profunda cerne
Os sonhos de minha enferma alvorada
Sucumbe a odor forte do etanol e das chamas
Não nesta vida não há sucesso ou fama
Só resta apenas o fim de todas as eras
E o corpanzil oco à saciar a fome amarga dos vermes
"Não está morto o que eternamente jaz inanimado, e em estranhas realidades até a morte pode morrer." H.P LoveCraft
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Desfalecido
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sábado, 11 de abril de 2015
Esconjuro de Adão e Eva
Esconjuro De Adão e Eva
Fibra desigual, dilacerada em finos cortes
São destrinchadas em linhas tortas
Ventrículo das mãos hábeis atrás da porta
O gosto amargo na noite é pura má sorte
Agoniado pelas noites infindas e frívolas
Pobre alma hipocondríaca a pedir esmolas
O raquítico herege de faces carcomidas
Ancestral anjo, da luxúria distorcida
O som do chocalhar raquítico dos ossos
Atroz, voraz adentro do vento ímpeto
O estalar dos dentes irrequieto
Atormenta qual um horrendo colosso
Essa quietude atormenta-me qual trevas
Desiguais, um vasto conto em noites infernais
Hipocondríacos, drogados quais animais
Concebidos do esconjuro de Adão e Eva.
Fibra desigual, dilacerada em finos cortes
São destrinchadas em linhas tortas
Ventrículo das mãos hábeis atrás da porta
O gosto amargo na noite é pura má sorte
Agoniado pelas noites infindas e frívolas
Pobre alma hipocondríaca a pedir esmolas
O raquítico herege de faces carcomidas
Ancestral anjo, da luxúria distorcida
O som do chocalhar raquítico dos ossos
Atroz, voraz adentro do vento ímpeto
O estalar dos dentes irrequieto
Atormenta qual um horrendo colosso
Essa quietude atormenta-me qual trevas
Desiguais, um vasto conto em noites infernais
Hipocondríacos, drogados quais animais
Concebidos do esconjuro de Adão e Eva.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Sonata da Morte
Sonata
da Morte
Na solidão sem fim dessa cacofonia
Ouço o estrondo, a estourar minha fronte
É o diabo em seu cavalo galopante
Corre o fôlego como em uma sinfonia
Era tarde da noite e ouvi o relinchar feroz
A desbravar a densa mata qual trovão
Um raio, um vulto, o diabo na escuridão?
O anélito denso e atroz
É a santa morte, por onde anda no céu escarlate?
Ocultando-se da figura enlouquecida
Aguardando a piedade, sua valsa corrompida
Santa morte, porque traz-me as dores d’um infarte?
Maldita besta do diabo, praga do escarnio
Demônio de meus sonhos, Fictício
Atormentando-me a essas horas tais
Sorte ou morte, são infernos iguais.
Na solidão sem fim dessa cacofonia
Ouço o estrondo, a estourar minha fronte
É o diabo em seu cavalo galopante
Corre o fôlego como em uma sinfonia
Era tarde da noite e ouvi o relinchar feroz
A desbravar a densa mata qual trovão
Um raio, um vulto, o diabo na escuridão?
O anélito denso e atroz
É a santa morte, por onde anda no céu escarlate?
Ocultando-se da figura enlouquecida
Aguardando a piedade, sua valsa corrompida
Santa morte, porque traz-me as dores d’um infarte?
Maldita besta do diabo, praga do escarnio
Demônio de meus sonhos, Fictício
Atormentando-me a essas horas tais
Sorte ou morte, são infernos iguais.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Poema Dântico
Poema Dântico
Terra maldita que engole-me aos poucos
Quais oníricas e vis serpentes
A engolir-se no ninho pelo dentes
O uivar deste vento deixa-me louco
Sim, o vento nesse velho moinho
Uiva a noite qual lobo faminto
Com a sede de um demônio quase extinto
A embebedar-se do sagrado vinho
Ouço, como em um sonho o cântico
Quase hipnótico dos seres universais
O bater das asas nos antigos umbrais
Ouço, as canções dos tempos dânticos
São os anjos caídos lá do céu celeste
A engolir-me no ninho pelos dentes
Quais oníricas e vis serpentes
É a praga enferma deste agreste
Terra maldita que engole-me aos poucos
Quais oníricas e vis serpentes
A engolir-se no ninho pelo dentes
O uivar deste vento deixa-me louco
Sim, o vento nesse velho moinho
Uiva a noite qual lobo faminto
Com a sede de um demônio quase extinto
A embebedar-se do sagrado vinho
Ouço, como em um sonho o cântico
Quase hipnótico dos seres universais
O bater das asas nos antigos umbrais
Ouço, as canções dos tempos dânticos
São os anjos caídos lá do céu celeste
A engolir-me no ninho pelos dentes
Quais oníricas e vis serpentes
É a praga enferma deste agreste
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Malles Maleficarum
"Llega el holocausto, surge de las sombras
coged los crucifijos, comenzad a rezar…
Se acercan los Santos, con sus largos hábitos
son los enviados divinos de Satán…
Piras funerarias, rodean los campos
la suerte ya esta echada, nos vienen a matar
Brujas y Hechiceros, contengan sus cantos
cruel muerte en forma de bondad…
Mi dolor…
victima… de tu divina sonrisa…
Me quemo…
…y donde esta mi Dios?
Donde esta mi Dios?!
Pues reza por mi! Y después… por ti!
Porque bajo las tinieblas te esperaré… para quemarnos juntos…
y sentir este divino placer…
sino de entre los muertos… volveré!
Y vendré por ti… yo… vendré por ti…
Mi alma atormentada, mi cuerpo hecho cenizas
contemplo levitando la tragedia infernal
Aúllan, los lobos, con piel de cordero
Profetas de Dios, cantando a la muerte"
Ordo Funebris
domingo, 19 de outubro de 2014
O bater da chuva
O bater da chuva
Sobre o telhado frágil a crueldade da mãe natureza
A ventania faz chocalhar os ossos assombrados
Sobre a erma chama a crepitar dentro do sobrado
Adentro dessa casa erma, outrora morada de tal beleza
Essa cacofonia de ventos e ossos assustados
Enlouquece vorazmente as almas desavisadas
No amplo seio deste velho sobrado, formas passadas
Esgueirando-se entre a penumbra, devastados
Pela onipotente mão de deus, julgo protetor
Da inocência e da justiça, dos sonhos de minha ‘lma
Das preces realizadas em silêncio por minha ‘lma
Clamo, pelo fim deste uivo da terra amedrontador
Os sonhos nesta noite ainda infinda, atormentando
Mais e mais, a cada hora lenta e mal corrida
A cada condensação do ar e o reflexo das esquecidas
Sim, destas almas ainda nesta casa, clamando
Mais e mais, noite após noite, pelo fim de seus pecados
Não foram nada mais que vítimas desta terra
Agrilhoados a materialização desta maldita era
No vale dos ventos, o que resta é este velho sobrado
Ouvindo noite após noite o vento uivante
A lâmina algoz que chocalha os ossos raquíticos
Com o frio incisivo pelas últimas palavras do paralitico
Quem ainda há de ouvir a quimera berrante
Noite após noite meras lembranças do passado
O dia já não nasce e as ermas chamas a crepitar
Extinguiram-se no momento que fui suplicar
A morte é uma mero algoz do fracassado
Neste vale dos ventos que fere a cerne
A besta da luxúria e da morte esta quimera ou fera
Que nos meus sonhos ainda atende por Bahugera
Há de regurgitar-me noite após noite, aos vermes
Sobre o telhado frágil a crueldade da mãe natureza
A ventania faz chocalhar os ossos assombrados
Sobre a erma chama a crepitar dentro do sobrado
Adentro dessa casa erma, outrora morada de tal beleza
Essa cacofonia de ventos e ossos assustados
Enlouquece vorazmente as almas desavisadas
No amplo seio deste velho sobrado, formas passadas
Esgueirando-se entre a penumbra, devastados
Pela onipotente mão de deus, julgo protetor
Da inocência e da justiça, dos sonhos de minha ‘lma
Das preces realizadas em silêncio por minha ‘lma
Clamo, pelo fim deste uivo da terra amedrontador
Os sonhos nesta noite ainda infinda, atormentando
Mais e mais, a cada hora lenta e mal corrida
A cada condensação do ar e o reflexo das esquecidas
Sim, destas almas ainda nesta casa, clamando
Mais e mais, noite após noite, pelo fim de seus pecados
Não foram nada mais que vítimas desta terra
Agrilhoados a materialização desta maldita era
No vale dos ventos, o que resta é este velho sobrado
Ouvindo noite após noite o vento uivante
A lâmina algoz que chocalha os ossos raquíticos
Com o frio incisivo pelas últimas palavras do paralitico
Quem ainda há de ouvir a quimera berrante
Noite após noite meras lembranças do passado
O dia já não nasce e as ermas chamas a crepitar
Extinguiram-se no momento que fui suplicar
A morte é uma mero algoz do fracassado
Neste vale dos ventos que fere a cerne
A besta da luxúria e da morte esta quimera ou fera
Que nos meus sonhos ainda atende por Bahugera
Há de regurgitar-me noite após noite, aos vermes
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sábado, 18 de outubro de 2014
A consciência
A consciência
Das ermas portas do tártaro minha ‘lma
Brada vorazmente contra os grilhões
Podres, contra os pecados e maldições
De outrora, dos receios de minha ‘lma
Poderia nessa erma noite em saber
Que a maturidade, algoz de minha inocência
Essa jazida precocemente na ignorância
Da santa casa, sobre o tumulo que não se vê
Vago ermo entre as portas desta terra
Entre o tão longínquo rio Estige
Que essa terra de deus toda aflige
Quem sou eu? Perto desta quimera
Dos sonhos inocentes que tive a décadas
Atrás, dos poemas escritos naquele jazigo
Da infância forrada pelas sementes de trigo
Daquela distante terra agreste mal amada
Hoje não sinto remorso por minha partida
Desta terra não há poema, verdade ou mentira
Que leve, só está marcada alma que se retira
Com as chagas e a casca demasiada ferida
Pelas más influências dos signos do zodíaco
Minha ‘lma jaz entre as tumbas do Elisio
Quimera mitológica pela maldição de sifinsio
Bahugera, esta praga de um maldito hipocondríaco
Das ermas portas do tártaro minha ‘lma
Brada vorazmente contra os grilhões
Podres, contra os pecados e maldições
De outrora, dos receios de minha ‘lma
Poderia nessa erma noite em saber
Que a maturidade, algoz de minha inocência
Essa jazida precocemente na ignorância
Da santa casa, sobre o tumulo que não se vê
Vago ermo entre as portas desta terra
Entre o tão longínquo rio Estige
Que essa terra de deus toda aflige
Quem sou eu? Perto desta quimera
Dos sonhos inocentes que tive a décadas
Atrás, dos poemas escritos naquele jazigo
Da infância forrada pelas sementes de trigo
Daquela distante terra agreste mal amada
Hoje não sinto remorso por minha partida
Desta terra não há poema, verdade ou mentira
Que leve, só está marcada alma que se retira
Com as chagas e a casca demasiada ferida
Pelas más influências dos signos do zodíaco
Minha ‘lma jaz entre as tumbas do Elisio
Quimera mitológica pela maldição de sifinsio
Bahugera, esta praga de um maldito hipocondríaco
domingo, 10 de agosto de 2014
O Uivo da Quimera
O
Uivo da Quimera
Meu corpo exausto adormecia nas sombras
Deste mundo, vindo de um inferno todo
Em um sonho quase horrendo, nos umbrais
Essa besta de aparência nobre como um tolo
Vem, suave ao meio da noite esquecida e do agreste
Assombrar-me a minha pobre e exausta alma
Com esse som horrendo que aterroriza a alma
Essa cacofonia que jamais se esquece
Ouvir o uivo desta antiga fera em forma de besta
Eterna, a espantar todos os sonhos meus.
Que outrora sonhei, estes sonhos que eram teus
São esses pesadelos onde nada me resta
Apenas o uivo daquela sorrateira quimera
Vá para o inferno todo, sonhos bons ou mal
Aos amplos e infindo cantos infernais
Vá minha ‘lma junto com teu deus Bahugera
Meu corpo exausto adormecia nas sombras
Deste mundo, vindo de um inferno todo
Em um sonho quase horrendo, nos umbrais
Essa besta de aparência nobre como um tolo
Vem, suave ao meio da noite esquecida e do agreste
Assombrar-me a minha pobre e exausta alma
Com esse som horrendo que aterroriza a alma
Essa cacofonia que jamais se esquece
Ouvir o uivo desta antiga fera em forma de besta
Eterna, a espantar todos os sonhos meus.
Que outrora sonhei, estes sonhos que eram teus
São esses pesadelos onde nada me resta
Apenas o uivo daquela sorrateira quimera
Vá para o inferno todo, sonhos bons ou mal
Aos amplos e infindo cantos infernais
Vá minha ‘lma junto com teu deus Bahugera
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Sem título no momento
Sem título no momento
Meu corpo adormecia entre as sombras
Ermas desse mundo, entre o inferno todo
Mais um sonho bom ou mal, esse umbral
Aterrorizando-me com a besta como um todo
Sussurra um uivo do esquecido agreste
Assombrando minha pobre e vil alma,
Sim esse som que inferniza essa alma
É o som que jamais se esquece
Esse uivo a minha porta, essa besta
Eterna, a espantar os meus sonhos
Com seu aspecto e semblante medonho
Esses que jamais sonhei iguais, nada resta
Nesse mundo se não o uivo da fera
Entre meus sonhos bons e mal
Nos infindos cantos infernais
Vá alma, junto com a fera Bahugera
Meu corpo adormecia entre as sombras
Ermas desse mundo, entre o inferno todo
Mais um sonho bom ou mal, esse umbral
Aterrorizando-me com a besta como um todo
Sussurra um uivo do esquecido agreste
Assombrando minha pobre e vil alma,
Sim esse som que inferniza essa alma
É o som que jamais se esquece
Esse uivo a minha porta, essa besta
Eterna, a espantar os meus sonhos
Com seu aspecto e semblante medonho
Esses que jamais sonhei iguais, nada resta
Nesse mundo se não o uivo da fera
Entre meus sonhos bons e mal
Nos infindos cantos infernais
Vá alma, junto com a fera Bahugera
domingo, 16 de março de 2014
Não há nome
Não há nome
Perfuma lentamente, dispersada pelo vento
Esta noite, pairam sobre minha 'lma lembranças
Vazias e inanes, mortas como a última dança
A crepitar pelo fogo errante e o vento
Inalo o odor intoxicante e alucinante da gasolina
Bailando diante de mim, a alucinação o êxtase
Aguardado a liberdade eterna, uma cartolina
espalhada pelos fragmentos do esctâse
Ouvi tão distante as vozes de minha infância
A uivar no vento frio, a crepitar no fogo ardente
A perfurar-me o peito, fazendo-me ranger os dentes
Estou a relembrar as antigas cantigas.
O vento passa pelo negro buraco em minha 'lma
A ausência inevitável o amor inacabado
É impossível de viver, não existe passado
Nem futuro ou presente, para esta vida inanimada
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Última Aurora
Última Aurora
Por capricho deste destino, nesta terra morta
Fui concebido, está agora minha terra natal
Tem me angustiado, a alma frágil e mortal!
Os dias a decorrer, pelo timbre infernal
Do mesmo relógio que bate noite após noite
Ao epitáfio da noite doirada, e amei mais
Sofri mais nesse inferno todo, angustiei-me mais
Nunca mais, nunca mais, repito noite após noite
O seio de gaia, agrilhoa-me a vida insuportável
Aos contos de Orion, dos amores imagináveis
Senti o ferrão do escorpião de formas inigualáveis.
As lâminas do destino, o conto insuportável
Eu que amei esta terra por razão que me cora
Ouço o orvalhar suave desta ultima manhã
Ao suspirar minha alma jaz no amanhã
Que deus, permita-me que seja a ultima aurora!
Por capricho deste destino, nesta terra morta
Fui concebido, está agora minha terra natal
Tem me angustiado, a alma frágil e mortal!
Os dias a decorrer, pelo timbre infernal
Do mesmo relógio que bate noite após noite
Ao epitáfio da noite doirada, e amei mais
Sofri mais nesse inferno todo, angustiei-me mais
Nunca mais, nunca mais, repito noite após noite
O seio de gaia, agrilhoa-me a vida insuportável
Aos contos de Orion, dos amores imagináveis
Senti o ferrão do escorpião de formas inigualáveis.
As lâminas do destino, o conto insuportável
Eu que amei esta terra por razão que me cora
Ouço o orvalhar suave desta ultima manhã
Ao suspirar minha alma jaz no amanhã
Que deus, permita-me que seja a ultima aurora!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Bahugera Sanatório - Desejo da Quimera
Bahugera Sanatório - Desejo da Quimera
Minha 'lma encontra-se na forma mais vil
De toda a criação, esse abismo de rochedos forte
Que beiro é a criação da loucura para a morte
Enquanto agonizo neste quarto, febril
O lançar destas trevas sobre a noite infinda
Ouço ainda pelo sussurrar das vozes celestes
A atroz quimera de minha 'lma tão temida
O inferno é a terra até que o último suspiro reste
Ouço novamente sussurrar as vozes celestes
Relembrar-me dos pecados que me persegue
Não há mentira nesta terra que ateste
A erma dor que sinto nessa noite do Agreste
Ouvi agora o fogo fátuo desta terra
A qual minha quimera jurou guerra
Minha 'lma encontra-se na forma mais vil
De toda a criação, esse abismo de rochedos forte
Que beiro é a criação da loucura para a morte
Enquanto agonizo neste quarto, febril
O lançar destas trevas sobre a noite infinda
Ouço ainda pelo sussurrar das vozes celestes
A atroz quimera de minha 'lma tão temida
O inferno é a terra até que o último suspiro reste
Ouço novamente sussurrar as vozes celestes
Relembrar-me dos pecados que me persegue
Não há mentira nesta terra que ateste
A erma dor que sinto nessa noite do Agreste
Ouvi agora o fogo fátuo desta terra
A qual minha quimera jurou guerra
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Psicologia Pessoal - Em busca de Afrodite
Em busca de Afrodite
Eu, tenho vivido nesta terra abençoada
Por uma força imanente e impotente
Tenho também sofrido qual doente
Moribundo, nesta terra amaldiçoada
Sou e fui o poeta de minha vida e dos sonhos
Estes tão doirados, quase fictícios
São visões deste verdadeiro paraíso?
Toda realidade é este fatídico eufemismo
Nesta terra abençoada, vim ao mundo ermo
Sim, vagando entre experiências
Vazias, entre as catacumbas de meu pensar
Venho entre mil e uma madrugadas conjecturar
As verdades imposta, entre os termos
Da imortalidade, das artes, das ciências
Sofro cada dia mais em busca da verdade
Acobertada entre mil e uma fatalidades
Passaram-se noites em claro desde meu nascimento
Sim, aquele belo e vil auroreal momento
Onde as estrelas do imenso céu celeste
Designaram o intrépido e vil destino
Esta sina, marcada por forças imanentes
Que deus ou força imanente conjectura esta verdade
Impondo-me a essas vazias nulidades espirituais
Sim, andei ermo e marchei firme por esta terra
Que desola toda alma em dor aguda
Onde a única certeza é o enterro no sol
Poente, e a cova já são tão profundas
Que torna nula a tentativa em prol
Desta vida, sim é neste sepulcro e nesta terra
Que vivo em tamanhos desencantos celestes
Sim, não resta mais nada se não a sombra do cipreste
Nesta terra de ninguém, os pensamentos são incertos
A paranoia é um mal contínuo, uma doença eterna
Os dias são longos, o medo é interminável
O descanso é um sonho quase impossível
Todo dia o brilho doirado das manhas de taverna
O cheiro de álcool espalhado em muros de concreto
Entre os sonhos quase esquecidos dessas manhãs
Queimando em labaredas infindas em minha massa
Todos os dias que passam intermináveis
Passam de forma vil, lenta, amarga e ranzinza.
São apenas pensamentos até o atual momento
Dos semblantes que atenuam qualquer sentimento
Desgastados entre as labaredas de minha mente
Que vai e vem, tudo é interminável e ausente
O dia vai em inúmeras e incontáveis variáveis
Restando-me apenas flashes e cinzas
Os flash queimam iguais a filmes antigos
Abandonados entre as caixas de um sótão
Que certa vez a inocente criança, as reproduziu
Todo o passado desfez em fogo, sumiu,
Todas as imagens do passado, o brasão
De nossas famílias é o nosso vil jazigo
Sim, nas primaveras de folhas mortas
A minha 'lma em sua porta se reconforta
Olhe as estrelas distantes do céu celeste
Que expurgam as memórias esquecidas
Que arderam em labaredas, infinda
O fogo brandiu, e tudo virou cinzas
A criança antes sorridente e inocente
Não passa agora d'um velhaco ranzinza
Toda essa singular dança imanente
Repete-se no passado, futuro e presente
São sonhos, de outrora, são desta vida
Desta terra erma, essas reflexões perdidas
A sondar meu córtex cerebral, os laços
Formados em meu cérebro, refletem
Os sonhos e sentimentos, vividos
Entre o cheiro da fumaça, esquecidos
As memórias perdidas, repetem-se
No último tragar deste meu maço
Na noite essas memórias em fervorosa ascendência
Repetem-se num rodopiar infernal
Passa ela em claro, revendo minhas feras
O monstro de minha 'lma, maldita criação
Sonhos perdidos, pela influência zodiacal
As estrelas que regem esta citação
Somos todos uma gigantesca e vil quimera
A engolir-se por inteiro nesta decadência
Essas memórias, essas vozes na noite infinda
São de onírica e abissal magnificência
O beijo de minha amada deusa Afrodite
Parecem sonhos que nunca os tive
É esse interminável filme em preto e branco
Cenas de amor, de terror que perfura meus flancos
Continuo exausto confrontando as ciências
Ao buscar as repostas quais jamais obtive
Eu, tenho vivido nesta terra abençoada
Por uma força imanente e impotente
Tenho também sofrido qual doente
Moribundo, nesta terra amaldiçoada
Sou e fui o poeta de minha vida e dos sonhos
Estes tão doirados, quase fictícios
São visões deste verdadeiro paraíso?
Toda realidade é este fatídico eufemismo
Nesta terra abençoada, vim ao mundo ermo
Sim, vagando entre experiências
Vazias, entre as catacumbas de meu pensar
Venho entre mil e uma madrugadas conjecturar
As verdades imposta, entre os termos
Da imortalidade, das artes, das ciências
Sofro cada dia mais em busca da verdade
Acobertada entre mil e uma fatalidades
Passaram-se noites em claro desde meu nascimento
Sim, aquele belo e vil auroreal momento
Onde as estrelas do imenso céu celeste
Designaram o intrépido e vil destino
Esta sina, marcada por forças imanentes
Que deus ou força imanente conjectura esta verdade
Impondo-me a essas vazias nulidades espirituais
Sim, andei ermo e marchei firme por esta terra
Que desola toda alma em dor aguda
Onde a única certeza é o enterro no sol
Poente, e a cova já são tão profundas
Que torna nula a tentativa em prol
Desta vida, sim é neste sepulcro e nesta terra
Que vivo em tamanhos desencantos celestes
Sim, não resta mais nada se não a sombra do cipreste
Nesta terra de ninguém, os pensamentos são incertos
A paranoia é um mal contínuo, uma doença eterna
Os dias são longos, o medo é interminável
O descanso é um sonho quase impossível
Todo dia o brilho doirado das manhas de taverna
O cheiro de álcool espalhado em muros de concreto
Entre os sonhos quase esquecidos dessas manhãs
Queimando em labaredas infindas em minha massa
Todos os dias que passam intermináveis
Passam de forma vil, lenta, amarga e ranzinza.
São apenas pensamentos até o atual momento
Dos semblantes que atenuam qualquer sentimento
Desgastados entre as labaredas de minha mente
Que vai e vem, tudo é interminável e ausente
O dia vai em inúmeras e incontáveis variáveis
Restando-me apenas flashes e cinzas
Os flash queimam iguais a filmes antigos
Abandonados entre as caixas de um sótão
Que certa vez a inocente criança, as reproduziu
Todo o passado desfez em fogo, sumiu,
Todas as imagens do passado, o brasão
De nossas famílias é o nosso vil jazigo
Sim, nas primaveras de folhas mortas
A minha 'lma em sua porta se reconforta
Olhe as estrelas distantes do céu celeste
Que expurgam as memórias esquecidas
Que arderam em labaredas, infinda
O fogo brandiu, e tudo virou cinzas
A criança antes sorridente e inocente
Não passa agora d'um velhaco ranzinza
Toda essa singular dança imanente
Repete-se no passado, futuro e presente
São sonhos, de outrora, são desta vida
Desta terra erma, essas reflexões perdidas
A sondar meu córtex cerebral, os laços
Formados em meu cérebro, refletem
Os sonhos e sentimentos, vividos
Entre o cheiro da fumaça, esquecidos
As memórias perdidas, repetem-se
No último tragar deste meu maço
Na noite essas memórias em fervorosa ascendência
Repetem-se num rodopiar infernal
Passa ela em claro, revendo minhas feras
O monstro de minha 'lma, maldita criação
Sonhos perdidos, pela influência zodiacal
As estrelas que regem esta citação
Somos todos uma gigantesca e vil quimera
A engolir-se por inteiro nesta decadência
Essas memórias, essas vozes na noite infinda
São de onírica e abissal magnificência
O beijo de minha amada deusa Afrodite
Parecem sonhos que nunca os tive
É esse interminável filme em preto e branco
Cenas de amor, de terror que perfura meus flancos
Continuo exausto confrontando as ciências
Ao buscar as repostas quais jamais obtive
Nove pesadelos durante a noite
Nove pesadelos durante a noite - Reescrita
Essa manhã acordei com um gosto esquisito,
A boca, um gosto seco quase análogo a morte,
Todo o esplendor da vida foi jogado a minha sorte
Nessa noite, meus sonhos tornaram-se inóspitos.
Minha 'lma, essa que ausenta-se da futilidade,
De existir, esquecida entre tomos ancestrais,
Livros de cousas primordiais entre ruídos infernais
Talvez, fosse apenas a descrença da realidade.
Porém a noite tornara-se longa, minha 'lma
Turva e densa, por uma neblina cinzenta
A tempestuar meus sonhos, essa tormenta
Perfurava a noite, dilacerando minha 'lma
Eu acordava exausto, entre as horas infindas,
Dessa noite, e olhava em vão procurar paz,
Entre essas almas que atormentadas, jaz.
Pouco esperava se não a despedida desta vida.
Entre as sombras dessa noite, a mente em pane
Pelos fatos desta terra ser mera ilusão!
Talvez toda verdade da noite seja, aversão
Efervescendo minha massa nefasta e inane.
Entre as sombras dessa noite abissal,
Eu adormecia entre pesadelos infernais
Suplicando e clamando cada vez mais e mais,
Enterrado vivo, nesse mundo imortal!
Essa manhã acordei com um gosto esquisito,
A boca, um gosto seco quase análogo a morte,
Todo o esplendor da vida foi jogado a minha sorte
Nessa noite, meus sonhos tornaram-se inóspitos.
Minha 'lma, essa que ausenta-se da futilidade,
De existir, esquecida entre tomos ancestrais,
Livros de cousas primordiais entre ruídos infernais
Talvez, fosse apenas a descrença da realidade.
Porém a noite tornara-se longa, minha 'lma
Turva e densa, por uma neblina cinzenta
A tempestuar meus sonhos, essa tormenta
Perfurava a noite, dilacerando minha 'lma
Eu acordava exausto, entre as horas infindas,
Dessa noite, e olhava em vão procurar paz,
Entre essas almas que atormentadas, jaz.
Pouco esperava se não a despedida desta vida.
Entre as sombras dessa noite, a mente em pane
Pelos fatos desta terra ser mera ilusão!
Talvez toda verdade da noite seja, aversão
Efervescendo minha massa nefasta e inane.
Entre as sombras dessa noite abissal,
Eu adormecia entre pesadelos infernais
Suplicando e clamando cada vez mais e mais,
Enterrado vivo, nesse mundo imortal!
domingo, 17 de novembro de 2013
O espelho do Poeta
O espelho do Poeta
Calaram-se as bocas nesta madrugada
Os olhos que antes assombram, na neblina
Agora são cegos, pelo corvo de minha sina
Este que escurece aquelas manhas doiradas
Sou, como este mesmo corvo já morto há três dias
Exalando pelos poros minha pútrida composição
Que antes deu me a vida, mas na terrível negação
Ruiu-me qual tempo ruiu antigas utopias
Entro, pela porta de meu quarto
Não há nada, só o vazio incompleto
Desta noite e as sombras a vagar no teto
Enquanto adormeço nas dores d'um infarto
Entra a luz pela janela e o que vê, nada?
Somente o odor deste leito decomposto
Mas no espelho, a luz alude com um rosto
É minha alma pela eternidade amaldiçoada
Calaram-se as bocas nesta madrugada
Os olhos que antes assombram, na neblina
Agora são cegos, pelo corvo de minha sina
Este que escurece aquelas manhas doiradas
Sou, como este mesmo corvo já morto há três dias
Exalando pelos poros minha pútrida composição
Que antes deu me a vida, mas na terrível negação
Ruiu-me qual tempo ruiu antigas utopias
Entro, pela porta de meu quarto
Não há nada, só o vazio incompleto
Desta noite e as sombras a vagar no teto
Enquanto adormeço nas dores d'um infarto
Entra a luz pela janela e o que vê, nada?
Somente o odor deste leito decomposto
Mas no espelho, a luz alude com um rosto
É minha alma pela eternidade amaldiçoada
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Bahugera Sanatório Parte 2
Qual corvo de Poe
Tenho sofrido de mais diante da fera agourenta
Que berra rusticamente em meus umbrais
Reduzindo-me a um resquício de fins infernais
Minha 'lma quase jaz na tumba corpulenta
Sim, esta besta agourenta vinda lá do inferno todo
Fita-me com o olhar que assombra-me qual o corvo
De Poe, está besta nobre e hostil de aspecto torvo
Há de reduzir-me a inutilidade da lama e do lodo
Os sonhos que jamais ousei sonhar, nas hostes celestiais
Tem hoje as antigas maldições de minha própria quimera
Esta defronte a minha alma, minha besta Bahugera
Atormenta meus ais, são horrores que jamais tive iguais
Esses anjos vindo lá do inferno todo praguejar a minha 'lma
São quais demônios vindos lá do éden proibido
Onde minha alma tem de minha vida esquecido
Neste éden proibido há só chamas e mais chamas
Ó -Profeta! De minha Peste, que adentro de meus umbrais
Vive em frenesi ou euforia, e neste céu ou inferno todo
Nos restos sepulcrais do céu indizível torna-se tudo lodo
Neste inferno previsível, eis de sofrer cada vez mais e mais.
Qual corvo de Poe
Tenho sofrido de mais diante da fera agourenta
Que berra rusticamente em meus umbrais
Reduzindo-me a um resquício de fins infernais
Minha 'lma quase jaz na tumba corpulenta
Sim, esta besta agourenta vinda lá do inferno todo
Fita-me com o olhar que assombra-me qual o corvo
De Poe, está besta nobre e hostil de aspecto torvo
Há de reduzir-me a inutilidade da lama e do lodo
Os sonhos que jamais ousei sonhar, nas hostes celestiais
Tem hoje as antigas maldições de minha própria quimera
Esta defronte a minha alma, minha besta Bahugera
Atormenta meus ais, são horrores que jamais tive iguais
Esses anjos vindo lá do inferno todo praguejar a minha 'lma
São quais demônios vindos lá do éden proibido
Onde minha alma tem de minha vida esquecido
Neste éden proibido há só chamas e mais chamas
Ó -Profeta! De minha Peste, que adentro de meus umbrais
Vive em frenesi ou euforia, e neste céu ou inferno todo
Nos restos sepulcrais do céu indizível torna-se tudo lodo
Neste inferno previsível, eis de sofrer cada vez mais e mais.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Pensamentos livres
Brada
rusticamentee
uniformeAS
normas
ancestrais;
Transmutadas
em
incognitas DO
xadrex
eterno E
imanente,UM
rugido
abissal;
de
OniricasE
longas E
intermitentes
vi
extasiadoA
Incoerente
regra
ancestral.
rusticamente
uniforme
normas
ancestrais;
Transmutadas
em
incognitas
xadrex
eterno
imanente,
rugido
abissal;
de
Oniricas
longas
intermitentes
vi
extasiado
Incoerente
regra
ancestral.
Inânia Verba
Inânia Verba
Desta terra, desta vida escrava
Que mata-me aos poucos não resta
Quase nada, quase perdido na floresta
Tão densa, na vida, é tudo lava
Onde tudo foi desfeito em lodo e lama
E a voz tão rouca, quase inaudível
Não explica essa inania indizível
E tudo vai com cinzas e volta com chamas
Desta terra que antes deu-me quase tudo
Ela retira com a mesma força que dá
E a pobre alma passa a vida a odiar
Tudo é como as palavras da boca de um mudo
Nesta ebulição de formas e sombras desiguais
Restam apenas os amores de formas primordiais
Nas confissões não ditas nas noites infernais
Vai-se a vida defronte as portas já celestiais
Desta terra, desta vida escrava
Que mata-me aos poucos não resta
Quase nada, quase perdido na floresta
Tão densa, na vida, é tudo lava
Onde tudo foi desfeito em lodo e lama
E a voz tão rouca, quase inaudível
Não explica essa inania indizível
E tudo vai com cinzas e volta com chamas
Desta terra que antes deu-me quase tudo
Ela retira com a mesma força que dá
E a pobre alma passa a vida a odiar
Tudo é como as palavras da boca de um mudo
Nesta ebulição de formas e sombras desiguais
Restam apenas os amores de formas primordiais
Nas confissões não ditas nas noites infernais
Vai-se a vida defronte as portas já celestiais
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Conspiração Universal (Bahugera-Sanatório)
Sanatório introdução
Tenho sido a besta errante de minha vida
A por-me contra tudo que acreditará
Tudo era apenas o que a mente sonhará
Quem há de viver nesta noite vil e infinda?
Conspiração universal ( Bahugera - Sanatório)
Nessa noite de infindas trevas ancestrais
Ouvi na escuridão tão incerta, a minha porta
Batia o vento firme, qual presa quase morta
Batia forte e assombrava os meus ais
Por deus, se naquela época eu fosse sábio
Teria evitado, aquele murmúrio horrível
Que ouvia a noite inteira, quase inaudível
Por deus, será que eu teria sido mais sábio?
Sim, fora naquela madruga que me assombra
Quais vultos de outrora e o vazio espectral
De minha 'lma que pôs me a ouvir a besta infernal
Que atormentava a minha porta com sombras
Estas vindas da nulidade do tempo e espaço
Carregadas de vis sons que ainda assombram
Que sussurram e queimam em pedaços
Com formais vis e desiguais, sombras
Todas estas de passados infernais de outrora
Não há de fazer-me falta o porte da da terra
Está benção ou maldição que mata-me qual fera
Nesta noite infinda de nuvens escura a alma sofreu
Naquele timbre ameaçador forte a ouvir de minha porta
Adentrava o medo em minha alma quase morta
E o que esperava-me no outro lado era apenas, Eu.
Tenho sido a besta errante de minha vida
A por-me contra tudo que acreditará
Tudo era apenas o que a mente sonhará
Quem há de viver nesta noite vil e infinda?
Conspiração universal ( Bahugera - Sanatório)
Nessa noite de infindas trevas ancestrais
Ouvi na escuridão tão incerta, a minha porta
Batia o vento firme, qual presa quase morta
Batia forte e assombrava os meus ais
Por deus, se naquela época eu fosse sábio
Teria evitado, aquele murmúrio horrível
Que ouvia a noite inteira, quase inaudível
Por deus, será que eu teria sido mais sábio?
Sim, fora naquela madruga que me assombra
Quais vultos de outrora e o vazio espectral
De minha 'lma que pôs me a ouvir a besta infernal
Que atormentava a minha porta com sombras
Estas vindas da nulidade do tempo e espaço
Carregadas de vis sons que ainda assombram
Que sussurram e queimam em pedaços
Com formais vis e desiguais, sombras
Todas estas de passados infernais de outrora
Não há de fazer-me falta o porte da da terra
Está benção ou maldição que mata-me qual fera
Nesta noite infinda de nuvens escura a alma sofreu
Naquele timbre ameaçador forte a ouvir de minha porta
Adentrava o medo em minha alma quase morta
E o que esperava-me no outro lado era apenas, Eu.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Adagio
Adagio
Quem há de expressar nessa lápide frívola
Revestida do calcário da terra vil e fraca
Essa mãe que há de me apunhalar com a faca
Que alimenta o filho que agora pede esmola
Esta terra, Gaia, que agora envia-me ao tártaro
A sofrer no vórtice das almas e na terra de Hades
Por atingir a inutilidade da completa maturidade
Sim, nesta terra maldita sou destripado por bárbaros
Nesta terra de agonia intermitente a morte é ausente
Não há igualdade nas ermas sombras eternas e crepitar
Na penumbra dos tempos infernais, o peito a palpitar
O escárnio de toda a vida, do futuro vil e presente
Por onde anda a deusa Vênus que há de guardar a alma
Dos apaixonados, e suprir o solene inferno de Hades
Onde está a morte impotente, nessa enferma desigualdade
Não há deuses, para minha vil e prepotente alma
Quem há de expressar o sentimento infido
Na lápide revestida de calcário, o amor prometido
E os deuses? Ou anjos do céu tem me esquecido?
Por pecar e amar como os anjos vem proibindo
Quem há de expressar nessa lápide frívola
Revestida do calcário da terra vil e fraca
Essa mãe que há de me apunhalar com a faca
Que alimenta o filho que agora pede esmola
Esta terra, Gaia, que agora envia-me ao tártaro
A sofrer no vórtice das almas e na terra de Hades
Por atingir a inutilidade da completa maturidade
Sim, nesta terra maldita sou destripado por bárbaros
Nesta terra de agonia intermitente a morte é ausente
Não há igualdade nas ermas sombras eternas e crepitar
Na penumbra dos tempos infernais, o peito a palpitar
O escárnio de toda a vida, do futuro vil e presente
Por onde anda a deusa Vênus que há de guardar a alma
Dos apaixonados, e suprir o solene inferno de Hades
Onde está a morte impotente, nessa enferma desigualdade
Não há deuses, para minha vil e prepotente alma
Quem há de expressar o sentimento infido
Na lápide revestida de calcário, o amor prometido
E os deuses? Ou anjos do céu tem me esquecido?
Por pecar e amar como os anjos vem proibindo
sexta-feira, 26 de julho de 2013
O fim do pacto
O fim do pacto
Observa, nessa noite como é formidável
O barulho adentro desta floresta densa
O turbilhão da massa cinzenta e a crença.
Ambigüidades em aspectos indizíveis
Escuta, com tamanha atenção a besta humana
Que há de emergir não dá terra mas da alma
Essa que acomoda-se de forma sutil e calma.
A espada a cintilar na alma de forma insana
Sinta, a ebulição dos sentimentos agrilhoados
Das confissões não ditas, dos pecados passados
O sentimento perdurado, e o sussurro amargurado
É como vender a alma ao próprio e vil diabo.
Morra, nas infinidades indizíveis de agora
Pronuncie na lápide as palavras nunca ditas
Aos olhares que nesta hora já perdida, fitam
O vazio da lápide, pôs já não há outrora
Observa, nessa noite como é formidável
O barulho adentro desta floresta densa
O turbilhão da massa cinzenta e a crença.
Ambigüidades em aspectos indizíveis
Escuta, com tamanha atenção a besta humana
Que há de emergir não dá terra mas da alma
Essa que acomoda-se de forma sutil e calma.
A espada a cintilar na alma de forma insana
Sinta, a ebulição dos sentimentos agrilhoados
Das confissões não ditas, dos pecados passados
O sentimento perdurado, e o sussurro amargurado
É como vender a alma ao próprio e vil diabo.
Morra, nas infinidades indizíveis de agora
Pronuncie na lápide as palavras nunca ditas
Aos olhares que nesta hora já perdida, fitam
O vazio da lápide, pôs já não há outrora
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Nunca mais ore aos anjos
Nunca mais ore aos anjos
Nessa noite, nessa imensidão celeste
Meu corpo respira dolorosamente,
Enquanto a lágrima rola docemente,
Pela minha face até as suas vestes.
Praguejo ao céu aos deuses ancestrais
Aos contos de fadas glorificadas por mortais,
Enquanto a lâmina das labaredas infernais,
Aumenta a agonia qual dos anjos imortais.
Não oro mais para o céu, agora vil e escarlate,
Não tenho preces que possam ser atendidas,
Lamento por minha alma tão querida
Suportar a dor destes vis infartes.
Parte-me o coração tamanha dor maldita,
Emergente a mentira em forma de santa,
O sufoco que agrilhoa-me a garganta
E minhas confissões de amor nunca ditas.
Nessa noite, nessa imensidão celeste
Meu corpo respira dolorosamente,
Enquanto a lágrima rola docemente,
Pela minha face até as suas vestes.
Praguejo ao céu aos deuses ancestrais
Aos contos de fadas glorificadas por mortais,
Enquanto a lâmina das labaredas infernais,
Aumenta a agonia qual dos anjos imortais.
Não oro mais para o céu, agora vil e escarlate,
Não tenho preces que possam ser atendidas,
Lamento por minha alma tão querida
Suportar a dor destes vis infartes.
Parte-me o coração tamanha dor maldita,
Emergente a mentira em forma de santa,
O sufoco que agrilhoa-me a garganta
E minhas confissões de amor nunca ditas.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Transgressão da humanidade - Bahugera
Transgressão da humanidade - Bahugera
Defronte ao espelho estilhaçado em plenas trevas
A forma humana que habita esse plano já não existe
Pobre alma que assombrada pelo caos, emergente
Observa sua inocência atormentada por tantas eras
Aos poucos que viram passar o sepultamento
De minha pobre alma, não há de escutar
Uma única palavra tão pouco há de comentar
Logo cedo excruciou-me com mil julgamentos
Essa quimera que emerge da fossa abissal
É o deus Bahugera a besta de meus vis medos
Que assombram-me com o medo dos medos
Essa que há de ver-me queimando no fogo infernal
Como há de acalmar a besta fera que ruge
Adentro de minha mente e o maldito bradar
Dessa infernal quimera tão cedo irá me matar
Transgredindo a minha alma o deus logo ressurge
Quem há de compreender o epitáfio da besta fera
Sendo nada mais que mitos e contos ancestrais
Que gritam na cabeça oca de formas vis e infernais
Quem há de curar a alma louca da sua vil quimera
Essa quimera que emerge da fossa abissal
Há de conjecturar o fim deste infindo mundo
Essa alusão de minha mente. O frio é imundo
Isso irá ver tudo queimar no fogo infernal
Adentro dessa massa cinzenta fadigada
Há de compreender a loucura quase exata
Há de compreender o mundo de forma inexata
E toda pobre alma que morre assombrada
Adentro dos sonhos mais profundos
Há de compreender os medos ancestrais
Há de compreender os sonhos primordiais
Os anseios da vida não são mais meu mundo
Defronte ao espelho estilhaçado em plenas trevas
A forma humana que habita esse plano já não existe
Pobre alma que assombrada pelo caos, emergente
Observa sua inocência atormentada por tantas eras
Aos poucos que viram passar o sepultamento
De minha pobre alma, não há de escutar
Uma única palavra tão pouco há de comentar
Logo cedo excruciou-me com mil julgamentos
Essa quimera que emerge da fossa abissal
É o deus Bahugera a besta de meus vis medos
Que assombram-me com o medo dos medos
Essa que há de ver-me queimando no fogo infernal
Como há de acalmar a besta fera que ruge
Adentro de minha mente e o maldito bradar
Dessa infernal quimera tão cedo irá me matar
Transgredindo a minha alma o deus logo ressurge
Quem há de compreender o epitáfio da besta fera
Sendo nada mais que mitos e contos ancestrais
Que gritam na cabeça oca de formas vis e infernais
Quem há de curar a alma louca da sua vil quimera
Essa quimera que emerge da fossa abissal
Há de conjecturar o fim deste infindo mundo
Essa alusão de minha mente. O frio é imundo
Isso irá ver tudo queimar no fogo infernal
Adentro dessa massa cinzenta fadigada
Há de compreender a loucura quase exata
Há de compreender o mundo de forma inexata
E toda pobre alma que morre assombrada
Adentro dos sonhos mais profundos
Há de compreender os medos ancestrais
Há de compreender os sonhos primordiais
Os anseios da vida não são mais meu mundo
Porta do abismo - Lago Umbral
Porta do abismo - Lago Umbral
Na parte vital de minha profunda calma
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Que no calar da noite destrói-me a alma
Adentro desse tenebroso e vil portal
Que alma alguma mortal ou imortal
Ousou fitar os vultos do vazio infernal
Estes carregam o peso do fim universal
Quem há de explicar o que chamo de vida?
Quando tão pouco se sabe sobre a morte
Essa que no bailar da noite vem a sorte
Quem há de explicar as dores infindas?
Na câmara onde pulsa os mistérios da vida
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Transtornando tudo a eterna e vil despedida
Adentro desse tenebroso e vil portal
Temo a imensa e gigantesca besta fera
Que a muito conheço por Bahugera
Esta que carrega o peso do fim universal
Esta cruz que carrego vil tortura
Reside na parte abissal do lago umbral
Este tão próximo a meu córtex cerebral
Atormenta a imanente loucura
Que alma há de aliviar a dor imanente
Que pulsa ainda forte em meu peito
Esta fera que ainda leva-me ao leito
Aos poucos transforma-me em doente
Na parte vital de minha racionalidade
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Esta outra face de minha identidade
Na parte vital de minha profunda calma
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Que no calar da noite destrói-me a alma
Adentro desse tenebroso e vil portal
Que alma alguma mortal ou imortal
Ousou fitar os vultos do vazio infernal
Estes carregam o peso do fim universal
Quem há de explicar o que chamo de vida?
Quando tão pouco se sabe sobre a morte
Essa que no bailar da noite vem a sorte
Quem há de explicar as dores infindas?
Na câmara onde pulsa os mistérios da vida
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Transtornando tudo a eterna e vil despedida
Adentro desse tenebroso e vil portal
Temo a imensa e gigantesca besta fera
Que a muito conheço por Bahugera
Esta que carrega o peso do fim universal
Esta cruz que carrego vil tortura
Reside na parte abissal do lago umbral
Este tão próximo a meu córtex cerebral
Atormenta a imanente loucura
Que alma há de aliviar a dor imanente
Que pulsa ainda forte em meu peito
Esta fera que ainda leva-me ao leito
Aos poucos transforma-me em doente
Na parte vital de minha racionalidade
Ainda resta o deus em forma de fera
A odiosa e primordial Bahugera
Esta outra face de minha identidade
Incontestável dimensão - Abismo do consciente (Bahugera)
Incontestável dimensão - Abismo do consciente (Bahugera)
Pouco a pouco esvaiu-se a minha compreensão
Sobre a física e a ciência tão complexa do universo
Transgredindo minha massa cinzenta ao inverso
Tão inútil qual ameba é agora a podre visão
Esta edema que dissolve cada dia mais e mais
De minha massa cerebral até restar nada e nada
Dissolvendo aos poucos as lembranças amadas
Até ouvir o velho corvo de Poe anunciar nunca mais
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Tão agressivo que mais parece minha besta fera
O deus que dei vida e persegue-me chamado Bahugera
Mais do que cedo a de ceder a infame e letal calma
Incomensuráveis formas vis e nefastas urram
Na infida e imanente calmaria desta tenebrosa noite
Em que até a acerva morte há de estar no calar da noite
Entre tantas vozes que no córtex sussurram
Que forma vil minha besta fera conjecturou
Entre tantas tenebrosas torturas mentais
Maldita quimera escolheu as primordiais
Está em que meio mundo já naufragou
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Veio no calar da noite atormentando a boca
Está tão seca que deixou a mente quase louca
Deu-me o gosto tão cedo da infame e letal calma
Alucinações malditas que nunca se extinguem
Que há de perturbar-me por toda vil eternidade
Não havendo réstia ou traço de humanidade
Por toda minha alma, há de sumir qual fuligem
Tenho esse gosto amaro em minha boca morna
Intragável qual a terra que há de sepultar-me
Essa loucura que aos poucos há de matar-me
Esse veneno que a minha espinha entorta
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Foi criado a combater meus medos, essa quimera
Que transmutou-se a minha personalidade, Bahugera
Há de extasiar-me cedo com a infame e letal calma
Pouco a pouco esvaiu-se a minha compreensão
Sobre a física e a ciência tão complexa do universo
Transgredindo minha massa cinzenta ao inverso
Tão inútil qual ameba é agora a podre visão
Esta edema que dissolve cada dia mais e mais
De minha massa cerebral até restar nada e nada
Dissolvendo aos poucos as lembranças amadas
Até ouvir o velho corvo de Poe anunciar nunca mais
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Tão agressivo que mais parece minha besta fera
O deus que dei vida e persegue-me chamado Bahugera
Mais do que cedo a de ceder a infame e letal calma
Incomensuráveis formas vis e nefastas urram
Na infida e imanente calmaria desta tenebrosa noite
Em que até a acerva morte há de estar no calar da noite
Entre tantas vozes que no córtex sussurram
Que forma vil minha besta fera conjecturou
Entre tantas tenebrosas torturas mentais
Maldita quimera escolheu as primordiais
Está em que meio mundo já naufragou
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Veio no calar da noite atormentando a boca
Está tão seca que deixou a mente quase louca
Deu-me o gosto tão cedo da infame e letal calma
Alucinações malditas que nunca se extinguem
Que há de perturbar-me por toda vil eternidade
Não havendo réstia ou traço de humanidade
Por toda minha alma, há de sumir qual fuligem
Tenho esse gosto amaro em minha boca morna
Intragável qual a terra que há de sepultar-me
Essa loucura que aos poucos há de matar-me
Esse veneno que a minha espinha entorta
Esse câncer cerebral que toma conta de minha 'lma
Foi criado a combater meus medos, essa quimera
Que transmutou-se a minha personalidade, Bahugera
Há de extasiar-me cedo com a infame e letal calma
Abismo do consciente - Ainda há vida (Bahugera)
Abismo do consciente - Ainda há vida (Bahugera)
Possa haver vida ainda naquela odiosa quimera
Está que nas trevas da noite infernal
Possa conjecturar ainda praga vil e abissal
Que persegue-me a tenebrosas eras
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me com formas vis e desiguais
Com suas sombras tétricas e infernais
Até o momento de meu infortúnio padecimento
Possa uma alma imortal mas humana
Livrar-se dos medos que na psique assombra
Onde o anoitecer é um bailar de sombras
Sendo o fervor de minha mente insana
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me até restar a funesta face rosada
Onde os olhos absorto na voz tão amargurada
Vai até o momento do infortúnio padecimento
Está quimera que de minha alma faz parte
Entre o raiar quase invisível de meus medos
Perturba a minha pobre alma com vis medos
Fazendo de toda essa agonia uma cruel arte
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me a todo tempo até restar nada
Onde toda ebulição de lógica torna-se nada
Está que vai até o momento do infortúnio padecimento.
Possa haver vida ainda naquela odiosa quimera
Está que nas trevas da noite infernal
Possa conjecturar ainda praga vil e abissal
Que persegue-me a tenebrosas eras
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me com formas vis e desiguais
Com suas sombras tétricas e infernais
Até o momento de meu infortúnio padecimento
Possa uma alma imortal mas humana
Livrar-se dos medos que na psique assombra
Onde o anoitecer é um bailar de sombras
Sendo o fervor de minha mente insana
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me até restar a funesta face rosada
Onde os olhos absorto na voz tão amargurada
Vai até o momento do infortúnio padecimento
Está quimera que de minha alma faz parte
Entre o raiar quase invisível de meus medos
Perturba a minha pobre alma com vis medos
Fazendo de toda essa agonia uma cruel arte
Essa besta infernal que desde meu nascimento
Assombra-me a todo tempo até restar nada
Onde toda ebulição de lógica torna-se nada
Está que vai até o momento do infortúnio padecimento.
sábado, 22 de junho de 2013
Ao último feixe de luz
Ao último feixe de luz
É quase tarde da noite e já se esvai a alegria
De minha face tão ingênua, Sombras
Oriundas de portais infernais me assombram
Com vozes infernais, trazem uma infinda agonia
É nessa noite que traz um estranho misticismo
Que ressurge sobre o meu peito os medos
Estes tão desconhecidos, estes patéticos medos
Não possuem de base nenhum ceticismo
Quem há de ouvir a minha alma tão sozinha
No calar dessa noite tão serena, tão terna
Onde as chagas são cruéis e eternas
Estas chagas que ainda atormenta-me a espinha
Tenho por mim o último feixe da luz
Que penetra esta infinda treva
Minha alma que anseia a eras
Por esta morte que de perto me seduz
É quase tarde da noite e já se esvai a alegria
De minha face tão ingênua, Sombras
Oriundas de portais infernais me assombram
Com vozes infernais, trazem uma infinda agonia
É nessa noite que traz um estranho misticismo
Que ressurge sobre o meu peito os medos
Estes tão desconhecidos, estes patéticos medos
Não possuem de base nenhum ceticismo
Quem há de ouvir a minha alma tão sozinha
No calar dessa noite tão serena, tão terna
Onde as chagas são cruéis e eternas
Estas chagas que ainda atormenta-me a espinha
Tenho por mim o último feixe da luz
Que penetra esta infinda treva
Minha alma que anseia a eras
Por esta morte que de perto me seduz
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Pensamentos livres
Pensamentos livres
Eu, sou a erma sombra
De minha fraca existência
Minha 'lma carece da essência
Principal, pôs a realidade assombra
Qual mil lampiões de luminosidade
Um profundo olhar do vazio infernal
Perfura-me a alma, meu umbral
Dissipa a minha funesta realidade
O crescimento desta vida vil e prematura
No espelho a reflexo do fracasso vitalicio
Toda essa época tornara-se um vício
E a ausência de meu caráter perduro
As infidas mãos que açoitam-me
Tantas vozes que castigaram-me
Em inúmeras dores afogaram-se
Nenhum semelhante a aceitar-me
Sou dessa praga um fruto
Refletindo o fracasso e o sucesso
Da onírica vida que somos imersos
Nessa realidade a psique é tão oculto
Eu, sou a erma sombra
De minha fraca existência
Minha 'lma carece da essência
Principal, pôs a realidade assombra
Qual mil lampiões de luminosidade
Um profundo olhar do vazio infernal
Perfura-me a alma, meu umbral
Dissipa a minha funesta realidade
O crescimento desta vida vil e prematura
No espelho a reflexo do fracasso vitalicio
Toda essa época tornara-se um vício
E a ausência de meu caráter perduro
As infidas mãos que açoitam-me
Tantas vozes que castigaram-me
Em inúmeras dores afogaram-se
Nenhum semelhante a aceitar-me
Sou dessa praga um fruto
Refletindo o fracasso e o sucesso
Da onírica vida que somos imersos
Nessa realidade a psique é tão oculto
Abdicai de vossa alma poeta
Abdicai de vossa alma poeta
Abdico de minha pobre, vil alma
Sonhadora, essa que nesta noite jaz
Entre a frívola realidade e nunca mais
Há de jazer nos deleites da paz
Não sou nada mais nesse momento
Que um mero joguete do vil destino
Não tenho mais meus sonhos diurnos
E a escuridão envolve meus lamentos
Aos santos anjos lá do céu celeste
Resguardem a alma tão doente
Que padece qual sol poente
Até que essência alguma me reste
Não sou mais poeta pois não sonho
Nessa carcaça operária das trevas
Sou agora qual vermes das eras,
Da terra, desse mundo já não sou filho
Abdico de minha pobre, vil alma
Sonhadora, essa que nesta noite jaz
Entre a frívola realidade e nunca mais
Há de jazer nos deleites da paz
Não sou nada mais nesse momento
Que um mero joguete do vil destino
Não tenho mais meus sonhos diurnos
E a escuridão envolve meus lamentos
Aos santos anjos lá do céu celeste
Resguardem a alma tão doente
Que padece qual sol poente
Até que essência alguma me reste
Não sou mais poeta pois não sonho
Nessa carcaça operária das trevas
Sou agora qual vermes das eras,
Da terra, desse mundo já não sou filho
Existência
Existência
O questionamento é interminável
As verdades aparentam mil falhas
Os amores parecem trapos e mortalhas
Todo o universo é fraco e questionável
Tenho a existência dos anjos celestes
Tão perfeita e bela fora a minha amada
Mas por curtos momentos a alma separada
Causa-me as chagas de uma temível peste
Minha verdade absoluta não é nada
Perco-me no egocentrismo desta beleza
Embriago-me com falsas certezas
E o gosto amaro de bebidas estragadas
Tenho os motivos de minha existência
Mas sinto o fardo deste fracasso
O homem devem viver com sorriso falso
Não sou nada em sua funesta ausência.
O questionamento é interminável
As verdades aparentam mil falhas
Os amores parecem trapos e mortalhas
Todo o universo é fraco e questionável
Tenho a existência dos anjos celestes
Tão perfeita e bela fora a minha amada
Mas por curtos momentos a alma separada
Causa-me as chagas de uma temível peste
Minha verdade absoluta não é nada
Perco-me no egocentrismo desta beleza
Embriago-me com falsas certezas
E o gosto amaro de bebidas estragadas
Tenho os motivos de minha existência
Mas sinto o fardo deste fracasso
O homem devem viver com sorriso falso
Não sou nada em sua funesta ausência.
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